AYLA - EM PAZ

1169 Palavras

O silêncio na suíte principal da casa de Tico era quase absoluto, quebrado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e o som de um filme que passava na TV. O ar estava impregnado com o aroma de limpeza, misturado ao perfume amadeirado que Tico havia borrifado nos lençóis pretos, uma tentativa instintiva de criar um ambiente que não lembrasse em nada o cheiro estéril e frio do hospital. Tico saiu do banheiro com o corpo ainda exalando o vapor do banho quente. Os cabelos escuros estavam molhados, algumas gotas solitárias escorrendo pelo peito largo e musculoso, traçando caminhos entre as diversas tatuagens que serviam como um mapa de sua vida no crime: datas, símbolos de lealdade e cicatrizes de batalhas que ele venceu para chegar onde estava. Ele vestia apenas uma calça de moletom cinza

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