Dante chegou em casa e já pensava no que dizer ao seus pais, já que sua boca tinha um roxo devido ao soco e a joelhada de Harry.
— Vai me dizer o que ouve com sua cara? — Margot perguntou assim que o filho cruzou a porta.
— Harry... — Dante murmurou.
— Motivo? — Margot perguntou.
— Hm... Eu beijei um amigo dele, eu achei que ele queria, só que não. — Dante falou e sua mãe suspirou.
— Quem foi o menino? — Margot perguntou.
— Ravi James-Horan! Filho do Ethan! — Dante falou e viu sua mãe arregalar os olhos.
— Vai se arrumar agora, porque voamos até a casa dele! — Margot falou. — Não vou deixar filho meu fazer isso, você vai se desculpar com os pais dele e com ele.
— Isso é necessário? — Dante perguntou.
— Se ele contar para o Ethan, ele vai estar aqui uma hora ou outra, se um pai e ele são bem próximos, e com certeza não queremos um clima r**m entre as famílias. — Margot falou.
— Como assim vocês são amigos? — Dante perguntou surpreso.
— Jura? A gente sempre ia jantar na casa deles, você que vivia na preguiça e não queria ir. — Margot falou. — Passa no escritório e fala com seu pai.
— Meu pai vai me matar! — Dante falou e a mãe deu de ombros.
— Tivesse pensado antes! — Margot falou e Dante bufou indignado.
O alfa adolescente caminhou até o escritório do pai e bateu duas vezes antes de receber a autorização e assim abriu a porta.
— Oi filho, e aí? — Enrico falou sorrindo.
— Oi pai... — Dante falou engolindo seco.
— O que você fez e por que fez? — Enrico perguntou cruzando os braços.
— Tem um ômega novo na escola... — Dante começou. — E a gente sentou junto na aula e eu dei em cima dele e achei que ele tinha correspondido... Aí no final da aula a gente ficou sozinho na sala e eu achei que ele queria e beijos ele. — Dante falou e o pai suspirou.
— Perguntar não ofende! — Enrico falou irritado e Dante concordou.
— Eu não vou repetir isso... Só que a mãe quer ir lá... — Dante falou e Enrico estranhou.
— Nossa... Por que? É alguém que ela conhece? — Enrico perguntou e Dante deu um passo para trás, ficando para fora do escritório e já se preparando para correr.
— É o filho do Ethan! — Dante falou e Enrico arregalou os olhos, quando o mais velho se levantou, Dante correu pelo corredor e rapidamente subia a segunda escada da casa e correu até seu quarto.
— DANTE MALIK! — Dante ouviu o rosnado do pai e agradeceu por ter chegado em seu quarto antes que o mais velho lhe alcançasse.
Dante não seria punido fisicamente, mas ouvir uma hora de sermão, com certeza não era algo que ele desejava.
O Malik olhou para sua cama e tudo que ele queria era dormir, mas o mais novo sabia que tinha que ir até a família Horan e isso era o que mais lhe assustava.
Dante tomou banho, em meio a bagunça do seu quarto ele achou um conjunto de moletom, vestiu as peças azuis e assim saiu do cômodo.
Quando desceu as escadas viu que Victor estava ali.
Ótimo!
Sermão, em dobro!
Dante desceu os degraus que faltavam e logo era visto por todos.
— Dante! — Victor falou sorrindo e Dante foi até o tio e assim abraçou o alfa.
— Oi tio... — Dante falou um tanto desanimado.
— O que você fez, para estar com essa voz? — Victor perguntou e Dante contou ao tio. — Por Zeus Dante! Você deveria perguntar, sabia?
— Agora eu sei! — Dante murmurou.
— Dante! — A voz de Lucca surgiu da cozinha e logo o único ômega Malik estava ali. — Senti saudades de você.
— Oi Lucca. — Dante falou abraçando o ômega que era bem mais baixo que si.
— Sua mãe me contou o que aconteceu... — Lucca falou e Dante suspirou. — Não faça mais isso! Mas, a primeira vez que Peter me beijou, foi um beijo roubado!
— Lucca! — Enrico repreendeu o irmão.
— O que? Se o lobo dele sentiu necessidade de beijar o ômega, pode ser porque eles vão ficar juntos. — Lucca falou e Dante arregalou os olhos.
— O que? Nunca! — Dante falou tão rápido que todos o olharam.
— Como assim nunca? — Victor perguntou cruzando os braços.
— Nunca! Eu não vou namorar! — Dante falou e todos o encaravam.
— Ah é? — Lucca falou e Dante concordou. — Quer apostar?
— Quanto você quiser, tio! — Dante falou convencido. — Eu não senti necessidade de beijar ele, eu só quis beijar mesmo... Faço isso todos os dias!
— Você já roubou um beijo, antes? — Lucca perguntou e Dante negou. — Exatamente! Seu lobo tomou o controle e tomou a iniciativa. — Lucca falou. — Ele deve ser sua alma gêmea.
— Você está viajando! — Dante falou rindo.
— Seu pai e seu tio falaram a mesma coisa comigo... E hoje estão casados! — Lucca falou e Dante arregalou os olhos.
— Para de jogar praga! — Dante falou.
— Aposta quinhentos dólares! — Lucca falou estendendo a mão e Dante hesitou, mas logo apertou a mão do tio. — Mas, se você perder... Vai ter que admitir na frente de todo mundo, que eu estava certo.
— Feito! — Dante falou sabendo que já tinha ganhado.
Alguém bateu na porta, e Margot foi atender.
— Boa tarde Margot! — A voz de Ethan soou e Dante achou que morreria.
Os olhos voltaram para a entrada e logo a família Horan estava ali. Dante encarou Ravi e depois Ethan.
Ele agradeceu por ter tanta gente presente, talvez isso impedisse Ethan de lhe arrancar a cabeça.
— Enrico, será que a gente pode conversar? — Ethan perguntou e o patriarca se levantou.
— Na verdade já sabemos o motivo de você estar aqui... Estávamos prontos para ir até vocês. — Enrico falou. — Dante tem uma coisa para falar com você e principalmente com o seu filho.
Dante estava encarando o alfa loiro e suspirou.
— Senhor Horan, eu queria me desculpar por ter desrespeitado seu filho. Eu agi de forma errada e com certeza não pensei no momento. Eu realmente sinto muito e me arrependo. — Dante falou e Ethan concordou.
— Não faça de novo Dante! Temos que respeitar os outros. — Ethan falou e ele não parecia tão irritado.
— Eu entendo, e peço desculpas novamente. — Dante balbuciou. — E Ravi... — Dante falou e quando o ômega de olhos azuis o encarou o Malik perdeu a voz, seu lobo o arranhou por dentro e os olhos do Malik mudaram rapidamente de cor, e o lobo de Dante reconheceu Ravi.
Reconheceu como sua alma gêmea!
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