Capítulo 5

1177 Palavras
— Só me faltava essa mesmo, um vizinho psicopata e um peladão cafona... — Lily murmurou fazendo uma careta e tirando o binóculo dos olhos, os entregando de volta para a amiga. — Pelo menos se o peladão fosse bem dotado seria até interessante, mas Joe está mais para um palito de dente do que uma banana, se é que me entende. — Alice zombou pondo o binóculo sob a mesa de centro da sala. — Eca, Alice!! — Bella deu risada, sentando-se no sofá quando Charlotte entrou em casa. — Você anda roubando corações hein, dona Lily? Smith está lá na casa dele com cara de cachorro morto, quase subindo pelas paredes porque não está conseguindo te levar para a cama. Não só você, mas nenhuma outra mulher — fofocou entre gargalhadas. — Não está conseguindo e nem vai, se depender de mim. — a morena avisou dando de ombros — Eu quero distância daquele sapo boi. — as três acabaram dando risada de novo. — Para Lily, de sapo boi ele não tem nada. Pelo contrário, Edward é bem gatinho, isso sim. — Alice comentou maliciosa. — Só se for para você porque para mim ele é o cara mais feio do mundo. — Lily mentiu pois mesmo não querendo, achava sim Edward um belo rapaz. ~*~ — Você parece tão frustrada, maninha. — Ethan comentou enquanto almoçava com Sophie em um restaurante perto da casa noturna onde ele trabalhava há anos. — E estou frustrada mesmo, Ethan. Passo o dia todo trancada arrumando casa, fazendo comida, levando minha filha para a escola. A mesma rotina sempre e sempre. Quando chega à noite, ao invés de ter o meu marido comigo fico sozinha porque ele não sai mais daquele hospital. — a morena desabafou incomodada com o modo que vinha levando sua vida nos últimos anos. — Parece até que ele mora mais naquele hospital do que na nossa casa. — Você precisa de estímulo irmã, de incentivos para seguir em frente. — ele sugeriu tomando um gole de suco de laranja, seu sabor favorito. — E onde eu encontrarei isso? — ela questionou pondo uma garfada de comida na boca. — Parece que tudo está cada vez mais sem graça, eu até queria comentar com a Lily, mas deixei para lá porque não queria deixa-la triste. Mas me diga, onde eu poderei encontrar algum estímulo? — Trabalhando, estudando. — ela arregalou os olhos ao ouvir a sugestão do loiro. — Você precisa sair dessa bolha chata que a sua vida se tornou. — E quem me daria trabalho? Eu não tenho profissão, só concluí o ensino médio porque a Lily praticamente me forçou, já que quando Alec me pediu em casamento, ele se tornou o centro da minha vida, dos meus sonhos. — contou lembrando de seu doce passado. — Eu! Posso te arrumar um serviço de garçonete na boate, caso você queira. Mas o salário não é lá essas coisas, mas para um começo acho que está bom. O que você acha? — Você faria mesmo isso por mim? — ele assentiu com a cabeça. — Maninho, você não existe! — exclamou sorrindo mas logo ficou séria. — Mas tem um porém, Alec jamais deixaria que eu trabalhasse em uma boate, ele costuma ser muito conservador comigo. — E desde quando ele tem que deixar alguma coisa? — Ethan gargalhou. — Estamos no século vinte e um, Sophie! — Alec é controlador assim como o Jack, esqueceu disso por acaso? — Sophie disse lembrando o rapaz de que ele também tinha teto de vidro. — Pior que é verdade. — Ethan fez uma careta. — Céus, aonde fomos nos meter, não é mesmo? — e ambos deram risada juntos. ~*~ Nathan e Edward estavam em casa assistindo DVD na televisão. O filme no caso era o favorito de ambos, Instinto Selvagem, com uma das mulheres que ambos acham mais lindas na vida, Sharon Stone. — Nossa. — Edward murmurou tomando um gole de sua cerveja. — Como essa mulher é gata. — Nathan mordeu os lábios. — Muito mesmo. — o ruivo foi tomar mais um pouco de sua bebida quando notou que a mesma tinha acabado. — Argh... — gruniu levantando do sofá e indo até a geladeira, a fim de pegar mais cervejas. — Droga, acabou a cerveja Nate. — A minha também. — o moreno revirou os olhos. — Vou lá na Lottie ver se ela tem mais na geladeira. — Edward avisou indo até a porta. — Vai perder a cena da cruzada de pernas, cara. — Quando chegar nessa parte você pausa para mim, ok? — o ginecologista pediu antes de sair do apê e o irmão fez sinal de positivo com a cabeça. ~*~ — As canecas sempre ficam organizadas da cor mais clara até a mais escura e por tamanhos, está vendo? — Alice estava explicando para Lily como funcionava a organização do armário da cozinha. — Eu estou sim. — a morena fez uma careta — Precisa mesmo ficar tudo tão arrumado assim Ali? — Sim, quando algo fica fora do lugar me dá uma aflição danada. — a morena explicou fechando a porta do armário quando Edward entrou na casa delas. — Lottie, você tem cervejas? As nossas acabaram. — o ruivo olhou para os lados vendo que a loira não estava ali. — Lottie foi trabalhar, Ed. — Alice avisou. — Ah... Mas e as cervejas? Vocês tem aí? — Oi para você também. — Lily disse irônica. — Oi, pensei que não estivesse em casa. — Edward acenou para a jovem. — Mas estou e gostaria muito que batesse na porta antes de entrar, este é um dos princípios básicos da educação. — Olívia ironizou de novo cruzando os braços. — Por quê vocês dois não se pegam de uma vez? — Alice revirou os olhos — Tem cervejas na geladeira sim, Edward. Pode pegar a vontade. Vou tomar um banho para ir ao plantão. Ah, não quero nenhuma bagunça na casa, crianças. — brincou saindo da sala e indo até o banheiro. — Aqui. — Lily abriu a geladeira, pegou algumas cervejas e entregou para o rapaz. — Bebendo há essa hora do dia? — Sim, quer beber comigo? — Não. — a morena revirou os olhos — Qual o problema conosco, Edward? Por quê não conseguimos nos sentar e conversar civilizadamente? — Eu também queria entender isso. — ele colocou uma das cervejas sob a mesa e coçou a cabeça. — As vezes nós parecemos dois adolescentes. — Pois é, parecemos mesmo e isso é ridículo. — ela virou o rosto para o lado. — É melhor eu ir. — Edward pegou as cervejas de volta. — Obrigado por elas. — as ergueu para o alto e sorriu. — Ok, mas antes de você ir embora... Posso te fazer uma pergunta? — Lily questionou mordendo o lábio. — Pode sim, claro. — confirmou e ela se aproximou dele. — Edward... Por que você não consegue acreditar na existência do amor?
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