Capítulo 2

1143 Palavras
Não revisado; · Capítulo 2 · | Gabriela Ávila | Não acredito que quase falei pro meu tio Alex que sou virgem, será que ele entendeu? Meu deus! Pela primeira vez na vida eu fico com vergonha de falar pra alguém que sou virgem. O Jorge veio aqui só pra me entregar o convite, eu sei que era de madrugada mas foi a hora que ele chegou de viagem, e como ele mora aqui perto não foi tão difícil trazer. Mas quando ele me disse que queria ficar comigo não importasse a hora, eu acabei cedendo, não tinha como dizer não, sem contar que o Jorge é um gato, não tão gato quanto o meu tio, mas ainda assim da pro gasto. O que eu tô pensando? Eu não acredito que estou comparando minha paquera com meu tio. Aí Gabriela, isso é i*****o! i*****o é inaceitável, não importa por quem ou como mas é. Caralho nunca achei que iria sentir uma atração tão grande por um parente, nunca gostei nem sequer de um primo e agora estou aqui sonhando com meu tio. Só posso ser louca, é isso, sou louca. Peguei no sono bem rápido pois estava morta de cansaço, acordei atrasada no dia seguinte, então corri contra o tempo pra me vesti. Desci as escadas correndo e acabei tropeçado no último degrau, por sorte alguém me segurou, olhei pra cima e vi que era meu tio. - Obrigada. - Não tem de que, só tome mais cuidado menina. - Pode deixar. MÃE JÁ TÔ INDO! - Digo abrindo a porta. - Ei, não quer uma carona? - Não precisa o Vinícius tá aqui, até mais. - Aceno pra ele com a mão. - Até. - Ele diz dando aquele sorriso. Entro no carro e o Vini me deixa na escola, ele me dá um beijo na bochecha, me deseja um bom dia e vai embora, ele não vai poder me pegar hoje então acho que vou ligar pro papai. A aula foi chata como sempre, minha única diversão foi a Luz que não parava de tagarela a aula inteira, no fim das aulas eu liguei pro papai. {Chamada} P: Oi Gabi. G: Oi pai, está em casa? P: Não querida, eu e sua mãe viemos na outra cidade visitar alguns negócios da família. Porque? G: É que o Vini não pode me pegar hoje, então achei que o senhor poderia. P: Não tem como anjinha, mas vou ligar pro Alex e pedir pra ele te buscar ok? G: Ok, vou esperar ele aqui na escola. {Chamada} Fiquei quase trinta minutos esperando o tio Alex, ele chegou no carro do meu pai morrendo de buzinar. - Eu estou te vendo tio! - Digo abrindo a porta do carro. - Como eu ia saber? Você estava olhando pro nada. - Tá, vamos pra casa logo, preciso de um banho. Ele deu partida no carro e fomos pra casa, ele ainda estava descendo do carro quando eu sai em disparada pro banheiro. Tomei meu banho e troquei de roupa, desci pra almoçar e vi que meu tio estava sentado no sofá assistido. Fui até a cozinha e vi que não tinha nada pronto pro almoço. - O que a gente vai comer? - Pergunto parando na frente dele. - Não tenho ideia, sua mãe disse que você faria algo pra gente. - Como assim eu? Nem pensar, o senhor que tem que fazer. - Digo cruzando os braços. - Não me chama de senhor Gabriela, eu me sinto um velho. - E não é isso que o SENHOR é? - Não senhorita engraçadinha, eu tenho apenas 29 ok? - Velho! - Ele sorri e me puxa pela cintura me fazendo cócegas. - Velho é o pai, eu sou um jovem na flor da idade. - Diz ainda me fazendo cócegas. - P-para com i-isso. - Digo rindo. - Não porque você mereça. - Ele me solta ainda rindo. - Mas o que vamos comer? - Pergunto fazendo cara de cachorro sem dono. - Não sei, vamos fazer alguma coisa. - Ele diz me puxando pra cozinha. Ficamos na cozinha tentando preparar algo comestível e acabamos fazendo macarronada, que por sinal até que ficou gostosa, depois do almoço ele se sentou no sofá e eu deitei colocando minha cabeça no colo dele. - Que horas você vai a festa mesmo? - Ele diz alisando meu cabelo. - O Jorge vem me buscar as 22h. - Jorge? Esse garoto de novo. - O que você tem contra ele em? O Jorge é um cara super legal. - Eu não tenho nada contra ele, é só que eu peguei ele praticamente te engolindo na sala e como se não bastasse o cara é 6 anos mais velho que você. - E o que é que tem? A mamãe é quase 10 anos mais velha que o papai e você não diz nada. - Digo me sentado. - Não digo porque quando eles se conheceram, meu irmão já era bem grandinho. - Ele só tinha 24. - E eu só tinha 15. - Ele diz outra vez dando aquele sorriso. - Tá! Depois de alguns minutos em silêncio eu decido dizer. - Eu não sei nada da sua vida. - E o que quer saber? - Ele pergunta agora se deitando no sofá e pondo a cabeça nas minhas coxas. - Tem filhos? - Ele me olha com a sobrancelha erguida. - Tenho mesmo que responder? - Nós dois demos risada. - E namorada? - Ele desvia o olhar. - Tenho sim. - Diz com a voz meio triste. Ele tem namorada? E eu aqui achando que tínhamos algum tipo de ligação "especial", mas é melhor assim, porque mesmo ele sendo lindo, maravilhoso, gostoso, p**a m***a, tenho que parar com isso! Ele é meu tio! Meu tio! Eu deveria ficar repetindo isso na minha cabeça sem parar pra vê se eu me escuto. - E onde ela está? - Não tenho ideia, ela me largou pelo meu amigo a alguns meses. - E porque você disse que ainda tem namorada? - Respeito talvez, nós não terminamos oficialmente. - Hmmm, estranho isso. - Digo e ele caí na gargalhada. - Você tem razão, acho que de hoje em diante eu sou um homem solteiro. - Com certeza, titio agora você é velho solteirão. - Já disse que não sou um velho, pare de brincar comigo menina. - Vou pensar no seu caso, de qualquer forma vou subir e me arrumar pra festa. - E onde vai ser? - Em uma boate que tem aqui perto, o irmão de um amigo nosso é o dono, então ele reservou a área VIP pra gente. - Digo tirando cuidadosamente sua cabeça do meu colo. - Entendi, escreve o endereço em um papel pra mim ok? - Ok. - Digo subindo a escada. [...]
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