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Reino de Lucis, sou Katherina Dragons. Escrevo para pedir ajuda. Meu reino está sob ameaça de guerra e meu marido, o rei Damon, se encontra terrivelmente doente. Por favor, nos ajudem. Eu e meu reino seremos eternamente gratos à vossa ajuda em um momento tão difícil. É preciso ajudar, para juntos a ameaça derrotar. Uniremos forças e assim, quando vocês precisarem, estaremos aqui também para ajudar.
Ass: Rainha Katherina Dragons.
Eles não vieram…
Poucos reinos vieram nos ajudar naquele dia, aquele maldito dia que me assombra até hoje. Ainda tenho pesadelos com meu pai sendo morto com uma espada no coração e minha mãe decapitada.
Foi um banho de sangue.
Não sei o que realmente aconteceu naquele dia, eu me escondi com meus dois irmãos no armário e por uma pequena brecha, vi toda a atrocidade que fizeram com meus pais, mas fiquei quieta e assisti tudo.
Por pouco não morremos também.
Mas vencemos. Mesmo com as forças se esgotando e um exército quase inexistente. Nós vencemos!
Eu e meus irmãos tivemos que ser fortes, mesmo que tivemos 9,7 e 5 anos, tivemos que ser fortes e aguentar tudo.
Nasci com o fogo do dragão correndo nas minhas veias e por isso sou a herdeira, a principal na linhagem, para assumir o trono de Dragons. E foi o que fiz.
O reino de Dragons foi escondido por magia, e assim, procurei uma maneira de espalhar por vilarejos próximos que havíamos sido destruídos. Rápido, a fofoca se espalhou, agora só precisávamos nos erguer. Pouco a pouco fui reconstruindo o que foi destruído. Pessoas que moravam aqui permaneceram, mas com a seguinte ordem de não espalhar e nem sair do reino de Dragons. Não iríamos ajudar quem não nos ajudou.
Capítulo 1
Passos apressados são ouvidos por todo o corredor, o eco dos passos foi diminuindo quando Apollo parou em frente à porta da sala do irmão.
– Luk?
– Pode entrar. – diz Luk olhando o irmão passar apressado pela porta.
– Acabou de chegar uma carta do norte para você.
– O que ela diz?
– Não abri. Você sempre briga comigo quando abro as cartas. – diz Apollo, pegando uma garrafa de bebida em cima da mesa e colocando em um copo. – Abre logo!
Luk abre rapidamente a carta, ele a pegou e começou a lê-la.
– Então, o que diz? – perguntou Apollo curioso.
– Moradores do lado norte estão sendo atacados. Suas casas estão sendo invadidas e suas plantações destruídas. Estão pedindo ajuda.
– Será que são os Selkies? – perguntou Apollo.
– Não tenho dúvidas de que sejam eles. Sempre estão atrás de confusão e fazem de tudo para tentar chegar até o reino – diz Luk. – Amanhã, bem cedo, irei até a área atacada para fazer uma vistoria. Você ficará no comando enquanto estou fora. Ah! Cuida da Luci.
– Aquela pequena lobinha vai estar em boas mãos – diz Apollo.
– Isso é o que me preocupa. Não quero minha filha com um mínimo arranhão. – diz Luk olhando ameaçadoramente para o irmão.
– Não se preocupe. – diz Apollo. – Agora preciso ir, irei tomar um banho para tirar todo o suor do treino.
– Irei olhar se Luci comeu, ela tem a mania de ficar olhando o exército lutar na ala de treino, eu já a proibi de ir até lá, porém aquela filhote me desobedece.
– Luci é das minhas. – diz Apollo sorrindo, porém, logo fica sério quando Luk o olha de cara f**a. – Melhor eu ir tomar banho.
– Eu também acho melhor você ir, antes que eu enfie essa adaga em você. – diz Luk fazendo Apollo em alguns segundos sair rapidamente de sua sala.
[…]
No dia seguinte…
– Luci! – Luk grita e, em seguida, passos rápidos na escada e risos infantis tomavam conta do ambiente.
– Tio! – grita Luci correndo em direção à Apollo.
– O que a minha lobinha aprontou desta vez? – pergunta ele, pegando a sobrinha no colo.
– Papai ficou bravo porque pulei na cama dele – diz Luci. – Só que meus pés estavam sujos.
Apollo soltou uma gargalhada.
– Achei você! – diz Luk. – Seu tio não irá te proteger.
