Mia Robert
Penélope _ Tudo bem para você se eu for? Quer dizer, sei que está rolando um lance entre vocês e não quero ser a amiga fura olho.
Mia_ Não está rolando nada entre a gente, pode ir tranquila, você espera por essa oportunidade há tanto tempo, não vai perder por minha causa.
Penélope _ Tem certeza?
Mia_ Sim, vai tranquila.
Ela assente e segue o segurança que está esperando para levá-la até o Imbatível, e eu volto para o bar para trabalhar, sentindo um gosto amargo em minha boca e ignorando as piadinhas das outras meninas que juravam que eu estava tentando conquistar o lutador.
Estava servindo algumas bebidas que levaria para uma mesa quando Penélope chegou.
Mia _ Mas já?
Penélope _ E foi rápido, ele não estava a fim de muita coisa, me fez gozar, mas não foi do jeito que pensei, sabe, ele só mandou eu chupar a outra garota enquanto metia em mim, e depois fez o mesmo com ela, foi bom, muito bom, mas a sensação que tive é que ele só estava fazendo aquilo para provar alguma coisa para alguém, e aposto que era para você.
Mia_ Não precisava me dar tantos detalhes, e não, ele não estava tentando provar nada para mim, isso nem faz sentido.
Penélope _ Não? Então, por que ele me mandou te chamar?
Mia_ Ele mandou?
Ela faz que sim com a cabeça e eu sinto a raiva me consumir.
Mia_ Pois ele que me espere sentado, não vou até lá.
Penélope me encara preocupada.
Penélope _ Ninguém diz não ao imbatível, é melhor você ir.
Mia_ Não tenho medo dele e não vou.
Disse e voltei ao trabalho, dois de atender umas quatro mesas, dois seguranças apareceram.
. . ._ Afrodite, temos ordem do chefe para levá-la até o Imbatível.
Mia_ Eu não vou, e ninguém vai me obrigar a ir.
Digo decidida, mas eles nem me escutam, cada um segura em um braço meu e me arrastam até a sala do Imbatível.
Mia_ Me soltem, vocês não podem fazer isso!
Grito com raiva, e claro que nenhum dos dois diz nada, apenas abrem a porta e me jogam lá dentro.
Caí sentindo o impacto do chão duro contra a minha b***a e seguro um gemido de dor que ameaça escapar.
Quando ergo o olhar vejo o Imbatível de pé sem camisa, ainda usando a mesma bermuda da luta, e claro a máscara.
Ele caminha até mim e me estende uma mão para me ajudar a levantar.
Não aceito e levanto sozinha, evitando toca-lo.
Mia_ O que aconteceu com a regra que disse que nenhuma garçonete é obrigada a nada?
Dante_ Ela ainda está valendo.
Mia_ Se está valendo então por que me trouxeram aqui a força?
Dante_ Só quero conversar com você.
Mia_ Depois de ter acabado de f********o com a minha única amiga nesse lugar? Você fez isso para me provocar não foi?
Dante _ Te provocar? Como poderia te provocar se você já deixou claro que não tem nenhum interesse em mim?
Mia_ E não tenho mesmo, mas achei errado você chama-la.
Dante _ Se tivesse aceitado a minha proposta eu. . .
Mia_ Já teria tido o que queria de mim e estaria com outra mulher a essa hora, mas já cansei de dizer que não estou a venda.
Dante_ p***a de garota teimosa, como pode uma coisinha tão pequena ser tão frustante?
Mia_ Porque não me deixa viver minha vida em paz?
Dante_ Porque está aí toda p*****a por eu ter comido a sua amiga e a outra garota?
Mia_ Não estou p**a com nada, o p*u é seu e você o enfia onde quiser!
Grito furiosa, ele da um passo em minha direção e eu dou um passo para trás querendo manter a distância.
O imbatível leva aos mãos a cabeça claramente nervoso.
Dante_ Quero enfiar o meu p*u é na sua b****a, c*****o!
Mia_ Não vai rolar.
Falo caminhando até a saída.
Dante_ Não mandei você sair.
Suspiro exasperada e olho para ele.
Mia_ O que foi agora?
Antony _ Faça um curativo no meu ferimento.
Fala levantando a máscara apenas o suficiente para mostrar o corte abaixo do queixo.
Mia_ Não sou médica.
Digo m*l humorada, mas já caminhando até ele preocupada com o quão feio parece aquele corte.
Mia_ Você devia ir ao médico.
Dante_ Isso não é nada, já tive ferimento piores.
Mia_ Tem algum quite de primeiros socorros por aqui?
Dante_ No armário do banheiro.
Sem dizer nada vou até lá e pego a maleta.
Mia_ Isso vai doer um pouco.
Aviso ao molhar o algodão no anticeptco.
Dante _ Vá em frente.
Ele diz me observando aproximar a mão do seu queixo.
Mia_ Porque deixou aquele cara te atingir?
Dante_ Não deixei.
Mia_ Deixou sim, você fez de propósito, queria o que, dar mais emoção a luta para o espetáculo ser mais atrativo para os apostadores?
Dante_ Estou pouco me fodendo para aqueles merdas.
Mia_ Se no foi por isso, porque foi então?
Dante_ As vezes é preciso sentir o pouco de dor para não fugir da realidade.
Mia_ Isso não faz sentido para mim, não quando minha realidade sempre foi a dor.
Dante _ O que quer dizer com isso?
Mia_ Cresci em um orfanato, e por lá as coisas eram um tanto difíceis, éramos surrados diariamente, passávamos fome e tínhamos que trabalhar até a exaustão todos dias.
Sem contar os castigos que mais pareciam torturas, e quando a gente ficava doente, não tinha ninguém para nós acudir, ficavamos jogado em um canto qualquer sem remédios, sem médico, sem nada, muitos não resistiam.
Quando fiz dezoito foi o dia mais feliz da minha vida, pois foi o dia que sai daquele inferno.
Dante_ Não havia nenhuma fiscalização? Nada a quem pudessem recorrer?
Mia_ Estar no sistema é como ser um fardo para as autoridades, eles não se importam. Quando sai do orfanato Nataly e eu fomos até a polícia e relatamos todos os maus tratos que sofremos no orfanato, e dissemos que ainda haviam muitas crianças por lá sofrendo, disseram que iam investigar mas já se passaram três anos e nada foi feito.
Dante_ Que merda.
Mia_ Pois é, acabei aqui, se não estiver precisando de mais nada vou voltar para o meu trabalho.
Dante_ É por esse motivo que não gosta de assistir as lutas? Elas te dão algum tipo de gatilho?
Pergunta de repente, parecendo se importar.
Mia_ Não gosto de violência de nenhum tipo, talvez seja por algum gatilho sim, não sei dizer ao certo.
Dante_ É por isso que não quer ficar comigo? Porque sou um lutador?
Mia_ Não, é porque você me trata como seu eu fosse uma prostituta e eu não sou, além disso estou ocupada demais tentando garantir um futuro para mim, não há espaço para. . . Distrações.
Dante _ Pode ir Afrodite.
Ele diz de repente, como se estivesse finalmente entendo que entre nós nada pode acontecer.
Eu devia ficar aliviada com a sua dispensa, mas por algum motivo me sinto triste, o que é estranho já que eu devia odia-lo depois de ele usar a minha amiga para me provocar. . .