We need to get married

2055 Palavras
Kyungsoo repousou a cabeça sobre o peito nu de seu alfa, Jongin olhava para a porta de maneira distraída, parecia pensar. Era comum acordar e ver o Kim já acordado olhando para algum ponto aleatório do quarto, não demorou muito até descobrir que era assim que Jongin tomava suas decisões, de cabeça fresca, bem no comecinho da manhã, bem antes que qualquer incidente do dia o fizesse se estressar. — Nem acredito que finalmente vamos nos casar. — a frase veio bem antes do bom dia, o Do estava muito feliz, no fim daquele dia teria uma aliança de compromisso em seu dedo, e o que tanto fazia com Jongin todas as noites deixariam de ser desonroso — Eu estou tão feliz, Jongin. O alfa beijou os cabelos do menor, Kyungsoo o abraçava pela cintura quase como se tivesse medo de que ele fugisse. E talvez, bem lá no fundo, ele realmente sentisse, o pequeno Do queria ser tão autoconfiante quanto Baekhyun, queria ser bom em receber elogios, queria ser determinado e queria se sentir bonito, tão bonito quanto Jongin o dizia ser. Mas isso era tão difícil, para alguém que passou a vida inteira vendo-se de uma forma, era difícil se imaginar sendo outra coisa. Jongin o empurrou para o lado ficando sobre ele, ergueu-se com seus braços, e daquele ângulo, com seus rostos tão próximo, o alfa podia admirar cada cantinho de seu rosto. Kyungsoo fechou os olhos esperando por um beijo que não veio, os abriu, Jongin ainda o encarava com um sorriso singelo no rosto. — Você é o ômega mais bonito desse mundo. — o moreno sussurrou como se contasse um segredo, beijou a bochecha esquerda e em seguia a direita do menor, ouviu o som dos estalos — E eu tenho muita sorte em ter você na minha vida, em ter o seu amor, Kyungsoo, você é a melhor coisa que já me aconteceu. As coisas não precisavam ser assim, tinha o amor de Jongin, não precisava de mais nada. Estava tão feliz, seu coração pulsava forte, e ele tinha absoluta certeza de que Jongin conseguia ouvir cada batida, ouvir cada descompasse, e sentir cada pulsação. Amor, uma palavra tão simples, e que mudava tanta coisa. Sua vida estava do avesso, mas aquele era o lado que mais gostava. — Vai me amar mesmo que eu engorde um montão por causa da gravidez? O moreno riu, Kyungsoo falava coisas assim quando não queria chorar por estar emocionado, o que era engraçado, era a sua forma de dizer “Para de ser meloso, vou desidratar de tanto chorar”. — Fui eu que fiz esse filho, o autor ama suas obras. Foi a vez de Kyungsoo rir e empurrar Jongin de leve, o alfa se fingiu de machucado, ganhando um beijinho logo em seguida. Kyungsoo desejava que todas as suas manhãs fossem assim, por mais que soubesse que isso seria impossível, que as brigas um dia viriam, e que talvez em uma daquelas manhãs Jongin nem estivesse ali. Ainda passaria por muita coisa, mas valeria à pena, desde que no fim de tudo pudesse dizer ao Kim o quanto amava, e ser correspondido nesse amor.     [...]     — Como assim você perdeu o buquê? Lu Han estava arrancando os cabelos, ninguém nunca o havia visto tão estressado, ele gritava com todo mundo, até mais do que no dia do próprio casamento. O ômega altão sentou-se em um dos bancos começando a se abanar, Baekhyun metera um canudinho em sua boca, e um copo de suco de maracujá em suas mãos na tentativa de acalma-lo, o que era praticamente um esforço vão. — Você tá muito estressado, tem certeza que não engravidou nessas suas noites de lua de mel? A pergunta feita por Suho certeza iria piorar as coisas, Baekhyun teve tanta certeza disso que até fechou os olhos e se abaixou para a casa do chinês jogar alguma coisa neles. — Isso aqui não é nenhum fim de novela das 9 pra todo mundo aparecer grávido ao mesmo tempo! — é claro que ele gritou, segurava o copo com tanta força que os demais ali quase conseguiam