—Então esse é o seu plano? —Romeo perguntou depois que eu coloquei Olívia em seu quarto, levantei a sobrancelha em direção ao meu irmão. —Vai manter a garota aqui sob ameaças.. Você nunca foi tão longe por causa de uma.. Mulher —Ele mudou as suas palavras ao ver o meu olhar cerrado em sua direção.
—Ela não é nenhuma mocinha fragilizada.. Ela tinha opções —falei e ele bufou, tudo bem que não era opção muito vantajosa para ela, mas gosto de pensar que ela teve o poder de escolha.. Olívia é forte, mesmo com tudo eu não vi a garota derramar uma lágrima, aquilo me faz desejá-la cada vez mais ardentemente. —Tem algo que precisa fazer por mim —falei e Romeo continuou com o seu olhar sem expressão.
—Eu tenho a impressão que não vou gostar nada disso —ele falou e eu abri um sorriso.
—Quero que leve a colega de quarto dela para um apartamento.. De preferência no mesmo prédio que o seu —falei —por uma questão de segurança —vi o momento em que Romeo abriu a boca, mas nenhum som saiu dali e eu quase gargalhei da cara que ele fazia.
—Se eu tinha duvida.. Agora eu não tenho mais, você enlouqueceu completamente —ele falou —os outros chefes não vão gostar nada disso e já estou até vendo uma guerra interna —soltei um longo suspiro —pior ainda.. Ricci não vai aceitar essa desfeita a filhinha dele.
—Já que está tão preocupado assim com o Ricci e a filha dele.. Talvez eu devesse casar ela com você —falei e vi ele fazer uma careta, eu estava com um bom humor que ninguém iria me tirar, nem mesmo a perspectiva que de uma guerra dentro da Cosa Nostra.
—Tudo bem.. Eu não falo mais nada – vi o sorriso dele disfarçado —sabe que eu não quero te ver no olho do furacão não é? —eu sabia, mesmo aquilo sendo contraditório.. Já que o que fazíamos nos colocava exatamente ali. —eu vou fazer o que mandou.. Antes eu só vou reagrupar o esquema de segurança —falou e eu balancei a cabaça e vi ele sair. Romeo era muito bom no que fazia.. Eu ficava feliz por ser o responsável por estarmos vivos e juntos, eu faria tudo pelo meu irmão e não tinha dúvida que ela faria tudo por mim.
Quando eu me vi sozinho.. Passei a pensar na mulher que estava em minha casa, que em pouco tempo estaria na minha cama. Eu queria fazer diferente.. Bem era um diferente em termos, eu poderia muito pegar o que quisesse dela.. Mas alguma coisa dentro de mim, mandava que eu a conquistasse. Eu queria muito beber do prazer genuíno da garota.. E eu só iria conseguir aquilo se eu tivesse paciência.
O que era bem incomum.. Dado as circunstâncias em que eu trouxe ela para a minha propriedade, mas o que me instigava mais era a percepção que Olívia sentia alguma coisa.. p***a aquilo me deixava totalmente louco. Eu tinha pensado em um jantar para nós, logo após deixar ela no quarto que iria ocupar.. Pedi a Abigail que preparasse algo pra nós no terraço.
Estava me controlando para não ir até a garota.. Beijar aquela boca dela, mas eu pretendia fazer tudo com calma. Em alguns minutos eu estarei desfrutando daqueles lábios, só de pensar em algo do tipo o meu corpo se incendeia completamente e eu sinto a minha ereção me incomodar.. Aliás desde que eu a vi pela primeira vez eu me sinto assim.
—Senhor Salvatore.. Eu ajeitei tudo lá fora como o senhor pediu —Abigail falou ao se aproximar —ainda vai precisar de mim? —sua descrição era a principal característica de ela trabalhar ali.. Além da sua eficiência e de um apego sentimental.
—Não.. Você pode se recolher —falei e a mulher de meia idade meneou a cabeça com alguns fios grisalhos e saiu do local.
Subi as escadas e fui em direção ao quarto que Olívia estava.. Havia colocado ela em uma boa distância da minha suíte no fim do corredor, se ela ficasse tão perto eu não responderia por mim.. E eu não queria, realmente eu queria fazer Olívia, implorar por mim e eu iria tratar de fazer aquilo direitinho. Dava para ver como ela é orgulhosa, não é de se entregar fácil.. Mas eu sei como quebrá-la facilmente e depois a tornarei dependente de mim.. Mesmo que as forças nacionais queiram levá-la, a própria não irá sentir vontade de ir.
Bati na porta e sem resposta alguma eu entrei no lugar.. O quarto estava vazio, mas a porta do banheiro estava encostada e o barulho da água era audível. Sentei aos pés da enorme cama que tinha ali, eu havia pedido que comprassem algumas coisas para ela.. Verona havia feito aquilo a meu pedido, enquanto não trouxessem as suas coisas as que eu mandei comprar iria servir. A porta se abriu e vi ela estancar no lugar.
—m***a – falou e meus olhos percorreu o seu corpo.. A água escorria do seu cabelos e fazia caminho até os seus s***s, os mesmos estavam encoberto pela maldita toalha.. Como eu queria que ela não existisse no momento. —o.. O que está fazendo aqui? – perguntou, levantei a minha sobrancelha com a sua audácia, se ela soubesse como aquilo me deixava completamente alucinado, nem o faria.
—Vim buscá-la para jantar — falei calmamente e ela começou a dar passos incertos até a roupa que estava na cama. —A não ser que você tenha outros planos —falei e vi o olhar mortal que me lançou.. Descobri que provocar a brasileira era muito bom. —Pedi que preparassem um jantar tipicamente italiano —falei e ela apertou os olhos em minha direção.
—Esse é um c*******o diferente.. —falou e eu dei de ombros. —Estou me sentindo em trezentos e sessenta e cinco dias —a olhei sem entender —É.. Um livro, onde a personagem principal é sequestrada por um mafioso e ele lhe dá trezentos e sessenta e cinco dias para lhe amar —Ela falou e eu abri a minha boca.. Enquanto estudava a sua expressão, não podia crer que ela estivesse falando sério.
—Você só pode estar de brincadeira —ela deu de ombros e curva de um sorriso se formou em seus lábios. —Principessa.. Isso aqui não é nenhuma brincadeirinha.. Nenhum conto de fadas, espero que entenda que é a vida real. —falei e vi ela engolir a seco, mas a mulher não desviou os olhos dos meus.
—Como eu posso me esquecer disso.. Se você está ameaçando os meus pais – ela falou entre dentes, como eu gostava da raiva contida que via nela.. Raiva contida era o melhor combustível, principalmente porquê depois do que eu fiz, ela parecia me desejar tanto e talvez por esse motivo lá no fundo de mim ela estava tomando um espaço além da obsessão.. Era quase uma admiração.
—Muito bem Principessa.. Espero que as roupas que Verona trouxe sirvam direitinho —falei me encaminhado para a saída. Era uma Tentação ficar no mesmo ambiente fechado que ela.. Melhor seria esperar Olívia do lado de fora, iria ser melhor para nós dois.. Principalmente para mim, depois das coisas que andaram tumultuado a minha cabeça nos últimos minutos.