O grande lobo saiu do quarto, suas patas tocavam o chão de madeira e seu olfato procurava o cheiro do seu ômega.
— Dante volta! — Enrico falou vendo que seu filho estava um tanto sem controle.
Enrico protegia seu irmão ômega e ficava atento a toda situação ao redor, Dante rosnou contra o pai, quando Liam cruzou a porta tomou um susto com o irmão.
Afinal Dante não se transformava!
— Que p***a é essa? — Liam perguntou assustado.
— Liam... Agora não... — Margot falou para o filho mais velho.
— Dante, ele não está aqui... Não tem porque você se transformar... Só volta a ser humano. — Lucca falou de forma doce.
Dante estava muito confuso, sua mente não era racional. O lobo n***o tentava fazer algo e sua maior vontade era correr até seu ômega.
Os rosnados eram bem violentos e os ômegas se sentiam intimidados pela presença espalhada, os olhos estavam vermelhos e os dentes amostra.
Enrico estava de frente para o filho, Enrico estava à frente de Lucca, Liam se colocou ao lado da mãe e assim os alfas protegiam os ômegas, e isso foi o suficiente para protegê-los no momento que Dante saltou e assim estava agora prestes a sair da sala e ir atrás do seu ômega.
— Liam! — Enrico chamou assustado e o homem logo deixou seu animal tomar conta do seu corpo e assim mais um lobo preto cruzava a porta dos Maliks.
Liam ficou impressionado em como Dante estava rápido, ele corria rapidamente e Liam sabia que era até a casa dos Horans.
Liam apenas rezava para que Ethan não tivesse levado seu filho para casa, ou com certeza eles estariam bem fodidos.
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Ethan parou no estacionamento do hospital, pegou seu filho no colo e rapidamente entrou no prédio.Kayte logo foi até Mary, a médica comercial Ravi e sabia como agir. A explicação do acontecimento foi rápida e assim o loiro era levado para um quarto.
— Ravi vai ser sedado para que a dor pare. Mas, já aviso que ele sentirá essa dor sempre que ficar longe do alfa. — Mary falou.
— Ravi renega qualquer alfa. — Ethan suspirou.
— Acho que deveriam falar com o psicólogo... Explicar a situação e deixar Ravi se consultar. — A Hamptons falou suspirando.
— Vamos conversar com ele. — Kayte falou suspirando e vendo seu filhote ficar completamente apagado em cima da maca. Eles temiam o pior e com certeza, o pior estava por vim.
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Quando Ravi despertou, seus olhos azuis demoraram a se acostumar com a luz do quarto. Ao seu lado, Ethan e Kayte conversavam baixo, Ravi tossiu ao tentar falar, e assim seus pais o olharam.— Oi filhote... — Ethan falou sorrindo.
— O que aconteceu? — Ravi perguntou após beber água que foi dada por sua mãe.
— Você tomou um remedinho para parar com sua dor. — Kayte explicou e Ethan se incomodou com o diminutivo.
— Já podemos ir para casa? — Ravi perguntou de forma manhosa.
— Meu amor... Talvez a gente precise ficar aqui. — Ethan falou suspirando.
— Mas, eu não quero... — Ravi falou fazendo um bico manhoso.
— Eu sei bebê, mas a mamãe vai ficar aqui com você. — Kayte falou para o filho. — Vai ficar tudo bem.
— Eu quero meu ursinho...
— Ravi... Você já tem dezesseis anos! — Ethan falou e viu o filho o encarar surpreso.
— Não vai buscar, para mim? — Ravi fez manha.
— Vai sim! — Kayte falou olhando Ethan.
— Kayte, vem cá! — Ethan chamou a esposa e assim os dois levantaram e foram para o banheiro do quarto. — Kayte... Lembra do que o Miguel conversou com a gente?
— Forçar o Ravi a crescer não vai fazer bem! — A ruiva disse irritada.
— Meu amor, manter ele desse jeito é o que nos fez parar aqui! — Ethan falou.
— É só um urso! — A mulher falou.
— É só um urso, é só uma palavra no diminutivo, são só roupas de crianças... — Ethan falou. — Meu amor, eu sei que você é mãe, mas temos que deixar nosso filho passar à fase infantil dele.
— Ele não é infantil! — Kayte falou. — Você quer que ele aja como? Hm? Como o Harry?
— O que tem de errado com isso? — Ethan questionou.
— Sério? — Kayte perguntou irritada. — Nem sei porque você insistiu por tirar ele do internato.
— Porque está agindo tão diferente? Você tinha concordado.
— Ethan, eu disse que a gente deveria conversar com a diretora! Não tirar ele de lá!
— Ele precisa viver!
— Se acontecer algo pior com ele? Hm? A gente não está aqui porque ele é inocente, estamos aqui porque você o deixou desprotegido! — Kayte acusou.
— O Ravi não vai ser uma criança para sempre! — Ethan falou muito irritado.
— A gente está no hospital! É sua culpa! — Kayte bradou.
Ethan sabia que aquilo era frustração, sabia que aquilo era por ter seu filhote no hospital. Era medo!
Kayte sentia medo!
Ethan suspirou e abraçou a esposa, sentindo como ele pareceu travar por alguns segundos, antes de afundar seu rosto no peito do marido.
— Eu não quero que ele sofra! — Kayte disse deixando o temor tomar conta da sua voz.
— Infelizmente, não podemos impedir ele de viver. Isso faz parte, da vida. — Ethan falou com pesar.
— Ele é muito pequeno... Muito jovem...
— Meu amor... Ele já é quase um adulto. — Ethan falou suspirando. — Vamos deixar ele sair do ninho, sabe? Deixar-o crescer de verdade.
Os dois se acalmaram e saíram do banheiro, Ravi estava assistindo um filme da Barbie, e sorriu para os pais.
— Meu amor, o Miguel está vindo agora cá... — Ethan falou.
— Eu quero meu ursinho! — O menino voltou a pedir.
— Eu busco, se... — Ethan falou olha do o filho. — Se você prometer seguir as recomendações do psicólogo.
— Está bom papai! — Ravi falou animado.
Uma enfermeira entrou no quarto e rapidamente Ravi se retraiu. As máquinas mostraram como ele ficou mais nervosos apenas com a presença de outra pessoa.
Ravi ficou ainda mais apavorado quando ela tocou o braço que tinha o acesso.
— Filho, ela só vai colocar o remédio... — Ethan falou sentindo-se m*l, por vê-lo tão assustado por pouco.
— Eu vou buscar o urso! — Kayte falou e Ethan concordou.