No quertinho do camarote

929 Palavras

Tatu narrando Cheguei no cara que tava olhando pra Patricia direto, sem nem piscar. Não era olhar de quem admira, era olhar de quem queria testar meus limites. E isso, comigo, não cola. Fui andando firme, olhando dentro do olho dele. Ele até tentou disfarçar, virar o rosto, mas já era tarde. O vapor que eu mandei chamar ele ficou na retaguarda, pronto pra qualquer coisa. — Fala tu, irmão… tá perdido no baile? — soltei, com aquele tom calmo que todo mundo que me conhece sabe que é pior que gritar. — Não, não… só curtindo — ele respondeu, tentando rir, mas a voz tremeu. — Curtindo ou encarando minha mulher? — perguntei, chegando mais perto. Senti ele engolir seco. — Olha, parceiro… baile tem várias mina. Se tu quiser continuar aqui inteiro, para de brincar com o que é meu. Ele levantou

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