Capitulo 62

764 Palavras

Deixei o Menor falando sozinho com a TV ligada, rindo igual um hiena doente, e meti marcha pro meu quarto no segundo andar. A paciência já tinha ido pro ralo de vez, e o meu corpo tava cobrando a conta pesada do estrago daquela noite. Fechei a porta de madeira maciça, batendo com força, cortando o som da televisão e do mundo lá fora como se eu tivesse trancando um cofre. O meu quarto era enorme, um latifúndio no meio da favela, escuro como a noite e frio pra c*****o por causa do ar-condicionado torando no dezesseis. Joguei a calça de moletom num canto qualquer do piso de porcelanato, ficando só de cueca box, e me joguei na cama king size. O colchão era o mais caro que o dinheiro sujo do crime podia comprar, um bagulho de luxo projetado pra apagar qualquer um, mas, naquela noite maldita, pa

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