“Preste atenção, querido. — Voz de minha mãe veio até mim doce como sempre, ela tocou o alto de minha cabeça com a mão que segurava seu cigarro, em seguida puxou meu queixo para frente. — A mágica está prestes a ser feita. — Tapou a vasilha com um pano, passou a mão pela barriga, que já se esgueirava pelos nove meses. — Sozinha aí dentro ela vai crescer. A mesma coisa com o seu irmão, aos poucos ele vai crescendo dentro de mim.” “Ela. — Disse eu, ainda muito pequeno, mas coberto de razão. — Vai ser uma menina, e vai se chamar Isabela!” Minha mãe gargalhou, acariciando minhas bochechas. “E o que você vai fazer quando ela nascer?” “Vou cuidar dela com toda a força do mundo!” Lembrei daquilo com a ventania em meu rosto, olhei para Isa adormecendo nos fundos, era quase meia noite, falt

