Apertando a ferida aberta na minha mão com uma quantidade considerável do papel higiênico que retirou do banheiro do evento, Elaine me olhava com muitas perguntas não pronunciadas. Ela esperava sinceridade, o que eu não podia dar de bom grado sem comprometer a minha farsa. Eu sabia que ela tinha visto tudo, embora não tivesse entendido o contexto da briga que tive com Cecília. — Acho que parou de sangrar — observou Elaine, tirando o papel de cima da minha palma. Foi uma lesão pequena, resultado da ferida anterior que ainda estava em processo de cicatrização. — Obrigada — falei, sem jeito. Eu ainda tremia, chateada com o que ocorreu. Tinha prometido a Ethan que confiaria nele, e realmente queria, mas ouvir aquela mulher me contando que o teve em sua cama me pegou de surpresa. Foi bai

