Tico caminhou pelo corredor com passos lentos, tentando controlar a própria passada para não parecer uma marcha de guerra. Ao entrar no Quarto 04, o contraste foi imediato. O quarto estava na penumbra, iluminado apenas pela luz de vigília. Ayla estava sentada na cama, escorada nos travesseiros, com os olhos arregalados e fixos na porta. O barulho do celular estilhaçando no corredor e os gritos contidos de Sete a haviam despertado do sono profundo. No momento em que viu Tico, o corpo dela relaxou visivelmente, mas o medo ainda bailava em suas pupilas. Ela tentou levar a mão ao peito, onde a cicatriz da cirurgia ainda latejava. — Shhh... tá tudo bem, pequena. Eu tô aqui — Tico disse, aproximando-se da cama com uma suavidade que ele teve que arrancar das profundezas do seu autocontrole. El

