Rebeca se mantinha com os olhos fechados. Diferente das outras vezes, dessa vez ela sentiu raiva. Raiva dela mesma. Raiva de sempre se entregar a Maurício. Raiva por saber que Bárbara estava certa. — Você foi maravilhosa como sempre, meu amor. — Maurício diz, beijando o pescoço da jovem. — Vamos, temos que passar na farmácia para comprar o remédio. — o rapaz fala, enquanto veste suas roupas — Remédio? — Sim. Eu sei que você se cuida, mas, nunca se sabe né? Não vamos contar com a sorte. — Ai meu Deus, a pílula — a jovem diz, assustada, colocando as mãos na boca. — Calma meu amor. Vamos comprar. O casal sai da sala e vão para o carro de Maurício. Ao ouvir o rapaz falando da pílula lembrou-se que no dia que havia transado com Murilo tinha esquecido completamente de tomá-la. Aquilo não

