Depois de horas de cirurgia, o médico sai. Eu levanto minha cabeça do peito de Sam, que estava me segurando, e pulo quando ele caminha até nós. -Sra. Hoult? A mãe e eu atendemos simultaneamente, e o médico olha para nós duas, tirando a máscara cirúrgica. -A esposa dele?
-Sou eu. Eu sussurro, indo até ele. -Como ele está? Ele vai ficar bem? Eu questiono em uma enxurrada, e ele suspira, olhando para mim m*l-humorado.
-Sra. Hoult, seu marido tem muita sorte de estar vivo, dado o estado em que estava quando foi trazido. Ele tem oito costelas quebradas, um rim rompido e um pulmão perfurado. bateu forte na cabeça e fraturou o crânio. Ele explica, e eu engasgo com um soluço. -É realmente um milagre que ele tenha aguentado tanto tempo."
-Oh meu Deus.
-Doutor, o que isso significa? Meu filho vai ficar bem? Coles pergunta ao médico, envolvendo seus braços ao redor de sua esposa soluçando.
-Não podemos dizer com certeza neste momento. Ele está lutando para se manter vivo, mas com os ferimentos que sofreu, seria um milagre se ele sobrevivesse à noite. Fizemos tudo o que podemos por ele medicamente. continuarei a monitorá-lo de perto, embora as próximas vinte e quatro horas sejam críticas. Ele explica e olha para mim. -Ele é um rapaz forte e está em uma luta infernal lá.
-Posso vê-lo? Eu pergunto, e ele suspira. -Por favor, só por um segundo? Eu soluço, e ele assente.
-Ok, mas só por um segundo. Ele concorda e gesticula para que eu o siga.
-Sheila? Eu me viro e olho para sua mãe; ela me olha suplicante. -Diga a ele que eu o amo. Concordo com a cabeça e me viro para seguir o médico até a sala de cirurgia, onde eles me deram aventais e máscaras e me ajudaram a desinfetar minhas mãos antes de me levarem para a UTI para vê-lo.
Ouço máquinas apitando assim que entro na sala, e meu coração começa a disparar. Eu paro na porta e solto um suspiro trêmulo. O médico para e olha para mim. -Vamos, querida, está tudo bem, não tenha medo. Ele me assegura com um aceno de cabeça. Concordo com a cabeça e rastejando para o quarto. Eu respiro fundo quando o vejo.
-Oh Deus. Eu ofego, segurando meu peito. Lágrimas borram minha visão e rolam pelo meu rosto quando vejo o estado do meu marido – meu Cole. -Oh Deus. Eu não conseguia recuperar o fôlego. Ele nem se parecia com ele mesmo.
A cabeça de Cole estava enfaixada, rosto e olhos machucados e inchados. Seu corpo uma vez liso e bronzeado estava coberto de cortes e hematomas. Eles o ligaram a ventiladores. Gotejamento IV por um lado e uma transfusão de sangue por outro. Eu gemo e balanço a cabeça, me afastando dele. Eu não suportaria vê-lo naquele estado. O médico segura meus ombros e olha para mim.
-Querida, ele está muito espancado, mas ele precisa de você agora mais do que nunca. Ele me diz tranquilizador. Eu aceno e me viro para olhar para Cole novamente. Meu coração doeu ao vê-lo assim. Eu me forço a me aproximar dele, e pego sua mão machucada na minha trêmula.
-Oi, baby. Eu murmuro baixinho, passando meu polegar suavemente sobre seus dedos. -Eu não sei se você pode me ouvir, mas estou bem aqui com você. Por favor, baby, continue lutando e volte para mim. Volte para a nossa menina que precisa de você. Eu choro, beijando seus dedos. -Eu vou ficar aqui com você até que você abra esses lindos olhos verdes e olhe para mim novamente. Estamos todos esperando você superar esse baby. Você me prometeu que voltaria, então estou segurando você a essa promessa. Eu digo a ele e beijo sua mão novamente. Eu me inclino perto de seu ouvido e sussurro. -Te amo amor da minha vida.
-Sheila. Eu olho de volta para o médico, e ele balança a cabeça, me informando que é hora de ir. Eu olho para Cole e mordo meu lábio.
-Sua mãe disse que te ama muito. Digo a ele e coloco sua mão de volta para baixo com cuidado. -Eu estarei lá fora, baby. Eu sussurro e beijo meus dedos e os pressiono sobre seu coração. Eu recuo vacilante, meus olhos nunca deixando ele até que o médico me guie para fora do quarto. A porta se fecha, e eu me pressiono contra ela, meu rosto pressionado contra o vidro olhando para ele. -Por favor, baby, não desista. Lute por mim. Eu respiro, fechando meus olhos, lágrimas escorrendo pelo meu rosto.
