Depois de esperar quase 1 mês, finalmente chegava o dia de fazer meus 15 anos. Três dias antes ainda estávamos organizando tudo.
Minha mãe deixou fazermos a festa lá em casa, ela concordou com tudo. Eu estava animada, eu não queria uma festona de 15 anos. Eu queria só comemorar com meus amigos. Meu pai disse que iria, eu fiquei tão feliz ao saber disso, estava tudo perfeito. Eu optei por um tema do meu time, o flamengo. Mas minha mãe disse que isso era pra menino então não deixou e fazer, infelizmente.
_ Tem aquela da princesa que você sempre gostava de assistir, Jú. _ Disse minha mãe.
_ Mãe, isso era quando eu tinha 5 anos.
_ É uma opção, ia ficar bem melhor assim.
_ Não ia, não. _ sussurrei.
_ Que?
_ Nada não.
Acabou que no final o tema foi os das princesas mesmo. Não gostei nada mas minha mãe sim estava contente com ela mesma, que estava organizando praticamente tudo. Estefani disse que ia me maquear e arrumar minha roupa.
_ Precisa mesmo disso tudo?
_ Precisa, deixa de ser sem graça.
A minha casa estava completamente transformada. A sala já não era a mesma, repleto de decoração, balões, fitas decorativas, o bolo? era rosa e roxo, fingi que ia vomitar, Estefani riu.
_ Tá bonito, amiga.
_bonito é ele na minha barriga.
Rimos.
Minha mãe convidou toda família. Meus avós, meus tios, chamou meus outros primos também e algumas amigas dela. Pelo menos não ia faltar gente. Estefani também levou mais duas amigas. E eu fui tomar banho logo antes deles chegarem. O probelma era a roupa, a minha mãe deixou essa parte por minha conta e eu não fazia ideia do que colocar. Por sorte, Estefani me veio com um papel embrulhado colorido.
_ Que isso?
_ Seu presente! Abre.
Eu abri, curiosa, era um vestido verde musgo escuro, de saia curta até o joelho.
_ Que lindo!
_ Feliz aniversário!
Eu dei um abraço em Estefani, maravilhada de como ela me conhecia tão bem. Depois disso foi a hora de arrumar o cabelo, ela fez uma trança, do jeito que eu deixo o meu cabelo, preso. Mas o dela ficou muito perfeito, ela fez duas tranças na lateral e atrás uma trança embutida com mechas na frente do rosto e uma make suave.
_ Você está linda, Jú.
Eu me olhei me Espelho, vi outra pessoa, que com certeza não era eu. Mas eu gostei, me senti diferente e mais bonita do que a minha baixa estima me contava.
_ Vamos descer, o pessoal tá esperando.
E eu desci as escadas e cumprimentei todo mundo. Minhas primas eram pequenas vieram pulando pra cima de mim.
_ Oi meninas, tudo bom meus amores?.
_ Feliz aniversário, pima!
Elas eram muito fofas. Eu amava brincar com minhas primas ou ficar com elas. Depois que falei com toda a família, eu vejo Samuel e seus amigos. Eu tinha convidado eles também.
_ Olha ela aí, a nossa jogadora favorita. Você está muito linda, cara! _ Samuel se impresiona.
_ Oi, que bom que vocês vieram!
_ Feliz aniversário, Jú. _ Me cumprimentaram.
_ Obrigado gente.
_ Ei, eu tenho uma coisa pra você.
Ele me estende um embrulho prata com uma fita dourada.
_ O que é isso?
_ Seu presente, ora. Abre!
_ Não acredito.
Eu o abracei, incrível como ele era mais alto que eu, pouco, mas eu me sentia uma anã. Eu estava totalmente Feliz. Abri o presente e tinha uma bonequinha com uma bola de futebol. Atrás tinha um quadro de várias jogadoras de futebol.
_ Perfeito pra uma festa de princesas. _ Ele diz.
_ Ah, eu amei, Samu, obrigado mesmo.
Eu abracei dele de novo, sem conter o sorriso enorme estampado no rosto. Por cima do ombro eu vejo Guilherme me encarando meio triste, e por pura educação e solidariedade eu vou até ele.
_ Oi!
Ele me olha de cima a baixo me analisando.
_ Então! Estou bonita?
_ Se enxerga! _ ele ri. _ Você tá ridícula, nem com maquiagem parece gente.
Ele me da as costas e sai andando. Eu fiquei sem chão, foi como se eu tivesse ganhado um soco no peito. Uma vontade h******l de chorar me consome, foi aí que Estefani Pareceu!
_ Júlia, vem! O seu pai chegou!
Aquele aviso foi o suficiente pra mim voltar a sorrir e esquecer o ocorrido com meu primo. Corri diretamente pra porta quando vi meu pai pulei em cima dele.
_ Pai!
_ Filhota, aí está você!
Ele me abraça forte me tirando do chão, incrível como ele ainda me aguentava. Agora minha festa estava completa, não faltava nada.
_ Feliz aniversário, princesa!
_ Obrigado, pai.
Ele saiu do nada e voltou com uma caixa retangular embrulhada no papel de presente.
_ Presente pra mim?!
_ Claro que é pra você!.
_ Você é o melhor pai do mundo!
E o abracei de novo abrindo o presente. Era um microfone.
_ Pai! _ me emociono e Rio ao mesmo tempo.
_ Ainda tem aquele Dvd antigo?
_ Tem sim.
Um fato que eu também nunca contei é que eu e meu pai cantávamos juntos karaoke, nas festas Light de família, era uma bagunça só, e eu amava. Eu sempre gostei de falar ou cantar em microfone, me sentia uma voz única no meio de todas as pessoas. Eu liguei o microfone na TV e estava funcionando perfeitamente.
_ Alô, gente! _ Comecei a falar no microfone. _Gente, eu queria agradecer a todos que estão aqui hoje comemorando meus 15 anos. Ao meu pai por ter me dado esse presente, eu amei. Aos meus amigos e minha família. Agora eu queria botar uma música que sempre cantava com meu pai e pedir pra ele fazer esse dueto comigo hoje.
Eu estava tão feliz que estava ofegante e até rouca. Meu pai foi pego de surpresa mas foi mesmo assim, disse que estava enferrujado mas meu pedido era uma ordem. Minha mãe sorria e tirava altas fotos. Cantamos juntos e nos divertimos muito. Foi o melhor dia da minha vida. Dancei com meus amigos, ri até minha barriga doer pois o Samuel era muito engraçado e sempre tirava um sorriso do meu rosto. Nada podia estragar aquele momento. Nada mesmo! Bom, era o que eu achava...