Roberta narrando O som do baile batia forte no peito, a batida que fazia o corpo querer dançar, se soltar… mas o meu coração tava apertado desde que avistei Rogi no camarote. Ele me olhou daquele jeito que sempre me desmontou, sério, intenso, como se o mundo todo parasse ali só pra gente se encarar. Desviei rápido. Não queria dar brecha, não queria abrir o passado. Mas não teve como fugir quando senti aquela mão — a mão dele — no meu braço. Eu conhecia aquele toque, firme, quente, carregado de sentimento e dor. — Vamos conversar, Roberta… a gente precisa conversar. — ele disse com a voz baixa, firme, com os olhos cravados nos meus. — A gente não tem mais nada, Rogi. Já se passaram anos… me esquece. — falei tentando manter minha voz firme, mesmo que por dentro tudo tremesse. Ele passou