Assim que tiro o vestido e as máscaras, saio da UTI de volta para onde todos estavam esperando. Todos se levantam quando me veem ali, olhando para a frente com olhos vagos. Eu não conseguia tirar o estado de Cole da minha mente – essa imagem me assombraria para sempre. Ana e Jo vêm até mim, envolvem seus braços em volta de mim e me levam até as cadeiras. -Sente-se, querida. Jo me direciona para o assento.
-Você está bem, querida? Minha mãe pergunta, ajoelhada na minha frente e segurando meu rosto em suas mãos. -Sheila? Ela me sacode, e eu olho para ela.
-Acho que ela está em choque. Afirma Josh, de pé. Ele se ajoelha ao meu lado e vira meu rosto para que eu possa olhar para ele. -Shay, diga alguma coisa.
-Ele está tão quebrado. Eu sussurro, lágrimas de desespero rolando pelo meu rosto. -Ele não... ele não se parece com... Cole. Olho nos olhos azuis de Josh e soluço. -Ele não se parece com Cole!
-Ei, me escute. Ele levanta meu olhar para ele quando eu abaixo minha cabeça. -O que Cole odiava mais do que tudo quando se tratava de você?
- Me ver chorar. Eu sussurro, e Josh acena com a cabeça.
-Exatamente, então você vai se recompor por ele e seu bebê. Você me ouviu? Porque quando ele acordar e ver o seu estado, ele vai me dar uma surra por não cuidar de você. Fecho os olhos e balanço a cabeça com um suspiro pesado. -Vamos pegar um pouco de ar e algo para beber. Tudo bem?
-Eu não vou deixá-lo. Eu recuso, balançando a cabeça. -Prometi a ele que vou esperar aqui fora, e ficarei até que ele acorde.
-Sheila, Josh está certo. Pegue um pouco de ar. Vai te fazer bem, mana. Estamos todos aqui, não se preocupe. Sam me garante. Olho para Josh e as meninas, que acenam em resposta.
Suspiro e permito que me levem até o refeitório. Tomamos um café e eu tomei um chocolate quente enquanto estávamos sentados do lado de fora. -Ele vai conseguir, certo? Pergunto a ninguém em particular enquanto olho para o meu copo de plástico.
-Claro que ele vai. Ana me tranquiliza enquanto pega minha mão na dela. -Você ouviu o que o médico disse. Ele está lutando para se manter vivo.
Eu fecho meus olhos. -Eu fico imaginando Cole naquele avião sozinho. Como ele deve ter ficado apavorado. Eu deveria ter ido com ele. Eu deveria estar lá ao seu lado.
Josh se senta ao meu lado e acaricia minhas costas como apoio. -Sheila, não se culpe. Se você estivesse lá, vocês três estariam em perigo. Quando falei com o controle aéreo, eles disseram que o piloto relatou uma falha no motor da turbina no meio do voo, quando eles estavam cruzando o Mar do Norte. e voando sobre a Alemanha. Os pilotos não tiveram outra escolha a não ser fazer um pouso forçado em um campo aberto logo acima da Alemanha para evitar colidir com a cidade e ferir mais pessoas. Tanto o piloto quanto o co-piloto morreram no impacto, mas Cole está tão notavelmente sorte de estar vivo agora.
Eu balancei minha cabeça. -Eu preferia estar naquele avião com ele e morrer do que viver com medo de perdê-lo e ter que enfrentar ficar sem ele. Eu digo a ele m*l-humorado. Eu não suportaria continuar sem ele. Parece egoísta, mas é o que é. Agora entendo mais do que nunca como minha mãe se sentiu depois de perder meu pai e por que ela não conseguia enfrentar o mundo sem ele. Você realmente sente que uma grande parte de si mesmo morre junto com eles.
-Sheila, não fale assim. E seu bebê? Não importa o que aconteça, mesmo que o pior aconteça, você sempre terá uma parte de Cole com você através de seu bebê. Jo diz, estendendo a mão e enxugando minhas lágrimas. -Você a concebeu através desse amor feroz que você e Cole têm um pelo outro.
-E como eu vou olhar para ela e não ver Cole ou lembrar o que eu perdi? Eu choro, olhando para a minha barriga.
-Sheila, pare de falar como se você já tivesse perdido a esperança de que ele vai sobreviver. Cole está lá lutando para permanecer vivo por vocês dois. Ana afirma e eu suspiro.
-Ana, estou com medo. Eu soluço, balançando a cabeça. -Eu tenho esse sentimento de pavor no fundo do meu coração, e não consigo me livrar dele.
-Vai ficar tudo bem. Você vai ver. Cole vai acordar, e vocês dois vão ser felizes de novo. Jo me acalma, e eu expiro pesadamente.
-Oh Deus, eu espero que sim.