capítulo 153

972 Palavras

LOBA‌O NARRANDO O corpo dela ainda tremia, mesmo adormecida. Eu sentia nas pontas dos dedos, cada vez que minha mão deslizava devagar pela pele dela. Ana era feita de força e dor. E agora era minha também. Não no sentido de posse. Mas, de cuidado. De promessa. A sala estava escura, o som da televisão já tinha sumido fazia tempo. Só restava o barulho da nossa respiração, o calor dela colada em mim, o coração dela batendo mais calmo. E eu sabia que, mesmo dormindo, ela ainda carregava o peso de tudo. Quando ela me disse que me amava, eu quase desabei. Nunca achei que alguém fosse olhar pra mim com essa coragem. Ela viu quem eu sou por dentro, não o que o mundo fala. E mesmo assim ficou. Hoje eu tenho a certeza que meu padrinho estava errado, eu amo tanto essa mulher que não consigo mais m

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