Dante Miller
Foram precisos dois meses para botar tudo em ordem após a morte da senhora Johnson. Apple ficou muito m*l e usei esse tempo para estar ao seu lado, sendo o apoio que ela precisava.
Em meio à sua dor, minha irmã se forçou a terminar o último mês de aula e se formou no ensino médio.
Foi uma luta convencê-la a vir morar em Nova York. Ela havia sido aprovada em todas as faculdades em que se inscreveu e planejava escolher uma que ficasse perto de Greenport para continuar morando com a senhora Johnson, mas após a morte da senhora que nos acolheu e que foi uma mãe para nós, não fazia mais sentido ela ficar naquele lugar.
Disse a ela que devíamos ficar juntos, pois só temos um ao outro.
Ela até concordou, mas ainda assim não quis vir morar comigo em minha cobertura.
Seu plano era ficar nas acomodações da Cornell University, mas fui irredutível em relação a isso, sabia da bagunça que costumavam ser esses dormitórios e não permitiria que ela ficasse em meio àquela confusão, então comprei um apartamento para ela bem próximo ao campus e a ajudei a se instalar.
Apple ainda estava triste, era óbvio, mas sentia que estava pronta para seguir em frente, e com ela perto de mim e longe daquela cidade maldita que eu tanto odiava, poderia focar no meu próprio luto a partir de agora e deixar a minha dor vir à superfície.
Eu sabia do que precisava, precisava lutar, era assim que lidava com as minhas emoções, descontava tudo em meus oponentes no ringue.
O imbatível precisava voltar à ativa, só assim eu poderia descarregar todo aquele peso que carregava em meu coração.
Sempre ficava mais leve após espancar alguém, funcionava muito mais que qualquer terapia, e claro, ao final da luta, uma boa trepada me ajudava a baixar o nível de adrenalina.
Nas primeiras horas da manhã, liguei para Carlo avisando que ia lutar e que queria um oponente forte, pois estava com o nível de tensão no topo.
Ele ficou animado com a notícia, afinal, minha presença era garantia de casa lotada e de altos ganhos nas apostas.
Ninguém além dele e do Jhonny, meu amigo desde a época da faculdade sabe que a Arena pertence a mim.
Comprei o lugar e o transformei no que ele é hoje, foi a maneira que encontrei de poder estar no mundo das lutas ilegais sem correr nenhum risco de ter minha verdadeira identidade descoberta.
Afinal sou Dante Miller o poderoso CEO dono de uma grande empresa que construiu seu império do zero e chegou ao topo do mundo.
Ninguém sabe que foi o dinheiro das lutas que me proporcionou chegar até onde eu queria.
O problema de chegar ao topo é a popularidade que se ganha, todos querem saber sobre a sua vida, sobre o que faz, quando faz e com quem faz.
E isso é um merda, principalmente para alguém como eu.
Carlo é o rosto da Arena, é ele quem cuida de tudo para mim, no fim das contas o lugar que inicialmente foi pensando somente para que eu pudesse relaxar socando algumas caras, se tornou um negócio totalmente rentável para mim.
Ganhava muito dinheiro tanto com as apostas quanto com outras atividades que passei a oferecer para ricos futeis e entediados, embora o foco maior fossem mesmo as lutas.
Também tinha as garotas que trabalhavam no local, elas eram uma atração a parte, e embora não fossem obrigadas a nada, muitas delas ganhavam uma boa grana saindo com os clientes.
Eu mesmo, constantemente solicitava os seus serviços e mesmo que soubesse que todas elas iam até mim não por dinheiro mas por desejo eu sempre as pagava bem.
Já havia virado um espécie de tradição, sempre depois de esmagar o meu oponente no ringue, eu escolhia uma ou duas garota para trepar.
Às vezes era alguma mulher da plateia que havia me chamado a atenção, mas na maioria dos casos pegava uma das garotas da casa mesmo, era mais seguro, pois todas que trabalhavam aqui tinha suas vidas investigadas antes de ser contratadas e eram avisadas que nada do que vissem deveria sair de dentro da Arena.
