A manhã no Turano havia ganhado cores que Catarina não via há anos. O sol entrava pelas frestas da persiana do quarto, iluminando a bagunça dos lençóis que ainda guardavam o calor do encontro febril entre ela e Sete. Após o momento de entrega absoluta, o ar no quarto mudara; não era mais o oxigênio rarefeito do medo, mas uma atmosfera densa de posse e proteção. Sete e Catarina desceram a ladeira principal na moto do patrão, sem a pressa frenética dos dias de guerra. Após a noite e a manhã que passaram juntos, havia uma harmonia nova entre os dois. Sete pilotava com uma mão firme, enquanto a outra, de vez em quando, apertava a coxa de Catarina, que estava abraçada às suas costas. Eles sabiam que o Abutre estava "grampeado" pela cúpula das facções. A ordem de recuo na Maré era real; nenhum

