Desci as escadas devagar, sentindo os músculos densos e pesados pela falta de sono, o corpo funcionando na base do ódio puro. Assim que pisei na sala, a cena que eu vi me fez parar no último degrau e balançar a cabeça em pura incredulidade, sentindo a veia da testa pulsar. O Menor tava esparramado no meu sofá italiano, ocupando a p***a do bagulho inteiro. O maluco tava de barriga pra cima, largadão, roncando igual um trator desregulado ou um Opala com o escapamento furado, com uma das pernas pendurada pra fora do estofado e a boca aberta, babando em cima da minha almofada de couro caro. Pra piorar a cena de cabaço, a Glock dele tava largada de qualquer jeito no chão, do lado de um tênis surrado. — Esse desgraçado parece que não tem a p***a de um quarto nessa casa, caralho... — murmurei p

