Dante Miller
Quando chegou a minha vez de lutar, Carlo apareceu como sempre para me buscar.
Percorremos o caminho até o ringue em silêncio, queria dizer que estava concentrado, mas não conseguia tirar a Afrodite da minha mente, ela parecia inocente demais, pura demais, alguém assim não deveria estar em um ambiente tão sujo e obscuro como a Arena.
Senti seu olhar sobre mim assim que pisei no ringue, ela estava lá, onde os funcionários costumavam assistir às lutas.
Nem precisei olhar naquela direção para saber disso, era como se meu corpo reconhecesse a sua presença.
Essa sensação era nova e um tanto estranha para mim, já que eu havia acabado de conhecer a garota.
Quando a luta começou, deixei toda a dor do luto vir à tona e descontei tudo em meu oponente. Quanto mais eu batia, mais queria bater, ele caiu rápido, mas continuei batendo, era por isso que eu gostava das lutas ilegais, não havia regras, poderíamos lutar até a morte se quiséssemos e essa noite quero ver muito sangue.
Hoje era um dia daqueles em que estava incontrolável e foi preciso um grupo de seguranças para me tirar de cima do corpo inconsciente que eu socava.
No meio de todo aquele caos, lembrei-me dela, da Afrodite, aquele nome falso realmente combinava com ela, a deusa do amor, da beleza, do prazer e da fertilidade.
A parte do amor e da fertilidade eu dispensava, mas da beleza, da paixão e do prazer eu queria me fartar.
Olhei para ela e apontei em sua direção, fazendo um gesto para que me seguisse, deixando claro que ela era a escolhida da noite e tenho que dizer, nunca fiquei tão animado para estar com uma mulher como estou hoje.
Ignorando os gritos e assobios da plateia que ainda estava em êxtase por conta da minha luta, saí do ringue.
A verdade é que essa luta havia sido uma merda, queria alguém que conseguisse aguentar mais tempo de pé e que me fizesse ao menos suar um pouco.
Entrei em minha sala, fechei a porta atrás de mim, bebi uma dose de whisky e fui tomar um banho rápido.
Troquei de máscara e fui esperar pela Afrodite, os minutos se passaram e eu comecei a ficar impaciente, não entendia o porquê daquela demora.
Até que a porta se abriu mas não foi meu anjo de olhos azuis que passou por ela e sim o Carlo.
Ele parecia preocupado e um tanto amedrontado.
Dante_ Onde está a garota?
Perguntei impaciente.
Carlo_ Ela não vem, senhor, mas temos diversas outras garotas boni. . .
Dante_ Como assim não vem?
Ele ficou nervoso e podia ver o suor escorrendo por sua testa.
Carlo_ Ela não quis vir senhor.
Dante_ Avisou que eu pago bem?
Carlo_ Sim, mas a Afrodite nao faz esse tipo de serviço, ela já recebeu inúmeras propostas de clientes do bar tão o mais generosas do que o que senhor costuma pagar, mas nunca aceitou nenhuma.
Era de se esperar que ela com sua beleza angelical e ao mesmo tempo sensual chama-se a atenção de todos os homens que cruzam o seu caminho, o que não era normal era a minha reação a essa informação, eu fiquei bastante incomodado.
Dante _ Nenhuma mulher nunca se negou a mim, quem ela pensa que é?
Falei irritado, mas a minha irritação não era totalmente direcionada a ela e sim e a tudo que ela estava me fazendo sentir.
Carlo _ Como é regra da casa, imposta pelo senhor, não obriguei ela vir, mas posso fazer isso se desejar.
Dante_ Claro que não, nunca forçaria uma mulher a ficar comigo, não preciso disso.
Carlo _ Quer que eu traga outra garota então?
Dante_ Sim, de preferência uma com cabelos escuros e cacheados.
Meu gerente assentiu, saindo imediatamente, tenho certeza de que ele havia entendido o que eu queria.
Precisava de um mulher parecida com Afrodite, ao menos para ter uma ilusão de eu estava fodendo com ela.
Não demorou muito e uma mulher entrou na sala, seu cabelos eram cacheados, mas não tinham o mesmo brilho que o da Afrodite e nem eram tão compridos.
Seu corpo também era magro e ela era alta como uma modelo.
O completo oposto da pequena garota que amarrou a minha máscara e que exalava fragilidade em suas curvas perfeitas.
O cheiro dessa mulher também era diferente, ela cheirava a perfume barato e aquilo me irritou.
Mas ainda assim eu precisava meter o meu p*u em um buraco quente para aliviar um pouco toda a adrenalina que estava me consumindo.
Dante_ Tire a roupa e fique de quatro em cima do sofá.
Ordenei
. . ._ Assim, tão rápido? Não quer que eu te chupe antes?
Falou com uma você de quem tentava seduzir, mas eu estava sem paciência para aqueles joguinhos.
Dante_ Faça o que eu mandei p***a!
Falo alto, demonstrando autoridade e assutada a mulher se apressa em me obedecer.
Estava puto para c*****o, nenhuma mulher nunca se negou a estar comigo.
Abaixei parcialmente a calça de moletom que usava e coloquei uma camisinha.
Entrei na b****a dela de uma vez, sem preliminares e sem me importar se ela estava sentindo dor.
Mas quando fiz isso percebi que a v***a estava muito excitada e adorando a minha brutalidade, sem imaginar que eu estava agindo desse jeito porque desejava que outra garota estivesse em se lugar.
Fechei os olhos e meti com força, fingindo que aqueles gemidos, vinham da Afrodite, me imaginando trepando com ela, bem aqui nesse sofá, por um momento eu até consegui nos vizualizar juntos.
Mas quando a mulher gritou se entregando a um orgasmos em meio às minhas estocadas eu voltei a realidade.
Meti com mais força buscando a minha própria liberação ansioso para mandar aquela mulher embora.
E foi o que fiz, assim que enchi a camisinha com a minha p***a mandei que ela se vestisse e fosse embora.
Ela pareceu desapontada, com certeza sabia da minha fama de ser insaciável, costumava passar a noite inteira fodendo mas estava me fodendo para o que ela pensava..
Quando fiquei sozinho peguei a garrafa que estava sobre a bandeja que Afrodite trouxe mais cedo e atirei contra parede.
Droga de garota, vim até a Anera para relaxar e vou sair daqui mais estressado do que cheguei e tudo por culpa dela.