Como de costume, cheguei cedo e passei em uma entrada especial que somente Carlo e eu conhecemos, ninguém nunca me via entrar ou sair.
Fui direto para a minha sala privada, onde sempre ficava até a hora da luta, Carlo apareceu com os relatórios dos últimos dois meses me prestando conta de tudo, os lucros estavam cada vez mais alto e eu não poderia estar mais satisfeito.
Ficamos em reunião por um bom tempo e enquanto conversávamos pude ver pela janela de vidro fumê as pessoas chegando na Arena, todos ansiosos, já sabendo que hoje teria luta do grande Imbatível.
Carlo_ É melhor eu descer, a casa está lotada, sempre aparece algum engraçadinho para criar problemas.
Dante_ Aproveita e passa no bar, mande que tragam o de sempre para mim.
Carlo anotou o meu o pedido que já sabe de cór em um papel e colocou no bolso antes de sair.
Fiquei ali por um tempo olhando para o movimento lá em baixo até que me lembrei que ainda não estava usando a minha máscara e em breve alguem viria trazer as minhas bebidas.
Fui ao banheiro e aproveitei para trocar de roupa também, colocando logo calção de luta.
Dante _ p***a, estou mesmo com a mente fodida, me esqueci de mandar Carlo amarrar a parte de trás da máscara antes de sair.
Resignado coloquei a máscara e deixei-a desamarrada.
Quem viesse trazer o meu pedido teria que amarra-la para mim.
Estava sentado em um canto da sala concentrado na primeira luta da noite, assistia tudo atravéz das câmeras de filmagens, olhando o monitor com atenção, os caras eram medianos, mas rendiam o bom entretenimento para o público.
Foi quando ouvi uma leve batida na porta.
Desliguei o monitor e ajeitei a máscara no rosto, até que a batida veio outra vez.
Dante_ Entre.
Falei por fim e logo ouvir a porta se abrir e passo excitantes entrarem, imediatamente senti um perfume doce mas com um tom frutal invadir o ambiente, o aroma era muito bom e me perguntei se a dona dele é tão deliciosa quanto o seu cheiro.
Mia_ Eu. . . Vou colocar a bandeja aqui em cima.
Uma voz suave chega até mim.
Dante_ Espera.
Falo antes que ela saia e ouço os passos que iam em direção a saída cessarem.
Dante_ Amarra a máscara.
Mandei, e pude sentir a tensão emanando dela quando se aproximou, não sei se por medo ou se por estar excitada, talvez fossem as duas coisas, estava acostumado a causar esse efeito nas mulheres.
Curioso, me virei para ver o seu rosto e quase perdi o fôlego quando a vi, sua face era perfeita, ela tinha os olhos mais azuis que eu já vi na vida, a pele branca e os lábios carnudos com tom vermelho que parecia ser natural, os cabelos moldavam o rosto bonito como uma longa cascata de cachos negros e brilhantes.
O corpo pequeno, de aparência fragil e delicado, ela um convite para o pecado com as curvas nos lugares certos.
Caralho, essa garota é linda demais para ser de verdade.
Mia_ É. . . Só isso senhor?
Falou, nitidamente nervosa.
Dante_ Qual seu nome?
Perguntei sem respnde-la.
Mia_ Afrodite, senhor.
Eu sabia que aquele não era o seu nome verdadeiro, era regra que todas as garotas da casa assumissem um codinome, mas não isso não importa, após a luta, quando a estivesse fudendo de todas as maneiras possíveis eu a faria gemer o seu nome verdadeiro para mim
Dante _ Obrigado, Afrodite, a gente se vê mais tarde.
Liberei-a por fim, deixando claro que ela seria a minha escolhida da noite, e mesmo após muito tempo que ela havia partido o seu perfume ainda permanecia na sala, fodendo com meu juízo, me fazendo pensar naquela boca carnuda chupando o meu p*u. . .