Cap 10

1317 Palavras
Mia Robert Quando cheguei na empresa, fiquei impressionada com a grandiosidade do lugar, eu havia lido sobre a Miller Corporation, sabia que eles eram os maiores do ramo, e que seu dono e CEO, Dante Miller, tinha construído aquele império do nada, ele com certeza deve ser um homem determinado e muito inteligente. Fui recebida por uma senhora simpática na recepção e ela me indicou onde ficava o andar dos recursos humanos. Ao entrar na sala de espera, vi outras cinco candidatas e, depois de mim, ainda chegaram mais quatro. Com certeza, muitas ali tinham mais experiência do que eu, mas isso não abalou a minha confiança, eu tinha a carta de recomendação da minha professora que já havia trabalhado com o próprio senhor Miller, foi ele quem a ajudou a abrir a sua escola de secretariado e hoje ela formava os melhores profissionais do mercado. Quando chegou a minha vez de ser entrevistada, um senhor de meia idade foi quem conversou comigo, ele era muito educado e me fez diversas perguntas, respondi todas tentando passar o máximo de segurança possível e quando ele olhou os documentos que trouxe comigo e viu carta de recomendação sorriu e disse que não precisava entrevistar mais ninguém, que a vaga era minha, pois não havia ninguém mais competente que a senhora Cruz e se ela se preocupou em escrever uma carta a mão me recomendando é porque eu era realmente capacitada para o cargo. Saí do prédio quase flutuando, havia sido contratada e começaria no dia seguinte. Era o início de um sonho, para quem saiu do orfanato sem nada, agora eu tinha a chance de ter uma carreira e claro, de ter o meu cantinho, o meu lar. Trabalharia como secretária do chefe do setor de Marketing, no trigésimo andar, m*l podia esperar para começar. Voltei para casa e encontrei Nataly sentada à mesa tomando café da manhã, parecendo muito à vontade. Nataly_ Hora essa, quem diria, agora você tem uma mesa para fazer refeições. Mia_ Pois é, dei a sorte de encontrar o apartamento já mobilizado. Nataly_ É, eu percebi, até porque em apenas dois meses não daria para você mobiliar todo esse lugar. Comentou e tomou um gole de café, já eu desconfiada do que estava por vir joguei minha bolsa no sofá e tirei meus sapatos de salto. Nataly _ Onde estava? Pelo visto saiu bem cedo. Mia_ Fui resolver algumas coisas na rua. Falei, sem querer contar que tinha um segundo emprego, era duro admitir isso, mas não confiava mais nela. Principalmente depois de ontem, quando ela ficou tentado jogar as meninas da Arena contra mim. Mesmo que fosse algo irrelevante, isso poderia dar mais munição a ela com essa coisa de que eu me achava melhor do que as outras garotas. Nataly _ Que coisas? Mia_ Só, coisas, nada importante, vem cá, quer horas você vai embora? Nataly _ Então, sobre isso, eu estava pensando, porque não voltamos a morar juntas? Esse apartamento tem dois quartos e é grande o suficiente para nós duas, juro que ajudo com as contas e não trago o Rick aqui. Mia_ Sinto muito Nataly, mas não vai dar. Nataly_ Porque? Mia_ Porque eu já me acostumei a morar sozinha, e estou gostando muito, além disso, já vi esse filme antes, sempre que eu te chamava para conversar você prometia que ia mudar, que me ajudaria e que o Rick não ia aparecer mais, mas fazia tudo ao contrário, não quero mais isso para a minha vida. Também poderia dizer que não queria correr o risco de ser roubada em minha própria casa, como sempre acontecia, mas achei melhor nem entrar nesse assunto, não valia apena, tinha aprendido a lição e mesmo agora, morando sozinha já não guardava mais dinheiro em casa. Havia abrido uma conta no banco e sempre depositava o meu salário nela. Nataly _ Vai me colocar na rua então? Mia_ Você não ia se mudar para uma quitinete hoje, lembra? Nataly _ Bem, sim, mas. . . Mia_ Então, é só continuar com o seu plano, veja pelo lado bom, lá você vai poder ficar com o Rick a vontade, sem ninguém para incomoda-los. Ela me olhou com uma mistura de desgosto e raiva e se levantou. Nataly_ Não acredito que depois de tudo que passamos juntas naquele inferno de orfanato você vai virar as costas para mim! Mia_ Foi você quem me virou as costas primeiro, Nataly, quando escolheu o seu namorado ao invés de valorizar o laço de irmãs que tínhamos e também me deixou na rua ao pegar todo o meu dinheiro do aluguel para pagar dívida de droga do seu namorado. Nataly_ Não é a mesma coisa, eu te arrumei um emprego e olha como você está bem agora. Mia_ Emprego esse, que você tentou fazer fazer com que eu fosse demitida, olha não vou ficar aqui batendo boca com você, só termina o seu café da manhã e vá embora, ainda quero dormir mais um pouco. Ela não disse mais nada, pegou as suas coisas e deixando o café de lado saiu do meu apartamento. Corri e tranquei a porta, também liguei na portaria e avisei ao porteiro que ela não tinha mais autorização para entrar aqui. Podia estar pagando uma pequena fortuna para morar nesse apartamento, mas algumas comodidades como ter um porteiro, ajudava muito nessas horas. Ainda mais agora que percebi que foi um erro trazer a Nataly até aqui, agora ela sabe onde eu moro. Arrumei a bagunça do café da manhã que ela havia deixado e fui dormir mais um pouco, acordei por volta das quatro com a barriga roncando e me lembrei que não tinha comido nada o dia todo então fui preparar alguma coisa para comer e depois sai para comprar algumas roupas que precisaria para o meu novo emprego. Quando voltei já estava na hora de me arrumar para ir à Arena. Minha rotina dupla começaria a partir de agora e eu estava pronta para correr atrás dos meus sonhos e livre de toda a confusão da Nataly. Comecei o meu turno no bar com uma animação incomum, ainda feliz com meu segundo emprego recém adquirido, mas toda essa animação foi embora quando vi que a Arena estava tão ou mais lotada do que na noite anterior e isso só queria dizer que o Imbatível estava aqui para lutar novamente. Ao que parece, a luta de ontem não foi o suficiente para aplacar a ira que ele carregava dentro de si. As pessoas podiam não enxergar a furia tão pessoal com que ele atingia seus oponentes, mas eu enxergava, era como se ele visse ali no ringue o rosto de alguém que odiava, e por isso toda aquela violência sem controle. As horas foram passando e eu fiz o meu trabalho como todos os dias, conversava de vez em quando com a Pen e atendia as mesas, ignorando os clientes inconvenientes. Até que ao voltar para o balcão encontrei Carlo me esperando com uma anotação de pedido na mão, meu coração disparou na mesma hora, antes mesmo que ele falasse alguma coisa eu sabia o que ia acontecer, o gerente ia mandar que eu levasse o pedido do Imbatível novamente. Carlo _ Eu sinto muito, mas ele foi muito explícito quando disse que queria que você levasse a bebida dele. Mia_ Carlo eu. . . Carlo _ Não precisa ter medo, o Imbatível não vai tentar nada, a regra de que nenhuma garota é obrigada a fazer o que não quer também vale para ele, pode ir tranquila. Sem outra opção arrumei a bandeja com a bebida e sai fazendo o mesmo percurso de ontem. . . ._ É, realmente a jogada dela de dizer não para imbatível, parece ter funcionado. Ouvi a mesma menina de ontem a noite comentar enquanto eu caminhava como se estivesse indo direto para a forca. . .
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