ouvi-lo trincar ou pedir socorro. O chinês levantou-se do banco caminhando com passos firmes até Kyungsoo, que estava se encolhendo também, e olha que Lu Han ainda nem tinha gritado com ele. Sorriu calmo, quase como se não estivesse gritando com todo mundo há exatos dois segundos atrás. Agora Baekhyun conseguia entender o medo que Chanyeol tinha daquele ômega, e Kyungsoo não julgaria mais Jongin caso um dia o encontrasse aos fuxicos com Chanyeol sobre o quanto Lu Han conseguia ser assustador em vários momentos. — Desculpe se te assustei, eu fico assim quando organizo coisas, principalmente quando se trata de casamentos, mais ainda quando é o casamento de um dos meus amigos. Depois que voltou para o país, Lu Han havia tomado conta de tudo, ele havia planejado praticamente tudo do casamento, Kyungsoo só aparecia para dizer se estava bom ou não, ou só para dar uma olhada e ver se as coisas estavam saindo no seu gosto. O Do estivera ocupado mobilhando a casa em que passaria a morar, se mudariam para ela assim que voltassem da França. Viagem essa que Jongin planejava para ser romântica, e que mais tarde descobririam que quando se deixa o filho com Baekhyun e Chanyeol, é muito provável que vá ter que voltar mais cedo. — Tá na hora! — Sehun apareceu na porta, ele era o único que poderia aparecer ali sem receber nenhum grito de Lu Han, por isso havia sido o encarregado de dar esse aviso. Kyungsoo respirou fundo antes de finalmente confirmar para si mesmo que estava pronto. Saiu do quarto em que estava, encontrando Chanyeol e Sehun no corredor, Baekhyun e Lu Han também saíram do quarto, eles entrariam na frente como os padrinhos dos noivos. Semanas atrás Baekhyun jamais imaginaria que convidaria Lu Han e Sehun para serem seus padrinhos, mas quando se conhecia pessoas assim, era muito fácil se apegar. Seu avô o esperava, ele o levaria para o altar. O velho alfa estava muito elegante em seu terno azul bem escuro, e a gravata borboleta que havia insistido em usar, dizia ser seu charme. Kyungsoo estava muito feliz em viver aquele momento. Seu terno branco era muito bonito, Jongin havia insistido em se casarem de branco, por mais que de puros eles não tivessem nada. Era meio irônico se casar de branco estando já grávido e morando com o noivo. O casamento seria na casa dos pais de Jongin, naquele jardim que Kyungsoo queria tanto ter um igual, no mesmo lugar onde ocorreu o jantar de noivado. Era uma boa escolha, havia sido uma sugestão e Baekhyun e aderir a ela foi automático, era perfeito. Pararam no começo do enorme tapete vermelho, os convidados ficaram de pé quando a musica começou a tocar. Kyungsoo não fazia ideia de que musica era aquela, só sabia que Jongin havia escolhido, e que ela falava sobre manter as mãos dentro dos bolsos de seu suéter para se manter aquecido. Kyungsoo queria se manter aquecido por Jongin para sempre. Cada passo na direção de seu alfa parecia ser o mais feliz, ali não tinha medo de tropeçar, não tinha medo de vacilar, só queria estar ali, estar com Jongin, e dizer ao mundo o quanto o amava. Quando a organização do casamento começou, Kyungsoo havia pedido para Lu Han deixa-lo tão bonito quanto seu casamento com Sehun havia sido, mas agora podia ver que não faria diferença nenhuma, e que não importava a maneira como ocorresse, desde que Jongin continuasse sendo o noivo que o receberia no altar. Seu avô beijou sua testa antes de entrega-lo para Jongin, e ainda o ouviu dizer “cuida bem dele”, o pequeno ômega tinha certeza de que o Kim acataria esse pedido até o fim de seus dias. E ali diante do juiz e diante de todas aquelas pessoas, Do Kyungsoo viu seu alfa declarar seu amor da forma mais aberta possível, com votos e palavras carregadas de sentimento. Um sentimento real. Não teve medo de dizer ao mundo que Jongin era o amor de