Capítulo 12

2489 Palavras

Nunca havia passado tanta vergonha em minha vida. Se tivesse cagado nas calças no meio na escola inteira, poderia inventar uma doença. Assim as pessoas ficariam com pena de mim e dariam risada com a consciência pesada, entretanto, como explicar os pais que eu tinha? Estava sentado no banco de trás, olhando para o tapete sujo de lama, com o banco do meu pai na minha frente. Queria por o máximo de espaço entre mim e Carmen, como se ela fosse algum tipo de zumbi altamente contagioso. Estava com os nossos boletins entre os dedos, rasgando as bordas das folhas. Graças a algum poder do universo, eles não estavam brigando dentro do carro. Juro pela minha vida que, se começassem, iria abrir a porta e me jogaria do carro. Faria o possível para cair debaixo dele, mais precisamente: cair com a cabe

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