Cap 11

1431 Palavras
Dante Miller Não estava em meus planos voltar à Arena hoje, mas a luta de ontem não foi o suficiente para acalmar os meus demônios interiores, eles ainda não estão satisfeitos. Precisava espancar alguém que me oferecesse alguma resistência, e com quem pudesse trocar alguns socos, não um i****a fracote que caísse na primeira porrada que levasse. Mas não era só isso, aquela garota, pequena e insignificante, tinha me deixado frustrado. Desde que me tornei quem sou hoje, nunca mais havia recebido um não, em nenhuma das minhas identidades. Como o Imbatível, as mulheres se jogavam aos meus pés e, como o CEO da Corporation Miller não era diferente, todas elas queriam estar na minha cama e, na verdade, se eu for parar para pensar, mesmo antes de ficar rico, as mulheres me queriam. E não vai ser diferente com a Afrodite, ela provavelmente só está fazendo algum joguinho i****a achando que vai conseguir mais de mim do que apenas uma noite de f**a. Cheguei à Arena mais cedo, como de costume, passei pela entrada exclusiva e fui direto para a minha sala. Da janela vi o movimento lá embaixo, a casa estava lotada como sempre acontecia nos dias em que o Imbatível aparecia para lutar e as apostas rendiam para c*****o. Uma luta rolava no ringue e demorei um tempo vendo os dois lutadores novatos se enfrentando. Um deles era bom, tinha técnica, já o outro parecia nem saber o que estava fazendo ali, provavelmente só era do briga e achou que se daria bem no mundo das lutas ilegais. Coitado, provavelmente sairia daqui desacordado e direto para o hospital, essa vida só pertencia aos fortes. Ouvi a porta se abrindo e não precisei olhar para saber que era o Carlo, ele é o único com permissão para entrar aqui sem bater, isso porque só ele conhece o rosto por trás da máscara do Imbatível. Carlo_ Boa noite, chefe. Dante_ Trouxe o que eu pedi? Carlo_ Sim, aqui está. Ele me entrega a pasta com as informações de averiguação da Afrodite. Antes de vir para cá, mandei mensagem avisando que queria ver tudo que tinha sobre ela. Precisava enteder a baixinha de cabelos caxeados, acreditava que sua recusa a mim era só um joguinho, por isso queria saber quem ela era de verdade. Ao longo da vida aprendi a ser um cara desconfiado, e qualquer coisa fora da normalidade me fazia agir com cautela. Abri a pasta e li o nome Mia Robert, então esse era seu verdadeiro nome, Mia. Ela havia entrado aqui por indicação de uma funcionária nossa que já trabalhava aqui a pouco mais de dois anos, Nataly Palmer, as duas foram criadas juntas em um antigo orfanato da cidade, antes de vir parar na Arena, ela trabalhou por três anos em uma floricultura que havia fechado recentemente e isso era tudo, nenhuma outra informação, nada essa era a vida dela. Dante_ Só conseguiram isso? Carlo_ Não tem mais nada, só que ela e a Nat não se falam mais, parece que elas brigaram, Nat até veio falar comigo para demitir a Afrodite, mas eu obviamente não fiz isso, a garota é ótima funcionária e o bar tem estado bem mais cheio depois de sua chegada. Dante_ E sabe o motivo dessa briga? Carlo_ Sabia que ia me perguntar isso, então me apressei em descobrir, parece que as duas foram morar juntas assim que saíram do orfanato. No início elas dividiam as despesas mas aí a Nat começou a namorar um vagabundo que vive drogado e se metendo em confusão, ele inclusive nos deve um grana. Bem, depois que Nat começou esse namoro as coisas mudaram. Ela não ajudou mais com as despesas, todo o seu dinheiro era para o namorado, com isso as contas ficaram todas para a Afrodite. Dante_ Deixa eu adivinhar, a Afrodite se cansou e expulsou a Nat de casa Carlo_ Quase isso, a Nat e o namorado viviam roubando o dinheiro que a Afrodite guardava, da última vez até o dinheiro do aluguel que estava para vencer eles roubaram enquanto a garota havia saído para procura emprego. Dante_ Mas que filhos da p**a! Falei indignado. Carlo_ Pois é, provavelmente a Nat só indicou a Afrodite para essa vaga para não