Júlio Narrando Cheguei no prédio com o coração batendo forte no peito, quase saindo pela boca. Assim que estacionei o carro na garagem, desci apressado, sentindo a raiva misturada com ansiedade me dominar. Micaele não deveria ter tomado a frente de tudo sem antes conversarmos. Que drog@! Subi direto para o andar em que ela mora, cada passo mais firme que o outro, e toquei a campainha com força. A empregada abriu a porta, mas nem deixei que dissesse nada. — Chama a Micaele agora! — ordenei, a voz mais alta do que eu pretendia. Entrei sem esperar convite, invadindo o espaço como se fosse minha casa. Minhas mãos estavam cerradas, o coração parecia um tambor no peito. Micaele veio rápido do corredor, os cabelos soltos caindo sobre os ombros, me encarando com uma mistura de curiosidade e i

