— Er... Você é quem mesmo? — Smith indagou com a testa franzida, tentando reconhecê-la.
— Espera... — Lily riu nervosa. — Você não lembra de mim?!
— Mais ou menos, sei que te vi ontem mas foram tantas mulheres que sabe como é, a carne é fraca e a memória também. — falou segurando o riso.
— Meu nome é Olívia e ontem você me defendeu de um rapaz que deu em cima de mim, mas logo depois mostrou que era tão canalha quanto ele ao dar em cima de mim com aquela cara de p*u toda. — explicou indignada.
— Ah, lembrei de você. — aproximou-se mais dela. — É que ontem você estava vestida de forma mais sexy e hoje está er... — a mediu de cima a baixo. — Mais comportada. Mas não me compare aquele cara, no momento que você disse que não queria nada comigo deixei quieto, eu sei muito bem respeitar um não.
— Não importa se você respeitou depois que eu disse não, a questão é que você não devia nem ter dado em cima de mim!
— Dei em cima de você porque achei que você estava a fim também. Se soubesse que você era tão cheia de frescura não tinha falado nada mesmo. — deu de ombros. — De qualquer forma, perdão pelo incômodo.
— Eu sou cheia de frescura? — Lily questionou boquiaberta.
— Exatamente. — Edward confirmou cruzando os braços. — Você é muito menininha, parece ser aquelas mulheres cafonas e românticas. Realmente não tem nada a ver comigo. Nós dois não temos nada a ver um com o outro.
— Ainda bem que não tenho nada a ver com você, sinal de que não sou uma grossa! — retrucou encarando o ruivo.
— Ei, eu não sou grosseiro. Só falei a verdade, será que é tão difícil escutar a verdade, senhorita? — a provocou ainda mais ao perceber que ela realmente estava ficando nervosa.
— Você é grosseiro sim e quer saber? Faça-me o favor de não dirigir mais a palavra a minha pessoa, Edward Smith. — falou saindo correndo até uma das salas dos médicos, em busca de achar a sala de Charlotte ou Alice.
[...]
— Que ódio Alice, aquele cara tem todos os defeitos do mundo. Ele é grosseiro, m*l educado, se acha o rei da cocada preta mas é um tremendo i****a, que raiva dele! — Olívia resmungou na sala da mais nova amiga.
— Você precisa se acalmar Lily, daqui a pouco vai ter um montão de pacientes pra atender. — a lembrou tentando tranquiliza-la.
Alice era uma jovem de vinte e oito anos, olhos vibrantes e beleza exótica que trabalhava como oncologista há três anos naquela clínica. Divorciada duas vezes, acabou seu segundo casamento por conta do TOC que sofria e desde então, passou a dividir casa com Charlotte, sua colega de trabalho de anos.
— Quem disse que eu estou nervosa? — Ela, que estava andando de um lado para o outro na sala da amiga, parou. — Só me estressei com ele naquela hora mesmo, mas já passou. Não vou dar importância a quem não merece.
— Ainda bem porque Edward frequenta nossa casa sempre, já que somos vizinhos e o irmão dele tem um caso com a Lottie. — a morena explicou organizando os objetos de sua mesa com muita cautela.
— Espera, o tal Nathan é irmão do Smith? — A morena assentiu com a cabeça. — Só me faltava essa. Parece que essa família está me perseguindo, só pode.
— Edward não é esse sapo todo não. Ele é divertido e bem legal quando quer, com o tempo você vai perceber isso. Agora vamos cuidar dos nossos pacientes?
— Vamos. — Lily respondeu saindo da sala da amiga e voltando a seus afazeres.
~*~
— Vamos terminar o que começamos ontem, sua gata? — Edward perguntou para Madeleine, deitando-a na maca e abrindo suas pernas.
— Ah Doutor, estou doida para ter meu tão esperado atendimento especial. — falou toda safada, vendo o ruivo descer as calças e tirar sua cueca. — Ops... — fez uma careta ao notar que o médico não estava ereto.
— Ué. — Smith olhou para baixo e corou ao notar que não conseguira uma ereção. — Isso, isso nunca tinha acontecido antes, Madeleine. Eu juro.
— É o que sempre dizem, não é mesmo? — Madeleine ironizou se levantando frustrada. — Tudo bem. Broxar é algo comum, pode acontecer uma ou outra vez com qualquer homem. Só não pode virar rotina! — ajeitou sua roupa amassada.
— Não vai acontecer de novo, eu prometo. — Edward vestiu sua cueca e calça.
— Será? Hoje você parece estar no mundo da lua. — ela notou — Como se estivesse pensando em outra coisa.
— É culpa da minha nova vizinha que trabalha aqui também, aquela metida armou um barraco ridículo comigo no corredor agora há pouco. Eu acho que isso me deixou um pouco disperso. — contou ficando de costas para a paciente. — A culpa é toda dela.
— Ok, espero que isso não se repita mais, Doutor. Até mais. — Madeleine disse saindo da sala dele.
— Olívia... Olívia! Você me paga por isso... — o ginecologista resmungou morrendo de raiva e terminando de se vestir.
[...]
Olívia atendera cinco crianças, a maioria com viroses ou outras doenças sem tanta importância. Após o atendimento, sentou-se em sua poltrona e mandou uma mensagem para sua mãe, avisando que tudo estava indo muito bem no novo trabalho. Segundos depois tomou um susto ao ver Smith invadindo sua sala parecendo totalmente fora de si.
— Quem você pensa que é pra invadir minha sala dessa forma, Smith?! — o repreendeu se levantando e apoiando suas mãos na mesa.
— Você me chamou de sapo naquela hora, não foi? — ele fechou a porta e caminhou até ela. — Pois bem, quem sabe se eu não for beijado por você, não me torno o príncipe daqueles contos de fadas ridículos dos quais você com certeza deve ser fã. — falou puxando a morena pela cintura e colando seus corpos.
— Não ouse fazer isso ou vai se arrepender — Bella avisou mas quando deu por si, os lábios dele já estavam grudados aos seus.
Edward passeou com sua língua quente por cada canto da boca da morena, acariciando seu cabelo levemente com uma mão, enquanto a outra repousava na cintura fina dela.
— Você enlouqueceu?! — a pediatra indagou o empurrando para longe. — Nunca mais repita isso ou eu vou procurar o diretor deste hospital e vou te acusar de assédio. — avisou ofegante. — Canalha! Anda, sai daqui!!! — o expulsou completamente desnorteada com aquele beijo.