Mia Robert
Mais um dia vencido, estou cansada, sim, mas adorando essa rotina, trabalhar na Miller Corporation é um sonho realizado e no futuro, quando já tiver juntado dinheiro o suficiente para comprar o meu cantinho, pretendo sair da Arena e trabalhar só como secretária.
Lian é um ótimo chefe e todos do setor de Marketing me tratam muito bem, é um ambiente de trabalho sem disputas ou rivalidades sem sentido, e isso só colabora para que eu me sinta mais à vontade e feliz.
Essa manhã, quando cheguei, não encontrei o Dante, o que secretamente me deixou um pouco decepcionada, queria vê-lo novamente.
Após o fim do expediente, junto as minhas coisas e me despeço do Lian, que está esperando o namorado vir buscá-lo, pois daqui vão jantar com alguns amigos.
Caminho distraída em direção ao elevador e acabo trombando em alguém e quase caindo no chão, mas um par de mãos fortes seguram em minha cintura, impedindo-me de ir ao chão.
Só quando consigo me equilibrar é que olho para o meu salvador, dando de cara com um homem de altura mediana, loiro, de olhos castanhos claros, ele é muito bonito, mas não tanto quanto o Dante.
Merda, por que estou comparando os dois?
Ele sorri para mim e me solta.
. . ._ Me desculpe, eu quase te derrubei.
Falou, me olhando da cabeça aos pés como se estivesse me avaliando.
Não gostei daquilo, e não senti uma energia boa vindo dele.
Mia _ Ah, não, a culpa foi minha, estava distraída e não te vi. Eu quem tenho que pedir desculpas.
. . . _ Acho que nós dois estávamos distraídos então, porque quando te vi fiquei tão desnorteado com a sua beleza que nem percebi estar quase em cima de você. A propósito, sou Philip, chefe do setor de publicidade, trabalho diretamente com o Lian.
Mia_ Mia, sou a nova secretária do Lian.
Philip _ Ah, então é de você que todos estão falando.
Mia_ O que estão falando de mim?
Ele sorri com uma malícia m*l disfarçada.
Philip _ Não é nada de r**m, só que a nova secretária do chefe do setor de Marketing é uma gost. . . Gata.
Mia_ Ata.
Digo sem graça sentindo minhas bochechas queimarem.
Mia_ Bem eu preciso ir, foi um prazer te conhecer Philip.
Digo apertando o botão do elevador.
Philip_ O prazer foi meu, acredite. Vem cá, o que acha de sair comigo um. . .
A elevador se abre e para a minha surpresa vejo Dante lá dentro, quando ele vê Philip tão próximo de mim seu samblante se fecha imediatamente.
Me afasto do Philip que parece branco feito papel e entro no elevador grata por ele ter chegado rápido me poupando de uma situação embaraçosa, pois não aceitaria o convite dele de jeito nenhum.
Assim que o elevador se fecha o ambiente parece apertado demais.
Mia_ Oi Dante, tudo bem?
Comprimento o homem que parece estar nitidamente aborrecido, só não sei o motivo.
Dante_ Não sei se você sabe, mas é proibido relacionamento entre os funcionários dentro da empresa.
Meu rosto fica vermelho de imediato, ele está pensando que Philip e eu. . . Minha nossa, comecei a trabalhar aqui ontem como poderia estar envolvida com alguém?
Mia_ A não, eu m*l conheço o Philip, não temos nada.
Dante_ Não foi o que me pareceu quando vi o quanto estavam próximos.
Falou em um tom acusatório que me deixou com raiva.
Mia_ Não que seja da sua conta, mas ele só estava me ajudando, eu trombei nele e quase caí.
Dante _ Muito conveniente, só fique sabendo que o Philip não é um cara que tem boa reputação na empresa e que se o chefe de vocês pegar qualquer interação entre os funcionários ele demiti na mesma hora.
Fala e sai do elevador assim que ele se abre sem me dar tempo de responder qualquer coisa.
Mia_ Que cara i****a e m*l humorado, e eu que pensei que poderíamos ser amigos.
Saio do elevador logo em seguida e sigo para casa pensando naquela situação ridicula.
Bem na verdade,poderia dizer que se fosse para mim escolher alguém da empresa para sair, esse alguém seria ele e não o Philip. Eu nem fui com a cara daquele cara e quer saber? Agora não vou com a cara do Dante também.
Vou para casa e sigo a mesma rotina do dia anterior, banho, jantar, me arrumar e ir para a Arena.
Hoje a primeira pessoa que vejo ao chegar é a Perola que pelo olhar que me lança já sabe de tudo que rolou por aqui ontem.
Pérola _ É melhor você ficar longe do Imbatível, ele não vai cair no seu joguinho e******o de sedução.
Fala quando estou perto o suficiente e segura forte no meu queixo.
Puxo a mão dela para longe de mim ainda sentindo o meu rosto dolorido, foi preciso muita maquiagem para cobrir o hematoma em minha bochecha e o corte no canto da boca.
Nessa manhã tive até que acordar mais cedo para me maquiar antes de ir para a empresa e agora a noite não foi diferente, levei um bom tempo para fazer a maquiagem.
Mia_ Já disse que não estou jogando com ninguém, e nem quero nada com o Imativel.
Pérola _ Não quer, mas não está saindo da sala dele.
Mia_ Sobre isso, você tem que ir reclamar com o Carlo, ele é o chefe e se ele me manda ir até lá eu tenho que obedecer.
Digo e me viro caminhando para longe dela seguindo na de direção da Pen nos observa atenta.
Penélope_ Deixa eu adivinhar ela já sabe do que a Nat explanou ontem e está toda p*****a por sua proximidade com o Imbatível.
Mia_ Exatamente, mas só para te corrigir, não temos proximidade nenhuma. Ele só me ajudou como faria com qualquer pessoa.
Penélope _ O Imbatível, não ajudaria qualquer pessoa, ele não se importa com ninguém.
As palavras dela vão contra o que o próprio Imbatível me disse ontem, mas não discuto, não vale a pena.
Foco no trabalho, a Arena começa a se encher assim que abrimos as portas e logo o lugar está lotado, o que indica que hoje tem luta do imbatível.
Ignoro o frio na barriga e me ocupo atendendo os clientes que parecem não para de chegar.
Na hora dá luta não consigo escapar, dessa vez Pen consegue me arrastar com ela para assitir ao show de violência, e pela primeira vez na noite vejo a Nat em meio aos outros funcionários.
Ela no entanto desvia o olhar assim que me nota e eu faço o mesmo ignorando a sua presença.
Como sempre o Imbatível derruba o seu adversário, não sem antes tomar alguns socos que eu suspeito que foi proposital só para dar mais emoção a luta .
Me assusta a brutalidade e a raiva com que ele bate em seu oponente, é como se descontasse ali uma raiva que vem da sua própria alma.
Em alguns momentos até mesmo desvio o olhar não querendo ver a quantidade de sangue vindo do seu oponente.
Os seguranças mais uma vez precisam intervir antes que ele mate o cara.
E quando o Imbatível é declarado campeão os espectadores vão a loucura, mas eu não, eu sinto a furia , sinto a raiva e o desejo por mais sangue vindo dele, seus olhos buscam os meus como se soubesse o que estou pensando e em seguida ele aponta para Pen ao meu lado e mais uma garota da plateia.
Sinto uma pontada de tristeza quando ele faz isso, não porque queria que ele me chamasse, não queria ser só mais uma transa para ele, nem estava disposta a vender o meu corpo.
Mas porque eu secretamente sabia que ele só escolheu a Pen para me atingir e conseguiu. . .