A noite no alto do Turano soprava um vento frio que uivava nas frestas da mansão, mas o clima dentro de casa era de uma tensão que nada tinha a ver com o clima. Sete entrou pela porta principal com o semblante carregado, a imagem do celular estilhaçado de Tico e o vídeo de Ayla ainda queimando em sua retina. Ele precisava do seu porto seguro, precisava confirmar que, dentro daquelas quatro paredes, o m*l não tinha entrado. Assim que cruzou o hall, seus olhos focaram na sala de estar. Catarina estava lá, sentada no sofá de couro, envolta em uma manta de lã cinza que a fazia parecer ainda menor. Ela segurava uma caneca de chá, mas o olhar estava perdido na sala. Sete parou abruptamente, a mão ainda no coldre do fuzil. O maxilar dele travou. — Catarina? O que você está fazendo aqui embaixo

