Roberta narrando — Como vou te perdoar, Rogi? — minha voz saiu baixa, cansada. — Não foi um erro nosso… eu estava com pouco tempo de gestação. Eu me senti culpada por anos. Me questionei mil vezes: será que eu me alimentei m*l? Será que o estresse? Será que… — respirei fundo, tentando conter o nó que subia pela garganta. — Mas com o tempo… eu fui entendendo. São planos. Planos de Deus. Ele me olhou, como se aquelas palavras batessem forte nele, confusas, contraditórias. E com os olhos vermelhos, perguntou: — Você acredita em Deus? Depois disso tudo? Eu não precisei pensar. Apenas senti. — Ele que me ajudou, Rogi. — falei com firmeza, mesmo com o coração em pedaços. — Me deu força. Me sustentou quando eu achei que ia morrer de dor. Me deu sabedoria pra entender que, às vezes, a vida é

