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1728 Palavras

Mirella. Meus olhos doíam, mas eu não queria abri-los. A dor latejante na minha cabeça rivalizava com o cheiro mofado do sofá velho em que eu havia dormido. Não conseguia dizer qual dos dois me dava mais náuseas. Eu oscilava entre o sono e a vigília, desorientada e dolorida. — Mirella — Marco sussurrou. — Acorda, princesa. — Marco. — Eu sorri, mas ainda não conseguia abrir meus olhos. — Você está aqui. — Não exatamente. — O quê? — Você tem que correr para que eu possa te encontrar. — Correr? — Pressionei a mão contra a parte de trás da cabeça, friccionando o calo latejante sob o cabelo. — Para onde eu corro? — Para mim. — Como? — Você tem que descobrir um caminho. Eu sei que você consegue. — Quero voltar para você. — A ansiedade percorreu minhas veias mais rápido do que meu próp

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