Ela sentiu uma sensação de formigamento percorrer o seu corpo, aquela mistura de excitação e nervosismo que sempre a invadia quando o seu marido lhe dava um pouco do seu tempo.
Ela empurrou delicadamente a porta do quarto, tentando não fazer barulho. A luz do banheiro estava acesa, e o som da água corrente lhe disse que Max ainda estava no chuveiro. Ela aproveitou o momento para colocar a bandeja na mesa ao lado da cama, alisando a toalha e certificando-se de que tudo estava perfeito.
A porta do banheiro se abriu, liberando uma nuvem de vapor e o cheiro inebriante do sabonete líquido que Max estava usando. Audrey sentiu um arrepio na espinha quando o viu.
Ele estava ali, com uma toalha branca enrolada na cintura e o torso nu salpicado de gotas de água que escorriam lentamente por sua pele bronzeada e musculosa. O seu cabelo escuro estava bagunçado e úmido, e a sua expressão relaxada o fazia parecer ainda mais atraente.
Audrey engoliu em seco. Deus, eu o amava tanto.
Às vezes, eu sentia que o nosso amor era uma maldição. Porque eu o amava tão intensamente, tão desesperadamente, que muitas vezes me perguntava se realmente merecia um homem como ele.
Talvez seja por isso que eu nunca reclamei, talvez seja por isso que eu me forcei a abaixar a cabeça e ser submissa, porque, no fundo, eu sempre acreditei que não estava à altura dos padrões dele.
— Trouxe o jantar para você, querido. Ela murmurou com a voz trêmula, com as bochechas coradas ao vê-lo.
Max olhou para cima e deu-lhe um sorriso preguiçoso.
— Deixe na mesa. Ele disse desinteressadamente. — Vou secar o meu corpo.
A ruiva assentiu rapidamente.
Ela permaneceu em silêncio, observando-o pelo canto do olho enquanto ele caminhava em direção ao provador. Os olhos dela brilharam quando ela o viu pegar um frasco de perfume e abri-lo.
Era o mesmo que ela havia dado a ele na semana passada.
Ela prendeu a respiração enquanto o observava inalar o perfume com um aceno de aprovação.
— Isso cheira muito bem. Comentou Max, girando o frasco entre os dedos. — Como você escolheu isso?
O coração de Audrey se encheu de emoção. Ele gostou!
Finalmente fiz algo certo!
— Katie foi até a loja comigo e sugeriu que eu desse para você. Ela disse entusiasmada. — Está muito na moda na Europa, adorei o cheiro.
A atmosfera mudou de repente.
Os músculos de Max ficaram tensos. Ele apertou a garrafa com tanta força que quase a quebrou.
— Katie?
Katie havia sugerido aquele perfume a ela?
A raiva invadiu o seu peito como uma onda de fogo.
A sua própria esposa não conseguiu escolher um perfume simples para ele sem ajuda.
Ela era uma idi*ota.
E isso...Katie sabia. Ela sabia muito bem.
Aquele perfume não foi coincidência. Não foi apenas um presente.
Era uma mensagem.
Porque ele já tinha experimentado aquele perfume antes.
Eu experimentei numa boutique de Paris, quando estava com Katie em uma das nossas aventuras se*xuais.
Quando ela, com seu sorriso presunçoso, borrifou na pele dele e sussurrou no seu ouvido: esse perfume vai se tornar o seu favorito.
M*aldita.
Max sentiu náuseas.
— Achei que você não tivesse gostado porque nem tinha tocado nele. Continuou Audrey com uma doce inocência que o deixou ainda mais enjoado. — Mas agora que você está usando na pele, o cheiro é delicioso, amor.
A ruiva, completamente alheia à fúria do marido, aproximou-se carinhosamente e envolveu o tronco dele com os braços, apoiando o rosto nas suas costas nuas.
Max sentiu o toque dos lábios dela na pele dele.
E ele odiava isso.
Ele odiava o calor do seu abraço.
