Pré-visualização gratuita Prólogo
Revisado
· Prólogo ·
| Gabriela Ávila |
Hoje tive mais um longo dia de aula naquela terrível escola, já não aguento mais acordar todos os dias as seis da manhã para ir naquele inferno. O bom de tudo isso é que eu estou no terceiro ano, o que significa que em breve vou acabar o ensino médio, depois disso, não volto lá nunca mais.
Como sempre peguei uma carona até a minha casa com meu amigo Vinícius, ele acabou de fazer 23 anos e para sua sorte, ele já está fazendo faculdade. Nós dois nos conhecemos a quase três anos, o Vinícius é irmão mais velho da Bruna, uma menininha linda que eu cuido as vezes, ela tem 6 anos e é um amor de pessoa.
- Vai amanhã? - ele me pergunta após parar o carro na frente da minha casa. - Gostaria de saber, se devo vir buscar minha belíssima donzela.
- Para minha desgraça não tenho outra escolha, caro amigo. - dou um beijo em sua bochecha e desço do carro com um sorriso.
- Então passo ás sete e meia?
- Como sempre, senhor capitão. - digo prestando continência e nós dois caímos na gargalhada.
- Tchau Gabi. - diz por fim e eu apenas aceno com a mão vendo o mesmo ir embora.
Quando o Vinícius some no fim da rua, retiro a chave da bolsa e abro a porta a minha frente entrando em casa, minha mãe parecia estar me esperado já que no momento em que pisei meu pé dentro de casa, ela veio correndo em minha direção. - Filha! - disse se aproximando e me dando um abraço logo em seguida.
- Por acaso aconteceu alguma coisa? - pergunto curiosa.
- Você se esqueceu? - disse enquanto se afastava do abraço e me olhando como se eu fosse uma desleixada.
- Do que exatamente eu deveria me lembrar? - minha mãe chegou a abrir a boca para falar algo, mas é interrompida pela voz do meu pai, que ecoa por toda a sala.
- Espero que se sinta em casa meu irmão. - olho para minha mãe que apenas assente com um sorriso fraco.
É nesse momento que eu me lembro do que tinha que lembrar, meu tio Alex voltou de Londres hoje e vai ficar morando aqui com a gente por um tempo. p**a m***a, a minha vida já estava difícil o suficiente com o meu pai me controlando, imagina agora com seu irmão? Meu tio!
- Com toda essa recepção, ê impossível não me sentir. - ouço outra voz dizer e presumo ser o tio Alex, segundos depois ouço os dois rindo enquanto provavelmente descem a escada.
- Seja educada com o seu tio filha, sabe que ele ficará conosco por um tempo.
- Relaxa mãe, eu sou um poço de educação. - digo e minha mãe me repreende rindo. Quando os dois finalmente chegam na sala meu pai vem em minha direção com um enorme sorriso desenhado em seu rosto, realçando ainda mais sua beleza.
- Filha, Que bom que você chegou! Vem dá um abraço no seu tio. - papai me puxa pelo braço e me leva até o seu irmão que se mantinha de pé perto das escadas.
Oh minha nossa senhora das bitches perdidas. Ele é lindo! Alto, cabelos loiros não muito cumpridos, olhos que mais parecem duas esmeraldas, ele também tem uma barba bem rala e para completar ostentava um sorriso sacana em seu belo rosto.
-Gabriela? - meu tio fala e já vem me abraçando, com um sorriso retribuo o seu abraço. - Nossa, como você cresceu menina.
- Oi, titio! - digo lhe dando um sorriso sincero e ao mesmo tempo debochado.
- Titio, em? Isso me lembra de quando você era apenas uma menininha. - diz com um sorriso nostálgico.
- E como era? Eu me lembro de pouquíssimas coisas daquela época, uma delas por exemplo eram as tardes de sorvete, ou o cavalo de p*u. - digo sorrindo e ele faz o mesmo sustentando um belo olhar.
- Sim minha menina, era tudo muito divertido, você tinha bastante energia naquela época. - minha? Pode ser loucura mas minhas pernas acabam de virar duas gelatinas.
- Sabe, acho que eu ainda tenho um pouco daquela energia. - dou uma piscadinha para o mesmo e faço menção de subir as escadas. - Vou tomar um banho pessoal, me esperem para o almoço
Subo os degraus correndo, e assim que chego no meu quarto, jogo a mochila no pé da cama e pego minha toalha seguindo para dentro do banheiro com um short e uma blusinha solta. Entro debaixo do chuveiro deixando a água escorrer pelo meu corpo cansado, o alívio pelo banho quente quase, quase consegue me teletransportar para uma outra dimensão, mas como não sou uma garota de sorte ouço alguém bater na porta do meu quarto me tirando do meu mundo imaginário.
