Capitulo 68

737 Palavras

Olívia largou a caneta de pena prateada em cima da mesa de vidro espesso. O barulho do metal batendo no vidro foi mínimo, mas ecoou na minha mente como um gongo. Ela fez isso com uma calma tão absurda, tão milimetricamente calculada, que tava testando absolutamente todos os meus limites de tolerância. Ela se levantou da cadeira executiva. Perto de mim, o tamanho físico dela não era p***a nenhuma, uma mulher que eu quebraria no meio com uma mão só, mas a postura daquela doutora parecia preencher cada centímetro daquele consultório de playboy. Ela contornou a mesa com passos lentos, o salto alto batendo no piso de mármore marcando o tempo da minha paciência, e apontou com a mão perfeitamente desenhada pro divã de couro branco que ficava num canto da sala. Um bagulho que parecia confortável p

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