Capítulo 3

1277 Palavras
Na manhã seguinte... — Talvez se você levasse a Olívia para a cama tudo voltaria ao normal, mano. — Nathan sugeriu durante o café da manhã com o irmão no apartamento que ambos dividiam há mais ou menos oito anos. — Mas não quero leva-la para a cama. — Smith negou fazendo uma careta, antes de tomar um gole de café. — Não? Então porque você simplesmente não para de falar nela desde que a conheceu? — o moreno questionou mordendo o último pedaço de sua torrada. — Porque ela está atrapalhando a minha vida s****l, oras. — o ruivo respondeu dando de ombros. — Me irrita e está me impedindo de fazer uma das coisas que mais gosto na vida que é t*****r. Pior é que é difícil não pensar nela afinal, além de trabalharmos juntos ela é minha vizinha, mora aqui na frente. — Pois bem Ed, se você souber seduzir não vai ser tão difícil ficar com ela. E então esse encanto ridículo vai passar e você vai poder continuar vivendo sua vida do modo como sempre viveu. — o neurologista insistiu se levantando e começando a tirar as coisas de cima da mesa para lavar, deixando o irmão mais novo bastante pensativo. ~*~ — Onde está a bonequinha mais linda do mundo? — Lily perguntou carinhosa ao entrar no apartamento de Sophie, sua irmã, que também morava em NY. — Estou aqui dinda, que saudades. — a garotinha de olhos castanhos e cabelos loiros respondeu pulando no colo da morena e enchendo sua bochecha de beijinhos. — Também senti muito sua falta. — a colocou no chão. — Anda, vá brincar com suas bonecas porque preciso conversar com sua mãe. — falou dando um tapinha no bumbum da menina de cinco anos que saiu correndo para seu quarto, a fim de brincar com suas bonecas. — E aí Sophie, como você está? — indagou abraçando a irmã. — Estou bem e muito feliz por você ter vindo morar aqui, mais perto de mim. — a morena disse sorrindo e finalizando o abraço. — Alec e eu estamos felizes como sempre, Lana está crescendo saudável. Enfim, não poderíamos estar mais felizes. — Que bom! Você tem muita sorte, Sophie. — Lily sentou-se no sofá da sala de estar dela. — Casou-se cedo, teve uma filha linda e saudável. Quero ter um casamento feliz que nem o seu e o dos nossos pais. — falou toda sonhadora. — Por quê seus olhos estão brilhando, Lily? — a morena questionou sentando-se ao lado dela. — Por acaso, você conheceu seu tão sonhado príncipe encantado? — Quem dera Sophie, eu conheci foi um sapo mesmo. E dos piores. Um cara lindo por fora, mas completamente i*****l por dentro. — suspirou frustrada. — Como assim? Me conta esse babado direito Lily — a dona de casa pediu curiosa e depois de suspirar mais uma vez, a médica resolveu contar tudo o que lhe aconteceu nos últimos dias para ela. ~*~ — Nunca vou entender seu lance com o Nate, sabia? Vocês são amigos, mas ao mesmo tempo se pegam em tudo quanto é canto. Vai ver isso é a tal amizade colorida que tanto dizem por aí. — Alice comentou com Charlotte enquanto ambas se alimentavam na lanchonete do hospital. — É isso, amizade colorida apenas. Nathan e eu temos química e transamos casualmente, só isso. E quando não estamos a fim de t*****r, conversamos sobre nossas vidas, sobre nossos sonhos como dois grandes amigos — a loira explicou tomando um gole de refrigerante. — Mas nós nunca passaremos disso, ele não acredita no amor e eu nunca tive planos de me apaixonar, casar ou ter filhos. Para mim tudo está bom do jeito que está. Mas e você? Como anda sua vida amorosa, minha amiga? — Desde que me separei do Dylan não me envolvi com mais ninguém. — Alice contou referindo-se ao seu ex-marido enquanto mordia um pedaço de seu sanduíche de presunto. — Já tentei levar vida de casada duas vezes, mas não dá certo mesmo. Homens são desorganizados, bagunçeiros, porcos, não consigo viver em um ambiente assim. Estou precisando de um tempo sozinha, curtindo eu mesma e as minhas próprias neuras. — explicou de boca cheia e se levantando. — Eu vou lá atender meus pacientes, até mais tarde. — despediu-se da amiga saindo de lá. [...] Depois de passar no banheiro para escovar os dentes e desinfetar suas mãos, Alice caminhava pelos corredores da recepção quando esbarrou em um homem que acabou derrubando todos os seus prontuários no chão. — Oh, desculpe moça! — o rapaz disse se agachando para ajuda-la a pegas as pastas e papéis. — Tudo bem. Argh, detesto ver minhas coisas espalhadas assim. — Alice murmurou ajeitando tudo o mais rápido que podia. — Está tudo bem? — o homem questionou com as sobrancelhas franzidas. — Sim. — a oncologista respondeu ficando de pé. — Está procurando alguém? — perguntou notando que ele olhava para os lados a todo momento. — A minha irmã, Olívia Brooks. Ela trabalha neste hospital. — ele explicou fazendo-a sorrir. — Então você é o Ethan? Ela já falou de você pra mim pois estamos moramos juntas há alguns dias. — Ah... Já sei! Você é Alice, certo? Ela também fala muito de você, disse que você costuma ter até um surto psicótico se ver um alfinete fora do lugar! — lembrou rindo e vendo a garota rir de volta — Muito prazer, senhorita. — se aproximou e estendeu a mão para ela. — Você tem ideia de quantas bactérias são trocadas em um aperto de mão? — recusou-se a dar a mão para o rapaz — Seria melhor nos beijarmos então, muito mais higiênico, pelo menos. — Não seja por isso. — Ethan beijou a bochecha dela. — O prazer é todo meu. — Alice deu um sorriso divertido para ele — Sua irmã não está, acho que só terá plantão hoje a noite. — Sem problemas, você poderia avisa-la que estive aqui? — Pode deixar, avisarei sim. — prometeu acenando para Ethan que sorriu para ela novamente e foi embora do hospital. ~*~ Depois de visitar Sophie, Olívia estava no apartamento cozinhando algo para comer pois estava faminta. — Realmente a Alice tem TOC. — notou ao abrir o armário e se deparar com tudo extremamente organizado, com potes separados por cores, do preto ao branco, quando de repente a porta de sua casa foi aberta e Edward entrou lá. — Que isso? Como ousa não bater na porta antes de entrar, criatura? — perguntou revoltada levando as mãos à cintura. — Lottie é minha vizinha de porta há anos, nem eu nem i Nathan costumamos bater aqui antes de entrar e vice-versa pois somos todos muito amigos. — explicou e ela o olhou desconfiada. — Se quiser, ligue para a Lottie e pergunta, ué! — deu de ombros. — O que você quer, Edward? — indagou se aproximando do ruivo. — De verdade? — ele fechou a porta e respirou fundo. — Olícia, sei que m*l nos conhecemos mas eu preciso t*****r com você para ver se essa maldição acaba, pois desde que te conheci não consigo mais funcionar com nenhuma outta mulher. Por isso, talvez eu leve um tapa na cara, um soco ou até uma voadora, mas mesmo assim eu vou tentar fazer uma coisa. — desceu seu olhar para os lábios carnudos dela. — Tentar o quê? — a morena perguntou arqueando a sobrancelha, bastante curiosa com o que viria a seguir. — Isso aqui. — Smith respondeu pegando-a de surpresa e lhe dando mais um beijo caliente.
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