- Já estou indo! - grito de dentro do banheiro logo desligando o chuveiro e me enrolando na toalha para sair. Vou para o quarto achando que é minha mãe, mas para minha surpresa quem me espera sentado em minha cama é meu tio Alex que sorri assim que bate os olhos em mim.
- A Glória me pediu para te chamar, ela achou que você estava demorando demais... No banho. - diz isso sem tirar os olhos de mim, sinto seu olhar pesando em meu corpo é me arrepio.
- Ok, avisa a ela que só vou me vestir e já desço. - digo segurando minha toalha um pouco mais firme, Deus me livre essa m***a cair e eu acabar nua.
Ele continuou ali sentado, me olhando sem desviar os olhos uma vez se quer, de repente um sorriso sacana se formou em seus belos lábios, e que lábios, tão carnudos que me derem vontade de morder. Para com isso Gabriela, o Alex é seu tio. Em seguida ele se levantou e saiu sem dizer mais nada, eu achei isso estranho mas vai saber seus costumes.
Vesti minha roupa depressa e peguei meu celular descendo direto para a cozinha, assim que entrei vi meu pai e o Alex conversado, optei por me sentar na cadeira que ficava de frente para o meu tio, o mesmo me olhou rapidamente mas logo tirou seus olhos de mim voltando sua atenção a conversa que eles estavam tendo antes de eu chegar. Minha mãe chegou alguns minutos depois e se sentou do lado do meu pai, começamos a nos servir e no meio do almoço minha mãe decide puxar assunto.
- Como foi na escola hoje, meu amor? - pergunta.
- Chato e cansativo, como sempre, não vejo a hora de acabar o ensino médio. - digo bebendo meu suco.
- Se eu fosse você, eu aproveitaria casa segundo. - Alex fala com seu sorriso sacana, que já estou até me acostumando.
- Como vou aproveitar, se o papai me obriga a ficar estudando sem parar? - pergunto olhando para ele.
- O que? - diz surpreso. - Não acredito que você está fazendo isso com a garota, Pedro.
- Eu só quero o bem dela Alex, e vamos concordar que você sempre dá um jeito de fugir né dona Gabriela. - o papai diz me olhando.
- Quase nunca, é muito difícil convencer a mamãe a me deixar ir nas festas.
- Vocês dois deveriam deixar a Gabi sair mais, se eu bem me lembro na sua época você vivia dando o fora pra se encontrar com a Glória. - Gabi? Essa é novidade. Após o Alex dizer isso meu celular toca, peço licença e vou atender.
Chamada
Gabi: Oi Jorge, aconteceu alguma coisa?
Jorge: Não, liguei apenas para te convidar pra ir em uma festa amanhã a noite, topa?
Gabi: Claro, vou dá um jeito de estar aí.
Jorge: Perfeito, te pego aí as 22h.
Chamada
Antes mesmo que eu consigo me acomodar na cadeira, minha mãe me olha curiosa.
- Quem era? - ela pergunta.
- Um amigo, ele me convidou para ir numa festa amanhã a noite.
- Pode avisar a ele que você não vai, uma festa no meio da semana? - meu pai diz indignado. - Onde estão os pais desse garoto?
- Para com isso pai, é só uma festinha, eu vou voltar cedo. - digo olhando para o meu tio esperando sua defesa, quem sabe ele não vira um aliado ao invés de um vigia?
- A Gabi tem razão, é só uma festinha de adolescentes, não tem nada de mais. - ele diz sorrindo. Queria saber o porquê desse cara estar sempre sorrindo, não tem como está feliz o tempo todo.
- Quando você tiver uma filha tão linda quanto a Gabriela, você vai me entender. - meu pai diz e come um pedaço do seu bife.
- A Gabi é como uma filha para mim, acho que já sei como é. - ele diz e dá uma gargalhada sendo acompanhado por minha mãe, e eu fiquei sem entender nada.
- O Alex tem razão querido, a Gabi merece se divertir um pouco. - minha mãe diz pegando na mão do meu pai.
- Até você, Glória?
- Vai pai, deixa de ser careta.
- Ok! - ele ergue as duas mãos em sinal de rendição. - Pode ir.
- Te amo, te amo, te amo. - digo dando beijos nele.
- Mas não pense que não vai ter horário, te quero aqui meia noite, no maximo - ele diz com um sorriso vitorioso, meu pai nunca vai me dá mais liberdade do que o "necessário".
