Capítulo 4

1053 Palavras
— Seu canalha... — Lily xingou empurrando e dando um tapa de mão aberta em Smith, digno de dona Florinda em seu Madruga. — Nossa, sua bruxa! Essa doeu, sabia? — Edward resmungou levando as mãos a bochecha avermelhada pelo tapa. — Pois saiba que se pudesse eu seria uma bruxa mesmo só pra ter o prazer de te transformar em um sapo! Sapo por fora, porque por dentro você ja é um com certeza. — Olívia retrucou com as mãos na cintura, o fazendo rir. — Olívia, não quero nada sério com você, ok? Só queria t*****r para ver se essa maldição dos infernos passa logo porque desde que eu te conheci, estou broxando com tudo quanto é mulher e isso não é normal, pelo menos não comigo. — contou a verdade. — Será que você só sabe pensar em sexo, Edward? — Por acaso tem algo melhor para pensar? — ele indagou dando de ombros. — Claro que tem, em amor por exemplo. — Não acredito no amor. — deixou claro. — Já imaginava, alguém que só pensa em s*******m não deve mesmo ter algum tipo de sentimento puro e verdadeiro dentro do coração. — foi até a porta e a abriu. — Vá embora daqui imediatamente, Edward. — Está bem! — ele concordou saindo ao mesmo tempo em que Alice entrou na casa. — Eita... O que houve aqui? — a morena questionou curiosa colocando sua bolsa sob a mesinha de centro da sala. — Edward saiu com uma cara... — Edward me agarrou de novo e teve a canalhice de me convidar para t*****r com ele. — a pediatra explicou fechando a porta. — Será que esse homem não vai mais largar do meu pé? — Sei lá. — Alice sentou-se no sofá e tirou seus sapatos. — Ah, seu irmão esteve no hospital hoje e pediu pra te avisar que ele esteve por lá. — Ok, obrigada, depois eu ligo para ele. — Bella escorou-se na parede. — Que cheiro é esse? — Alice perguntou fazendo uma careta. — Hum... Estou sentindo também. — Parece de queimado. — Céus, a comida!! — Bella exclamou saindo correndo até a cozinha e vendo que todo seu almoço estava todo queimado. — Droga, tudo culpa do Smith, como sempre! Esse homem parece um carma! ~*~ — Amor, que tal um jantar romântico hoje à noite? Faz tempo que não fazemos isso e Lana vai dormir na casa de um coleguinha hoje, então nós ficaremos sozinhos aqui. — Sophie sugeriu para Alec, seu marido há 10 anos, que estava se arrumado para ir ao hospital, onde era enfermeiro-chefe. — Eu acho que não vai rolar, tenho plantão hoje. — o moreno de olhos claros negou vestindo seu uniforme. — De novo? — Sophie se sentou na cama do quarto deles. — Faz três noites seguidas que você está ficando de plantão. — recordou. — Pois é, a coisa está puxada por lá. — ele explicou ajeitando seu topete no espelho. — Vamos deixar isso para um outro dia, certo? — foi até a morena e lhe deu um selinho rápido. Em seguida Alec foi embora, deixando a dona de casa um tanto quanto frustrada. ~*~ Nathan estava sentado em sua poltrona de couro na sala de seu apê assistindo o jogo de seu esporte favorito, futebol americano, quando ouviu batidas na porta. O moreno se levantou e foi até a mesma abri-la, tendo uma surpresa agradável e prazerosa. — Charlotte? — ele sorriu ao vê-la. — Oi, queria saber se você tem um pouquinho de açucar para me emprestar. — a loira indagou brincando. — Ah gata, adoro quando você usa esse truque do açucar. — o rapaz disse a puxando para dentro de casa, lhe prensando contra a parede e lhe dando um beijo cheio de desejo, quando... — Ops, desculpe! — Smith disse entrando na casa e os flagrando naquele momento íntimo. — Que saco, Edward! — Nathan reclamou se afastando da neurologista. — Parece que esse negócio de atrapalhar transa alheia é de família mesmo, não? — o ruivo ironizou fechando a porta. — Deve ser. — Nathan disse dando risada. — Está tudo bem, Edward? — Lottie perguntou reparando que o homem parecia meio desanimado. — Não, pois não consigo levar a Olívia para a cama e isso está atrapalhando minha vida... — pigarreou. — s****l. — Se está pensando em levar minha amiga para a cama, você pode tirar o seu cavalinho da chuva, Smith. Ela é muito certinha pra sair por aí ficando com qualquer um... — a jovem o alertou, deixando o amigo ainda mais desanimado. ~*~ — O que está fazendo, Lily? — Alice questionou curiosa ao ver que a morena não tirava os olhos da janela. — Estou observando nossos vizinhos do prédio da frente. Tem um gordinho discutindo com uma cara de terno. — Pelo jeito você é das minhas. — a oncologista, que estava refazendo o almoço delas, baixou o fogo da panela, foi até o rack e pegou um binóculo. — Tome isso, vai facilitar para você. — Obrigada. — Lily respondeu dando risada. — Quem são eles? — O da esquerda é Joe, o peladão. De noite ele costuma aparecer pelado na janela e te adianto que a visão que temos não é nada agradável... — deu risada — Já o da direita é o nosso vizinho psicopata. — Psicopata? Como assim? — a médica residente questionou com os olhos arregalados. — Esse cara chegou aqui há duas semanas e é muito esquisito, muito mesmo. Ele não fala com ninguém, costuma ligar o som tão alto que dá para escutar daqui. Anda sempre com ternos bem alinhados e limpos, o que diga-se de passagem não é nada r**m. Continuando, está sempre de óculos escuros, sério e durante essas semanas já vi três mulheres entrarem em seu apartamento, mas curiosamente nunca as vi saindo. — Pode ser que você não tenha as visto porque não fica 24 horas por dia aqui vigiando ele. — Lily sugeriu observando os vizinhos saírem de perto um do outro e entrarem em suas casas, através do binóculo. — Sim, mas vai que ele é um psicopata que nem naquele filme Janela Indiscreta? Nunca se sabe. — Alice argumentou com a pulga atrás da orelha.
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