Ele odiava a ternura na sua voz.
Ele odiava a maneira como a sua inocência o fazia se sentir o pior lixo do mundo.
Ele se afastou abruptamente.
Audrey sentiu a respiração falhar.
— Você ficou chateado com alguma coisa, querido? Ela perguntou com a voz trêmula.
Max fechou os olhos com força.
Como diab*os ele diria a ela que a mera presença dela o enfurecia?
Como ele diria a ela que toda vez que olhava para ela, sentia-se preso a uma mulher que não queria?
Como ele diria a ela que o perfume era um lembrete de quão ferrado ele era?
— Max… eu fiz algo errado? Ela sussurrou, com lágrimas nos olhos.
Ele soltou um longo suspiro e coçou a nuca.
— Não, você não fez nada de errado. Ele disse cansado, evitando olhar nos olhos dela. — Venha, sente-se e coma comigo.
Audrey piscou várias vezes, tentando conter o nó na garganta.
Talvez ele estivesse imaginando coisas.
Talvez o seu marido estivesse apenas cansado.
Sim, deve ser isso.
Max estava cansado do trabalho, da empresa, de todas as suas responsabilidades.
Não pude culpá-lo.
— Sim… claro. Ela murmurou, forçando-se a sorrir enquanto se sentava ao lado dele.
Ela serviu a comida sem muito entusiasmo. Eles comeram em silêncio.
Audrey m*al conseguia engolir.
Algo estava errado.
Ela sentiu isso na tensão de Max.
Ela sentiu isso na maneira como ele nem olhou para ela.
Mas ela não ousou perguntar mais nada.
Porque para Audrey, as migalhas do marido eram suficientes.
Por agora.
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Katie Müller estava deitada na cama, completamente nua, com o telefone na mão e a luz do espelho refletindo todos os ângulos perfeitos do seu corpo. A sua pele brilhava sob a luz da lâmpada do quarto e os seus cabelos escuros caíam sobre os seus ombros numa cascata sedutora.
Uma foto.
Depois outra.
Ela mordeu o lábio com um sorriso m*alicioso enquanto ajustava o ângulo da câmera. Ela sabia exatamente como provocar, como acender a chama num homem com uma única imagem.
Principalmente em homens casados.
Mas o pequeno ritual foi abruptamente interrompido quando a porta do quarto se abriu.
O telefone quase caiu das suas mãos quando ela viu a silhueta imponente de Oskar Müller, seu marido, parado na porta, com sua expressão gélida e os seus olhos verdes escurecidos por algo que ela não conseguia decifrar.
Katie sentiu o sangue gelar por um momento antes de se recompor.
— Amor... A sua voz saiu sedosa, mesmo com o coração martelando dentro do peito. — Eu não sabia que você chegaria cedo.
Oskar não respondeu. Ele apenas seguiu em frente com passos firmes, sem pressa, sem tirar os olhos dela.
Katie engoliu em seco. O jeito como ele a olhava, com um ar de indiferença e irritação contida, a desarmou. Ela nunca sabia o que esperar de Oskar, e isso a aterrorizava e excitava em igual medida.
O homem caminhou até o criado-mudo e, com movimentos meticulosos, tirou o relógio de design suíço que sempre usava. Ele o colocou na superfície de madeira com um leve ruído metálico, seguido por seu paletó de linho, que ele lentamente tirou e colocou sobre o encosto de uma poltrona.
Katie lambeu os lábios. Deus, ele era tão atraente.
Alto, com um corpo esculpido em força e poder, cabelo raspado e aquelas tatuagens que se curvavam na sua pele como sombras do seu passado sombrio. Oskar Müller era o tipo de homem que não devia ser subestimado. Nem se deixe enganar.
Nua, a modelo saiu da cama e deu passos delicados na sua direção, envolvendo-o com os braços.
— Senti a sua falta... Ele sussurrou, pressionando a sua pele contra a dela. — Por que você não me deixa tocar em você?
