MATEU NARRANDO Aquela garota.. Ela tava em frangalhos nos meus braços. Tremia, suava, chorava, sussurrava coisas que eu m*l conseguia entender. Mas eu entendi uma coisa: ela achava que era culpada. Achava que tinha matado uma criança. E aquilo me deu um nó no estômago. Eu abracei mais forte, encostando a boca no ouvido dela. Falei que ela não tinha culpa. Que eu vi tudo. Que a outra partiu pra cima dela. E falei porque era verdade. Não era pra massagear ego, nem pra consolar por consolar. Era porque ela precisava saber, precisava sentir que alguém via o que ela tava passando. E eu via. Eu tinha visto minha mãe inteira sendo consumida por esse tipo de crise. Eu reconhecia no olhar da Antonella a mesma sombra de desespero. Mas o que eu não esperava… Era o que veio depois. Ela empurr