ser despejada, mas foi despejada mesmo assim, porque ela pagou o aluguel e o entregou as chaves ao dono, se mudou e abandonou a Nat. Dante _ Todo mundo uma hora cança de aguentar as merdas dos outros. Falei pensativo, não sabia como Carlo tinha descoberto aquilo, o fato é que ele sempre conseguia tudo que eu pedia e esse era um dos motivos de eu o manter a frente da administração da Arena. Dante _ Vá até o bar e peça para a Afrodite trazer a minha bebida, quero o de sempre, mas ela quem tem que trazer para mim, não quero outra garota. Carlo_ Vai continuar com isso? A garota já disse que não faz programa. Dante_ Só faça o que estou mandando, p***a! Carlo _ Tudo bem, mas saiba que se continuar por esse caminho vai acabar rendido a pequena Afrodite. Dante_ Isso nunca vai acontecer, as mulheres para mim são descartáveis, só servem para trepar e depois eu as mando embora. Carlo _ Sempre tem uma exceção. Dante_ Não para mim. Ele balança a cabeça em negação e sai. Pego a minha máscara e coloco-a deixando sem amarrar como na noite passada, melhor ter aquelas mãozinhas delicadas me tocando do que as mãos ásperas e cheias de calo do Carlo. Não demora muito é ouço a leve batida na porta. Dante_ Entre. Digo me sentindo ansioso de repente. Caralho o que está acontecendo comigo? Nunca me senti assim por mulher nenhuma. A porta se abre e ela entra com passos hesitantes, coloca a bandeja na mesma mesa de ontem e se vira para ir embora. Em nenhuma momento olha em minha direção, mas eu não a deixaria ir tão fácil assim. Dante_ Não mandei sair. Falo emergindo das sombras e ficando na parte clara do cômodo. Mia_ Precisa de mais alguma coisa senhor? Dante_ Sim, quero que amarre a minha máscara. Digo ficando de costas para ela. Mia_ Não alcanço, preciso que se sente para poder amarrar. Faço o que ela pede e sento em uma das poltronas dispostas ali, ela da a volta por mim ficando nas minhas costas e começa a tarefa. Mesmo de costas posso sentir o seu nervosismo e o tremor das suas mãos. Dante_ Não precisa ficar com medo, não vou te obrigar a nada pequena Deusa. Digo, fazendo referência ao nome que usa. Mia_ Não estou com medo. Ela mente, tentando não mostrar a sua vulnerabilidade. Dante _ Porque não veio até a mim ontem? Achei que tivesse deixado claro que você era a minha escolhida da noite Mia_ Não faço esse tipo de trabalho senhor. Dante_ Porque? Eu pago bem. Mia _ Meu corpo não está a venda senhor, nada contra as meninas que se prostituem, mas isso não é para mim. Diz terminando de amarrar a máscara. Dante_ Nem se eu te pagasse um milhão de dólares? Mia _ Não há dinheiro que valha a minha dignidade. Dante_ Você está me soando um tanto contraditória, diz que não tem nada contra quem se prostitui, mas ao mesmo tempo da a enteder que quem faz isso é indigno. Mia_ Claro que não, as pessoas podem ter valores diferentes e está tudo bem, ninguém precisa pensar igual ao outro, cada um faz as escolhas que acha melhor para si. A pequena Deusa é inteligente e bem articulada, não vou mentir, não estou acostumado com isso, as mulheres com quem eu trepo m*l abrem a boca não ser para gemer ou me chupar. Dante_ Então está me dizendo que se eu quiser te comer, terei que te conquistar? Te levar para jantar e todas essas merdas? Não vai rolar, acho que está se dando importância demais. Falei irritado, o que era uma coisa estranha de sentir só porque alguém demostrava ter caráter e personalidade. Mia_ Não disse isso, até porque não tenho qualquer interesse no senhor. Dante_ A, já entendi tudo, você tem namorado, por isso toda esse discurso barato de puritana. Mia_ Não tenho tempo para relacionamentos, estou muito ocupada tentando sobreviver, se não precisa mais de mim vou voltar ao trabalho senhor. Diz de forma fria e aborrecida, e eu tenho que dizer que ela fica uma coisinha linda quando está com raiva. Dante_ Pode ir. Digo dispensando-a com a mão. E sem perder tempo ela se vai, fugindo de mim.
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