sua vida, e não segurou as lágrimas ao ver seu alfa chorando. Essas eram as únicas lágrimas que desejava ver, lágrimas da mais pura felicidade e realização. — Do Kyungsoo, hoje eu declaro ao mundo que meu amor por você vence qualquer obstáculo, qualquer intriga e qualquer clichê de novela. — sabia que Jongin o faria rir, não imaginava ser de outra maneira — E como num conto de fadas, o príncipe encontra seu grande amor e o leva para estar com ele para sempre. — a aliança deslizava para o dedo pequeno de Kyungsoo, o ômega embaçava as vistas pelas lágrimas — Esta aliança não simboliza um contrato eterno, e muito menos a marca em seu pescoço. Mas o meu amor por você nos une para sempre, e esse é o nosso verdadeiro símbolo. Queria gritar de tanta felicidade, perdia as palavras na garganta, só chorava, Jongin era seu príncipe, seu rei e seu bobo da corte, ele poderia ser qualquer coisa, desde que antes da palavra dissesse “meu”. Meu príncipe, meu rei, meu tudo, e minha eterna fortaleza. — Jongin. — era a vez do ômega colocar a aliança no dedo de seu alfa, suas mãos tremiam tanto e estavam tão frias que m*l conseguia segurar a mão esquerda do Kim — Eu não sei falar bonito que nem você, então tudo o que eu posso dizer é que eu o amo com todas as minhas forças, ontem, hoje e amanhã vou amar também. Não esperaram o juiz dar a palavra final, assim que a aliança repousou no dedo o beijo veio logo em seguida, fazendo os convidados ficarem de pé e aplaudirem. Se as coisas não seguissem assim, não seriam eles. O juiz abriu os braços fazendo aquela cara de quem não iria interferir, eles assinaram o caderno logo depois que o beijo terminou. Não ficaram na festa por muito tempo, precisavam pegar o voo para a França. Kyungsoo estava animado em sair do país, seria a sua primeira vez, ainda mais por estar indo com alguém que valia muito à pena, a companhia perfeita, para o lugar perfeito. Durante a espera na fila de embargue, Kyungsoo só conseguia ficar olhando para a aliança em seu dedo, ela era muito bonita e brilhante, ficava perfeita em seu dedo. Jongin segurou sua mão o puxando para a fila certa, o pequeno ômega estava tão distraído que nem percebia mais para onde estava indo. Estava nas nuvens, isso era fato, e era o ser mais feliz do mundo por estar com Jongin, Kim Jongin era um grande presente, e nem precisava usar um lacinho rosa na cabeça para isso. — Jongin, na França tem frango frito? O Kim riu, achava que era uma brincadeira, mas Kyungsoo continuava esperando a resposta. — Espero que tenha, não quero que me chute tendo pesadelos por abstinência de frango frito. Não se esqueceria das noites que foi derrubado da cama por Kyungsoo estar sonhando que os frangos haviam sido extintos e se debater como se lutasse contra alguém que julgava ser o culpado disso. Era até engraçado se não contasse os hematomas que ficavam no dia seguinte, e sem contar os chutes no estômago que já recebeu por causa disso. Kyungsoo quase chorou pedindo desculpas, foi quando Jongin parou de reclamar. — Jongin, eu não chuto você. — o menor fez bico, aquele bico fofo que Jongin tanto amava ver. O alfa passou o braço em redor de seus ombros e o abraçou de forma carinhosa, Kyungsoo sempre amaria todos os abraços de Jongin, eles eram os melhores e mais quentinhos, nunca passaria frio estando com ele. Aliás, nada de r**m lhe aconteceria enquanto tivesse Jongin para o proteger, ele era seu príncipe encantado, armado com a espada mais afiada, pronto para sempre defende-lo dos dragões mais perigosos. — Tudo bem, eu deixo você me chutar, quando Mingyu nascer vai ter valido cada chute. — Mingyu é? — o menor indagou, eles ainda não haviam discutido qual seria o nome do bebê. — Mingyu é um bom nome. — É, Mingyu é um bom nome, Kim Mingyu.  
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