Mas Oskar, com absoluta calma, empurrou-a para longe como se o toque dela o queimasse.
— Não me toque. Ele disse em voz baixa, mas mortal.
Katie piscou, surpresa com a rejeição.
— O que houve, querido? Ela fez beicinho, procurando os olhos dele. — Por que você sempre me rejeita? Você não vê o quão perfeita eu sou?
Oskar sorriu. Mas não era um sorriso amigável.
— O que eu vejo... Ele disse, aproximando-se lentamente. — É que um dia chego em casa inesperadamente e encontro a minha esposa nua nos lençóis com o telefone na mão.
Katie sentiu o estômago revirar.
— E-eu estava… Ela gaguejou, procurando uma resposta crível. — Eu só estava tentando tirar algumas fotos para te enviar, meu amor.
O homem soltou uma risada seca, uma daquelas risadas que fazem o sangue gelar.
— Para mim? Ele murmurou ironicamente. — A sua desgraça será essa, esposa... Ele agarrou o seu pescoço com uma das mãos, não com força suficiente para sufocá-la, mas o suficiente para que ela sentisse o seu domínio absoluto sobre ela. — Querer me fazer de bobo.
Katie engasgou, os seus olhos arregalados de medo.
— Oskar… Ela sussurrou, com a voz embargada. — Não sei do que você está falando.
Ele inclinou a cabeça, observando-a como um predador avaliando a sua presa.
— Continue assim, querida. Você está indo bem.
E sem mais delongas, ele a deixou ir.
Katie cambaleou um pouco, sentindo o ar encher os seus pulmões novamente. Ela sabia que Oskar a desprezava. Ela sabia que, na mente dele, ela não passava de uma mulher vazia e superficial.
Mas nunca senti isso tão intensamente como naquele momento.
Bem, ela não se importava, ela era sua esposa e eles estavam ligados para sempre, porque ela não o deixaria ir, ela preferia morrer ou matá-lo.
Oskar foi até o vestiário e começou a desabotoar a camisa.
— Onde você está indo? Katie perguntou, ainda se recuperando.
— Tomar banho.
O som da água caindo encheu o ambiente e a modelo observou o marido tirar o cinto, depois a calça e, por fim, a cueca. Deus, o corpo dele era uma obra de arte.
Ela se aproximou lentamente, sentindo o desespero crescer no seu peito.
Eu queria a sua atenção. Eu precisava disso.
Se*xo com aquele idi*ota do Max não era suficiente para ela, ela só fez isso para machucar Audrey. Oskar fo*dia de uma forma tão maníaca, suja e deliciosa que deixava até a mulher mais santa promíscua. O p*u daquele homem era único, as suas estocadas a deixavam sem fôlego.
Ela o queria dentro dela, batendo-a com tanta força, do jeito que só o seu mafioso sábia fazer. Só de pensar nisso ela já estava molhado como um rio.
— Posso acompanhá-lo? Ela perguntou com uma voz melosa, procurando por qualquer sinal de interesse nele.
Oskar não respondeu. E ela ficou encantada pelo pê*nis dele.
Era mais duro, mais longo e mais grosso que o de Max, entrecruzado de veias, aquele go*zo de prazer fazia a sua boca salivar. Ela queria chupar, chupar até a morte.
— Quero fazer se*xo com o meu marido. Ela insistiu, dessa vez de forma mais provocativa.
Nada.
O homem simplesmente lhe virou as costas e, com toda a frieza do mundo, fechou a porta na cara dela.
A modelo sentiu a raiva a afogando. — M*aldito!
Ela mordeu o lábio com tanta força que quase sangrou. Oskar a ignorou, a desprezou, a humilhou... e ela ainda o queria.
Mas isso não foi uma derrota. Eu não permitiria isso.
Ela se virou para o espelho, com os olhos brilhando de fúria, e jurou que um dia Oskar engoliria o seu desprezo.
Um dia, ele precisaria dela novamente.
E quando isso acontece…
Ela garantiria que ele pagasse caro por isso.