Sete meses...onze dias...oito horas e vinte minutos…. Esse foi o tempo que se passou desde que Miguel foi internado nesse hospital e desde então eu nunca mais vi seus belos olhos, ou contemple o sorriso que abala meu coração. Os médicos que no começo pareciam animados com sua recuperação, agora estão hesitantes com o fato dele se manter em estado de coma. Não existe uma previsão de quando ele acordará ou se acordará, mas uma coisa é certa, eu não vou abandona-lo de jeito nenhum. Ando calmante por entre os corredores do hospital, assim como tenho feito a sete meses. Passo pela recepção e cumprimento as recepcionistas e enfermeiras do plantão, antes de seguir até o fim de mais um corredor. Paro em frente a uma das portas brancas e respiro pesadamente antes de entrar. Tudo continua ex

