Patrícia narrando Continuamos no camarote. Eu até tentei relaxar, fingir que tava tudo bem, beber um pouco, rir com as meninas… mas o cara continuava ali embaixo, encostado no canto da pista, com o copo na mão, e os olhos cravados em mim. Era insistente. Intenso. Invasivo. Tatu notou de novo. Vi quando ele virou o rosto devagar e mirou o sujeito. A expressão dele endureceu na hora. O maxilar travou, os olhos gelaram. Quem conhece o Tatu sabe — quando ele fica calado demais, é porque tá se controlando pra não fazer besteira. Ele não falou nada comigo, só levou a mão até o ponto no ouvido. — Chama o vapor do lado da saída. Manda subir o cara de preto, calça clara. Agora. Foi isso. Seco. Reto. A ordem saiu sem hesitação. Na mesma hora, vi um dos vapores lá embaixo dar o sinal e se a

