Pré-visualização gratuita PRÓLOGO
VÍCIOS PROIBIDOS
O céu naquela noite estava pesado, como se carregasse nos ombros a mesma tensão que eu sentia no peito.
A casa estava em silêncio. O tipo de silêncio que não era paz, era alerta.
Um alerta abafado por paredes grossas, por grades nas janelas e pelos seguranças armados lá fora.
Mas ali dentro…
Ali dentro o verdadeiro perigo estava solto.
Eu me encostei na porta do quarto, ainda com a toalha presa ao corpo, a pele úmida, os cabelos grudando nas costas.
Tentei respirar fundo, mas o ar era denso. Denso como o olhar dele quando me viu mais cedo na sala, passando de camisola fina, o cabelo bagunçado e os pés descalços.
Eu devia ter me trocado no banheiro.
Devia ter fechado a porta.
Devia ter lembrado que ele estava em casa.
Mateu.
Ou como todos aqui chamavam… Granada.
Explosivo. Instável. Perigoso.
O filho mais velho do meu marido. O herdeiro do império sujo de sangue e de medo que Isaías construiu.
A primeira vez que o vi, minhas mãos gelaram.
Não foi medo.
Foi algo pior.
Foi aquele tipo de sensação que você tenta engolir com café forte, com orações, com silêncio…
Mas que gruda na alma.
Os olhos dele carregavam ódio, sim.
Mas também carregavam outra coisa.
Algo que me queimava inteira sempre que ele passava por mim devagar, como se quisesse ver até onde eu aguentava sem desmoronar.
Granada não falava muito.
Mas quando falava, a voz era grave, lenta, firme…
Como se cada palavra dele tivesse o poder de explodir dentro da gente.
Como se ele soubesse exatamente o efeito que causava.
Eu tentei manter distância.
Tentei ser só a esposa obediente do chefe do morro.
A madrasta que abaixa os olhos e cruza as pernas.
Mas não tem como fugir quando o perigo vem disfarçado de tudo o que você nunca pôde ter.
Naquela noite, eu ouvi a porta da frente bater.
O coração disparou.
Isaías nunca batia a porta.
Mas Mateu…
Ele fazia questão do estrondo. Era o jeito dele dizer “cheguei” sem precisar abrir a boca.
Minhas mãos tremeram sobre a toalha.
Por que ele tinha voltado tão cedo?
O relógio marcava meia-noite.
E Granada costumava sair com os homens, fazer ronda, acerto, sei lá. Eu nunca perguntava.
Mas algo estava diferente naquela noite.
Eu sabia. Eu sentia.
Minutos depois, ouvi passos no corredor.
Pausados. Pesados.
Como quem caminha devagar de propósito, só pra ver se a outra pessoa segura firme… ou se cede.
O clique da maçaneta gelou minha espinha.
Mas a porta não abriu.
Ele só encostou.
Só fez barulho o suficiente pra dizer que estava ali.
Esperando.
Testando.
Tentando.
E eu deveria ter recuado.
Mas eu fui até a porta.
Com a respiração presa.
Com os joelhos moles.
Com o coração batendo tão alto que abafava qualquer bom senso.
Encostei a mão na madeira.
Do outro lado, o silêncio.
Mas eu sentia.
Sentia ele ali.
Sentia o calor do corpo dele atravessar a porta.
Granada — Não era pra você estar acordada. — a voz dele veio baixa, quase um sussurro. Mas firme. Grave. Direta.
Minha garganta secou.
— E você não era pra estar aqui. — respondi.
Segundos de silêncio. Tensão. Respiração presa.
Granada — Eu moro aqui. — ele respondeu. — Você é que tá no lugar errado.
Fechei os olhos.
Ele sempre fazia isso. Me jogava de volta pra realidade em três palavras.
Me lembrava de onde eu estava.
E de quem eu era.
A esposa do pai dele.
A madrasta.
A proibição.
Mas também era ali que a loucura começava.
Porque no fundo, bem no fundo… eu gostava quando ele me colocava contra a parede.
Quando me desafiava com aquele olhar sujo.
Quando falava como se me conhecesse mais do que qualquer outro homem.
E talvez conhecesse mesmo.
Porque ninguém olhava dentro de mim como ele.
Ninguém me via como ele.
E era isso que me matava…
E me deixava viva ao mesmo tempo.
— Vai dormir, Granada. — falei firme, mas a voz falhou no fim.
Ele riu. Um riso curto, rouco, debochado.
Granada — Não foi esse o nome que você gemeu ontem à noite.
O chão sumiu sob meus pés.
Ele sabia.
Ele tinha ouvido.
Ou pior… ele tinha visto.
Me afastei da porta como se ela tivesse fogo.
E talvez tivesse mesmo.
Fogo nos olhos dele.
Fogo no meu corpo.
Fogo no que ainda estava por vir.
Porque naquele instante eu entendi:
Não tinha volta.
Não tinha regra.
Não tinha moral.
Era proibido.
Era errado.
Mas era inevitável.
E o vício…
já tinha começado..
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Olá amores , é só uma degustação do meu novo lançamento ..
A data oficial do lançamento é dia 18/07 ..
COLOQUEM O LIVRO NA BIBLIOTECA E APARTI DO DIA 18 VEM ACOMPANHAR ESSE NOSSO NOVO CASAL PROIBIDO..
Não me culpe se esse livro fizer você suspirar, morder os lábios ou.. molhar a calcinha. A culpa não é minha. É do Granada.