Olívia soltou um suspiro leve, quase imperceptível. Foi só aí que ela quebrou a tensão opressora entre nós, recostando-se suavemente na cadeira estofada dela, alongando a distância e reassumindo a postura intocável e elegante. Ela pegou uma caneta de pena, prateada e caríssima, e, de forma metódica, anotou duas linhas rabiscadas num bloco de notas de couro sobre a mesa, mantendo a expressão inabalável que tava acabando com a minha mente. — Porque eu tenho o dom de ver muito além da sua fachada de monstro imbatível, Noah — ela respondeu em voz baixa, levantando os olhos afiados do papel e focando diretamente e duramente nos meus, de novo, com uma intensidade emocional que me fez travar os dentes da frente com tanta força que o maxilar doeu. — Eu já atendi homens criminosos da mais alta per