Entre uma conversa e outra o tempo passou, já estávamos terminado de comer quando alguém tocou a campainha.
- Deixa que eu abro. - minha mãe diz e vai em direção a sala. - Gabriela, vem ver quem está aqui!
Eu, o papai e o Alex fomos para a sala, quando eu olhei para porta vi a Bruna e o Vini.
- GABIII! - a pequena menina gritou e correu até mim, me abaixei ficando na altura e seus bracinhos rodearam meu pescoço me enchendo de amor.
- Meu amor! Achei que você voltaria no sábado.
- A mamãe adiantou e elas voltaram hoje. - Vini disse.
- Quem é esse? - Bruna pergunta apontando para o meu tio.
- Esse é meu tio, Alex. - digo já de pé.
- Tudo bem, princesinha? - ele pergunta pegando na mão da Bruna como se ela fosse grande.
- Melhor agora, tio. - ela diz e todos nós caímos na gargalhada.
- O que é isso mocinha? Não foi essa a educação que eu te dei. - digo falsamente irritada, Bruna da de ombros e faz o Alex carrega-lá, olho para os dois com a sobrancelha erguida e ela me da língua, me fazendo ri outra vez.
- De qualquer forma nós já vamos, só trouxe a Bruna para te vê porque ela não estava me deixando em paz.
- Imagino, não dá pra enganar essa garotinha. - digo e aperto o nariz dela que ainda está nos braços do Alex.
Vou até o Vini e lhe dou um abraço, ele se curva um pouco já que é maior que eu, e sussurra no meu ouvido. - Vai a festa amanhã?
- Não perco por nada, o Douglas vai tá lá. - digo e dou um t**a na sua b***a, ninguém conseguiu vê já que estavam do outro lado brincando com a Bruna, e o Vinícius estava com as costas virada para a porta. Ele se separa do abraço e pega a Bruna só colo do Alex.
- Até mais pessoal, foi um prazer te conhecer Alex. - meu tio apenas sorri e acena com a cabeça.
- Até mais! - Bruna diz e manda um beijo para o Alex, arregalou os olhos e finjo correr atrás dela, a mesma se assusta e rio com isso, assim como os demais.
Depois que o Vinícius foi embora, fiquei mais um tempo na sala com meus pais e o Alex, em seguida peguei meu celular e voltei para o meu quarto, assim que entro me jogo na cama, cansaço me define. Depois de alguns minutos escuto alguém bater na porta.
- Entra! - olho para porta e lá está ele, ainda mais bonito do que antes, o cabelo está molhado e agora ele usa uma camiseta e uma bermuda, ele tem tatuagens nos braços e no pescoço, será que ele também tem no abdômen? E nas costas? Por algum motivo, isso chamou minha atenção mais do que deveria.
- Podemos conversar? - ele pergunta escorado na minha porta.
- Claro, fala ai. - o mesmo entra e se senta na beira da minha cama.
- Aquele cara, o Vinícius, é seu namorado? - arregalou os olhos demostrando o quanto estou surpresa com sua pergunta repentina.
- Não, claro que não, o Vinícius é só um bom amigo. Mas porque a pergunta? - digo me ajeitando na cama.
- Nada, é só que vi você dando um t**a na b***a dele, então achei que vocês...
- N-não é nada disso, foi uma brincadeira, só isso. - digo nervosa, afinal, por que estou nervosa?
- Ok. - ele diz e dá aquele sorriso sacana. Contínuo sentada olhando para ele, o mesmo sorri novamente e se deita na minha cama.
- Vai ficar aí? - pergunto.
- Sim, sua cama é mais confortável do que a minha. - ele diz e coloca as duas mãos atrás da cabeça ainda deitado. - É algum tipo de tratamento especial? - dou risada e volto a me deitar na cama, ele fica deitado me encarando. - Você cresceu.
- Talvez, um pouco. - respondo sorrindo.
- Também ficou muito linda.
- Sem dúvidas. - ele dá o sorriso sacana novamente e olha para o teto.
- Vou para o meu quarto. - diz por fim.
- Ok, descanse.
- Obrigado princesa. - após dizer isso ele sai do meu quarto.
Princesa? Qual o nível de i********e que temos? E o pior, porque eu fico assim quando ele fala comigo? Por que eu sinto minhas pernas fraquejarem, e meu coração bater mais rápido? Deve ser coisa de adolescente, só pode! Dou um t**a na minha testa e volto a usar o celular. Não posso ficar pensando no meu tio, mesmo que ele seja um gato.
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