Tatu narrando Cheguei no cara que tava olhando pra Patricia direto, sem nem piscar. Não era olhar de quem admira, era olhar de quem queria testar meus limites. E isso, comigo, não cola. Fui andando firme, olhando dentro do olho dele. Ele até tentou disfarçar, virar o rosto, mas já era tarde. O vapor que eu mandei chamar ele ficou na retaguarda, pronto pra qualquer coisa. — Fala tu, irmão… tá perdido no baile? — soltei, com aquele tom calmo que todo mundo que me conhece sabe que é pior que gritar. — Não, não… só curtindo — ele respondeu, tentando rir, mas a voz tremeu. — Curtindo ou encarando minha mulher? — perguntei, chegando mais perto. Senti ele engolir seco. — Olha, parceiro… baile tem várias mina. Se tu quiser continuar aqui inteiro, para de brincar com o que é meu. Ele levantou

