Capítulo 7

1135 Palavras
Terror Narrando... Tava na boca, fumando meu baseado só pra aliviar a mente, mas a raiva ainda queimava dentro de mim, papo reto. A cena dela metendo o pé na garupa do Mosquito tava entalada no meu peito, a desgraçada sabe que eu nunca gostei disso e ainda faz um caralhø desse pra tontear a minha mente. Depois de umas meia hora, quem que apareceu na minha sala? o filho da putä do mosquito mermo. Mosquito — E aí, paizão... ____ fala coçando a nuca e eu só fico encarando. — Tô ligado que tu viu a Rafaella na minha garupa, mas pô, eu só tava dando uma assistência pra patroa... zero maldade chefia, tu me conhece... — Tu tá de s*******m com a minha cara, Mosquito? ____ falei baixo, já no veneno. — Qualé porrä, tu sabe que eu nunca admiti um caralhø desse... tá de olho na minha mulher, filho da putä... Ele levantou as mãos, tentando se explicar e eu já levantei, boladão, indo na direção do mermo. Mosquito — Paizão, calma ae… não é isso não, sem neurose… Só levei ela até os pais dela, não teve gracinha nenhuma, só dei uma força pô… até porque eu não sou nenhum talarico... — Força? Força é o caralhø, Mosquito! ____ rosnei, cuspindo as palavras. — Força tu dá pra tua coroa, pra tua irmã. Rafaella não é tua amiga, porrä! E tu tá ligado, se eu ver qualquer gracinha de novo, não vai ter vez, vai de arrasta sem dó... Ele engoliu seco, deu dois passos pra trás. Mosquito — Chefe, papo reto, eu não tava de gracinha com a patroa pô. Tu sabe que eu tenho consideração por tu pra caralhø e nunca faria um bagulho desse. Paizão… eu não sou traíra não, na moral. Tu me conhece. Cê sabe que eu não ia meter essa contigo. Papo reto... — Tu esqueceu quem eu sou, Mosquito? ____ pergunto serinho, cruzando o braço e passando a língua entre os dentes. Ele balançou a cabeça, rápido. Mosquito — Não esqueci não, paizão. Eu sei muito bem quem cê é. É por isso mermo que tô aqui, me explicando. Eu não quis desrespeitar não pô .... Paizão, na moral… cê sabe que eu não sou malandro pra cima de tu. Rafaella é tua fita, sempre foi, e eu respeito. Eu só ajudei ela, juro por tudo que é sagrado, sem maldade chefia... Eu fiquei em silêncio por alguns segundos, só encarando, deixando ele suar frio. — Escuta o papo que eu vou te da, Mosquito… se eu ver de novo essa cena de tu rodando com a Rafaella na garupa, eu não vou perguntar, eu não vou esculachar, eu não vou querer explicação. Eu vou te quebrar na porrada, vou arrancar tua cabeça e vou pendurar na boca como exemplo. Tu tá me entendendo, porrä? Mosquito — Tendi, paizão. Tá tranquilo, nunca mais vai acontecer. Palavra. — Melhor mermo, porrä. Porque aqui não tem espaço pra gracinha. Quem mexe com o que é meu, eu enterro sem nem olhar pra trás... Ele abaixou a cabeça e ficou quieto, esperando eu liberar. — E outra coisa… da próxima vez que tu quiser dar uma "força", lembra que tem várias forma de tu dar uma força sem botar a mina na tua garupa, tá ligado? Pega carro, me chama… sei lá caralhø. Só não mete essa comigo de novo, Mosquito. Porque da próxima, eu não vou trocar ideia, eu vou cobrar de verdade e cê tá ligado... Mosquito — Suave, paizão… entendi o recado. — Agora mete o pé... ____ dou ordem e ele sai da boca, na disciplina. A Rafaella também é outra pô. Ela sabe que isso ia me deixar maluco, e mermo assim aceitou a carona. Isso que me deixa mais putø ainda, sem maldade. Porque parece que ela faz questão de me cutucar, de testar meus limites. O bagulho com a Rafaella me tira do eixo, não tem jeito. Eu posso ser frio, a porrä de um bandido que não tá nem aí pra nada, mas quando é ela no meio, parece que os demônio tudo resolve dançar em cima da minha mente. Fui tirado dos meus pensamentos, quando a porta foi aberta e o Buzeira passou. Buzeira — Fala, paizão.... — E aí... tá com a mão no cu? não sabe bater ____ respondi ignorante e ele puxou um sorriso de lado, e foi logo se jogando na cadeira. Buzeira — Tá mordido pô? já encontrou com a loira? foi isso? ____ pergunta sarcástico, e eu já taco logo um radinho velho no p*u no cu. — Esse caralhø dói porrä... — É pra doer mermo comédia... Buzeira — Amargurado do caralhø mermo! Agora qual foi que o Mosquito saiu daqui parecendo que tinha visto o capeta... ____ riu de lado. — Tu botou pressão no cria, né? — Coloquei, porrä. E se vacilar de novo, vou ter que dar sumiço. Tu tá ligado que eu não passo pano pra gracinha... Buzeira — Tendeu... ____ ele balançou a cabeça, puxando o cigarro. — Agora deixa eu te dar um papo... A carga que nois tava esperando já tá na pista. Os caras mandaram aviso que desembarcou ontem à noite. Só que o bagulho é o seguinte... ____ ele fez uma pausa, olhando pra mim — tá tendo cochicho que a Federal tá de olho nessa rota.... Fiquei quieto, pensando. Passei a língua nos dentes e soltei. — Se tiver Federal, é porque tem dedo podre no meio. Alguém abriu a boca. Buzeira — Também acho ____ concorda, firme. — Mas até agora, não tem nome. O contato jurou que tá limpo... — Contato jura um caralhø, parceiro. Contato fala o que for preciso pra se manter vivo ____ dei o papo reto, olhando fixo pra ele. — Quero que tu bote dois dos nossos na cola dos caras. Nada de fazer barulho. Só observar. Se tiver polícia no meio, a gente aborta. Mas se for fogo de palha, nois mete marcha e traz a carga pra favela, na disciplina. Buzeira — Tranquilo, vou chamar o Neguim e o Batoré, eles são firmão na observação... — Boa ____ concordei. Ficamo ali trocando ideia até surgir um k.o com a mulher dele pra ele resolver. Cria pegou a Glock, guardou na cintura e saiu, deixando a porta encostar devagar. Fiquei sozinho de novo, só eu e minha mente fervendo. O peso da responsa não é brincadeira. É a maluca da Rafaella voltando depois de cinco anos, só pra me tontear, é aliado que pode virar inimigo num piscar de olho, é polícia querendo arrancar meu couro e a maldita juíza querendo me colocar no presídio... mas eu sigo, fazendo meus corre, na intenção de acabar com um por um dos meus inimigos... Contínua....
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