Lobão narrando Quando ela entrou naquela sala, eu fiquei ali do lado de fora, esperando. Parecia um pouco, né? Esperar. Mas eu sabia que, pra ela, aquilo era tudo. Um gesto simples, mas cheio de significado. Tô aqui. Não vou embora. Te espero, o tempo que for. A Ana Paula... ela me desmonta. Não daquele jeito que machuca. Mas aquele que faz a gente querer ser melhor. Desde o dia em que eu encontrei ela naquele quarto no posto no Vidigal, eu soube que tinha alguma coisa diferente ali. Ela estava quebrada, mas ainda assim... era forte. E eu queria ajudar a juntar os pedaços, sem colar nada à força. Hoje foi diferente. Hoje ela me olhou com um brilho nos olhos que eu nunca tinha visto. Um brilho de mulher viva. Não só sobrevivente. E quando ela disse que queria... eu quase não acreditei. P