– Deixa-a, Luk. – diz Apollo. – Ela é apenas uma criança.
– Mas precisa de limites – diz Luk. – Essa é a última vez, se voltar a acontecer, você estará proibida de ter aula de luta.
– Não, papai. – diz Luci com seus olhinhos se enchendo de lágrimas. – Por favor. Me desculpa.
– Será a última vez, não se esqueça disso. – Luk se senta e começa a tomar seu desjejum. – Irei partir em alguns minutos, tentarei voltar ainda hoje. Luci, se comporte.
– Sou um anjo. – diz Luci, sorrindo sapeca.
– Você é uma loba. – diz Apollo.
– Vou te arranhar com minhas garras – diz Luci, mostrando suas pequenas garras para o tio.
– Nossa, que lobinha mais feroz. – diz Apollo. – Solta um rugido para o tio.
Assim, Luci solta um pequeno rugido que parecia mais com um miado. Apollo não aguenta e acaba soltando uma gargalhada.
– Você parece uma gata, não uma loba. – diz Luk.
– Parem vocês dois! – diz Luci brava enquanto cruza os braços.
– Vocês se entendam, eu estou de saída. – diz Luk se levantando. – Apollo, tenha cuidado em Luci. Filha, toma conta do seu tio.
– Vou me comportar, papai. – diz Luci, saindo do colo do tio e indo até seu pai, que a pegou no braço e a abraçou fortemente.
– Eu te amo. – diz Luk beijando os cabelos da filha.
– Te amo, papai. – diz ela, agora sendo colocada no chão.
– Se cuidem, eu volto o mais rápido possível.
Assim, Luk vai embora, deixando Luci sob os cuidados do tio, ou vice-versa.
[…]
– Tio, me ensina alguns truques de luta?
– Claro, lobinha. Vamos aprender algo muito importante: como se proteger. – anunciou Apollo, segurando um bastão de treino.
Luci olhou para o tio com interesse, pronta para absorver cada palavra e movimento.
– Como? – ela perguntou, sua voz cheia de curiosidade.
Apollo se ajoelhou diante dela e começou a explicar os princípios básicos da autodefesa.
– Primeiro, precisamos estar cientes do nosso espaço e manter uma postura firme. – instruiu Apollo, demonstrando uma posição defensiva.
Luci imitou seu tio, concentrando-se em manter-se firme e atenta.
– Isso mesmo, Luci. Agora, se alguém tentar te agarrar, você precisa saber como se libertar. – explicou Apollo, guiando-a através de um movimento de escape.
Eles passaram horas praticando diferentes técnicas de autodefesa, desde bloqueios simples até manobras mais avançadas. Apollo incentivou Luci a se esforçar, elogiando seu progresso a cada novo movimento aprendido.
À medida que o treinamento avançava, Luci começou a ganhar confiança em suas habilidades. Seus movimentos se tornaram mais fluidos e precisos, refletindo a dedicação e o empenho que ela colocava em cada exercício.
Ao final da lição, Apollo olhou para Luci com orgulho brilhando em seus olhos.
– Você se saiu incrivelmente bem, Luci. Estou muito orgulhoso de você – disse ele, abraçando-a com ternura.
Luci sorriu amplamente, radiante com a sensação de realização.
– Obrigada, tio Apollo. Eu me sinto mais forte agora. – respondeu ela, sua voz transbordando de determinação.
– Que bom, mas não se esqueça de que ainda terá muita a aprender. Afinal, daqui a alguns anos você se transformará. Será uma grande loba.
– Irá doer, tio? – pergunta ela com um pouco de medo na voz.
– Você irá conseguir, meu amor, pode até doer um pouco no começo, mas logo você estará correndo na sua forma animal por toda essa imensa floresta. E esquecerá toda a dor que passou. Você irá conseguir.
– Obrigada, tio. Se alguém mexer com o senhor, eu irei mordê-lo. – diz Luci.
– É assim que se faz. – diz ele fazendo um “toca aqui” com Luci, ela sorria animadamente.
– Tio, posso ir até a cozinha comer um biscoito, estou com fome. – diz ela, tocando a barriga e fazendo careta.
– Pode ir, traz alguns para mim? – pede ele.
– Claro, volto em alguns minutos.
Assim, Apollo observa Luci correr em direção ao castelo. Andrea, mãe de Luci, morreu durante o parto. Foi muito difícil para Luk, ele sofreu muito e ainda sofre com isso. Mas, gradualmente, o tempo vai curando todas as feridas.