Cap 23

1419 Palavras
Mia Robert Na volta para casa enquanto observava o caminho pela janela do táxi relembrando beijo do Imbatível ainda sentindo o gosto de Whisky e menta em minha boca vi uma casinha muito charmosa que nunca havia notado antes e na frente dela havia uma placa de vende-se. Pedi ao motorista para parar por um momento, corri até lá e tirei foto da placa na intenção de ligar na imobiliária e agendar uma visita. A casa era um charme e se parecia muito com os desenhos que Nat e eu fazíamos quando éramos crianças em nossos poucos momentos de paz, quando não estávamos apanhando ou trabalhando até a exaustão. Ela dizia que queria uma varanda e eu um jardim na frente da casa. A gente queria que fosse de dois andares com uma sacada que dava para os fundos da casa. Não sabia se tinha uma sacada, mas ela tinha dois andares. Nosso sonho era crescer para poder sumir daquele orfanato, trabalhar e juntas comprar uma casa assim para podermos em fim ter um lar de verdade. Apesar de ainda ter muito carinho por Nat e sempre me lembrar do que passamos juntas, nossa relação de irmãs havia se perdido a muito tempo e mesmo que ela estivesse arrependida de tudo o que fez não conseguia mais confiar nela e não me vai morando juntos com ela novamente, mas ter um lar, ainda era o meu sonho e com o valor que ganhei na aposta esse sonho estava muito perto de se realizar. Olhei uma última vez para casa sentindo uma felicidade imensa me invadir e sorri determinada. O lugar precisaria de algumas reformas e uma boa pintura além de muitos cuidados com o jardim, mas eu me via morando ali e esperava que o dinheiro que eu tinha fosse o suficiente para pagar por ela. Voltei para o táxi e quando cheguei no apartamento fiquei tentada a lugar logo para a imobiliária mas já era bem tarde e com certeza ela estava fechada. Então tomei um banho, comi um sanduíche e fui dormir, nos dia seguinte era sábado e eu poderia dormir até mais tarde e descansar durante o dia e eu estava precisando, foi uma semana intensa e de muito trabalho. Meu corpo ainda estava se acostumando com nova rotina, por isso me sentia esgotada. Ainda assim demorei a dormir, meus pensamentos me levavam sempre para ele, para o Imbatível e acaba revendo na minha mente o beijo que ele me deu, meu primeiro beijo. Levei uma mãos aos lábios me perguntando se de alguma maneira ele havia percebido a minha inexperiência. Não queria sentir nada por ele, mas não podia mentir para mim, ficava com ciúmes sempre que ele escolhia alguma garota depois da luta, embora isso não venha acontecendo há algum tempo. Também fico pensando nele nos momentos mais aleatórios do meu dia e toda vez que estou perto dele o meu coração dispara. E isso tudo é loucura, como posso sentir essa coisas por alguém que sequer vi o rosto? O imbatível pode ser um homem casado daqueles tipos canalhas que não respeitam as esposas, vi muitos assim quando trabalhava na floricultura, homens que compravam flores para as amantes enquanto as esposas estavam em casa cuidando dos filhos deles, ou sei lá vai que ele é um bandido procurado pela polícia. Outras pessoas podiam ficar com medo de não gostar do que havia por baixo da máscara, sei lá uma cicatriz ou algo assim, mas isso não me incomodava, embora o pouco que consegui ver me mostrou que ele é sem dúvida um homem bonito. O que me assustava e me atraia ao mesmo tempo era aquela áurea sombria de quem guarda sentir si uma escuridão profunda. Não sabia porque ele tinha me deixado ver um pouco do seu rosto que mesmo que mínimo, nem sabia porque ele havia me beijado. Mas isso fez o Imbatível entrar em minha cabeça de um jeito que saia mais, tanto que estava tirando o meu sono. Não consegui dormir quase nada, e acordei me sentindo péssima, com olheiras e uma expressão cansada. A primeira coisa que fiz foi abrir a foto com a placa da imobiliária e amor o número. Quando liguei eles demoraram atender e pensei que por ser sábado não havia ninguém