A fumaça de seu charuto ardia em meu nariz, mas não se comparava com a queimação que era o uísque puro descendo por minha garganta. Meu pai havia me dado aquela dose, alegando ele que me daria coragem. Segurou minha mão, apertando contra o revólver, fazendo com que eu ganhasse firmeza e parasse de tremer. — Seja homem! — Disse ele ao meu ouvido, meus olhos incertos encaravam um homem ensanguentado, amarrado a uma cadeira. Um de seus olhos havia saltado para fora, mas as pálpebras estavam tão inchadas, que não dava para perceber a falta do globo ocular. Ele suplicava coisas sem sentido, a saliva de sua boca já havia ganho uma coloração avermelhada, misturava-se com aquilo que saia de seu nariz. Estremeci quando ele elevou a cabeça, seu olho solitário veio até mim como se sugasse minha

