O ambiente no Quarto 04 estava muito mais leve. O sol da manhã entrava pelas persianas, iluminando o vaso de flores e o rosto de Ayla, que parecia finalmente descansar sem o peso da sedação profunda. Tico continuava sentado na poltrona, a postura rígida, como se relaxar por um segundo fosse um crime contra a segurança da menina. Catarina, percebendo o exaspero silencioso de Tico e a necessidade de Sete de estar presente em outros pontos do morro, levantou-se e colocou a mão no ombro do irmão de Sete. — Tico, vai para casa. Toma um banho decente, dorme algumas horas em uma cama de verdade — ela disse, com a voz suave, mas firme. — O Sete também tem as coisas do morro para resolver, a gente sabe que o rádio não para. Eu fico aqui com ela. Sou mulher, sei cuidar dela, e ninguém vai entrar