trabalhando, mas logo uma voz feminina e educada me atendeu. Conversei com a recepcionista e falei sobre o meu interesse na casa, ela disse que podeirmos marcar uma visita e eu perguntei se tinha problema de marcamos para hoje a tarde o amanhã pois eram os únicos dias em que eu estava de folga da Miller Corporation. Ela aceitou marcar para hoje mesmo, pois no domingo eles não trabalhavam, no fim a visita ficou marcada para as quatro em ponto e senti todo o cansaço se esvair do meu corpo tamanha era a minha empolgação. Se conseguir comprar a casa poderia pedir demissão da Arena, era grata a ao Carlo pela oportunidade, trabalhar ali me salvou em um momento de desespero mas não podia dizer que gostava do lugar, era horrível ter que lidar com os constantes assédios dos clientes sem contar que odiava ser tratada como prostituta como se estivesse ali não só para entender as mesas mas também para vender o meu corpo. Tirando a Pen nenhuma das outras garotas gostavam de mim. E tinha ele o Imbatível e o fato de ele despertar sensações até então desconhecidas por meu corpo, e de saber que meu coração aos poucos estava se entregando a alguém que claramente só queria me usar e descartar logo em seguida. Com certeza sair daquele lugar era o melhor, com o salário que ganho como secretaria posso viver tranquilamente, principalmente estando livre do aluguel. Passei o dia ansiosa, arrumei o apartamento, lavei roupa e fiz almoço sempre conferindo as horas a cada minuto. No horário marcado eu estava em frente a casa dos meus sonhos e quando o agente imobiliário chegou, me surpreende por ser um senhor já de idade. . . ._ Boa tarde, você deve ser a Mia Robert. Mia_ Boa tarde, sim sou eu mesma. . . ._ Deve estar estranho a minha presença afinal sou um senhor idoso não é mesmo? A propósito sou o Steven. Mia _ Um pouco, mas algumas pessoas mesmo depois de se aposentarem não conseguem simplesmente ficar em casa sem fazer nada e continuam trabalhando, então no fim das contas não é tão estranho assim. Comentei sorrindo. Steven _ É verdade, mas esse não é o meu caso, eu sou proprietário dessa casa, pedi a imobiliária para que quando alguém se interessasse na casa eles em entrassem em contato comigo para que eu mesmo pudesse negociar, na verdade eu só queria garantir que quem comprasse a casa fosse cuidar bem dela, foi muito feliz aqui com a minha falecida esposa. Mia_ Então o senhor morava aqui? Perguntei o óbvio supresa com a revelação. Steven_ Durante trinta anos, foi aqui que criei meus três filhos e vive feliz com a minha doce Ana. Mia_ Porque vender então? Steven _ Não consigo viver aí sem a minha esposa, são lembranças demais, além disso já estou velho e vou me mudar com meu filho mais novo para outro estado. Mia_ Eu sinto muito. Falei com sinceridade. Steven _ Eu também, mas esse é ciclonda vida não é mesmo? Mia_ É verdade. Seteven_ Porque quer comprar essa casa? Mia_ Porque ela se parece com um lar de verdade é isso é tudo que procuro. Abri meu coração e ele pareceu gostar da minha resposta. Seteven_ Promete que vai cuidar dela? Mia_ Sim, pode não acreditar mas quando criança costumava desenhar a casa dos meus sonhos e ela era exatamente assim. Steven_ Eu acredito. Falou com um sorriso gentil e passamos a proxima hora vistando a casa e tenho certeza de ele ele viu meus olhos brilharem a cada cômodo que ele mostrava. A casa tinha dois andares e para a minha felicidade tinha uma varanda na parte dos fundos no quarto principal. No final ele me disse que o valor dela era quatrocentos mil dólares, mas quando viu me expressão de tristeza me perguntou quanto eu tinha. Quando disse que tinha só trezentos então Steven fechou negócio comigo por duzentos e cinquenta deixa ainda cinquenta mil para que eu pudesse cuidar das reformas necessárias. Disse que só fez isso porque sabia que eu cuidaria bem da casa e que viu nos meus olhos que eu realmente via um lar de verdade ali.
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