Capítulo 6

923 Palavras
Terror Narrando... Caralhø... até agora tô sentindo o gosto do sangue na minha boca, moleque. A desgraçada mordeu com vontade mermo. E eu juro que por um segundo, eu ia devolver na merma moeda, ia perder a linha com a filha da putä, mas quando olhei no olho dela... porrä... era a Rafaella, pô, tinha nem como fazer alguma parada com ela. Eu puxei ela de volta, botei contra a porta, porque eu precisava sentir a filha da putä de novo. Cinco anos sem tocar naquela pele, sem sentir aquele cheiro... cinco anos guardando raiva e desejo como se fosse pólvora. E quando finalmente encosto a boca na dela, o corpo dela mente pra mim. É isso que me quebra, tá ligado? Porque a boca fala que me odeia, que tem nojo, mas o corpo... o corpo gemeu de volta, tremeu, cedeu. Eu conheço a Rafaella, porrä, conheço cada detalhe dela. Sei quando ela tenta mentir pra mim. Mas ela é orgulhosa, nunca vai assumir porrä nenhuma diretamente pra mim. E eu fiquei ali, travado, ouvindo ela me chamar de safadö, de moleque, de vários caralhø. Mas a real? Dentro de mim eu só queria que ela parasse de falar merdä e me beijasse de novo. Só isso, a porrä de um emocionado mermo, não vou n**a. Só que o orgulho é maior. Tanto o dela quanto o meu. Eu sei que pisei feio na bola, que vacilei, que naquele aniversário eu caguei com tudo. A verdade é que eu fui um vacilão mermo. Tava no corre, cercado de tentação, e no meu ego inflado achei que podia cømer o mundo sem consequência. Mas a consequência foi essa, perdi a única mina que já fez eu agir diferente, tá ligado. E hoje, quando vi ela ali, linda, mais madura, mais firme... me deu vontade de meter o louco e dar o papo "fica comigo, porrä". Só que eu não sei pedir. Nunca soube. Eu só sei tomar. Só sei arrancar o que eu quero na marra. Foi isso que eu tentei fazer quando puxei ela pela porta. Mas a Rafaella não é mais a merma menininha que me idolatrava. Ela cresceu, ficou mais forte, e agora me enfrenta sem medo. Isso mexe comigo, mano. Porque se fosse qualquer outra mina, eu já tinha calado a boca dela de outro jeito, já tinha posto respeito. Mas com a Rafaella... eu fico dividido entre querer dar um esculacho nela ou querer abraçar até ela acreditar que eu ainda posso ser o Douglas, aquele que ela amou. Só que esse "Douglas" ela não quer mais. Ela deixou claro e eu não consigo aceitar essa porrä de paz que ela que. Paz... essa porrä nunca existiu na minha vida. Minha vida é guerra, é sangue, é corre, é acordar sem saber se vai dormir. Como que eu ia dar paz pra alguém? Eu tentei esconder esse lado dela no começo, tentei dar uns momentos de respiro, mas a real é que eu não sei viver de outro jeito. Vi ela sair pela porta, me empurrando com aquele olhar de desprezo, e por dentro eu tava explodindo. Eu queria puxar de volta, jogar na parede, beijar até ela não ter mais fôlego pra reclamar. Mas se eu fizesse isso, ela ia me odiar ainda mais. E mermo ela falando que sente nojo, eu não quero que ela me odeie. Eu não quero perder de vez. Aí vem o Mosquito, vacilão, levando ela embora. Vi ele jogando uns olhar torto pelo retrovisor, com aquele jeitão de quem sabe que tá arriscando a vida. Porque ele sabe, a Rafaella é meu ponto fraco. Sempre foi. E qualquer um que tentar se meter entre nois tá pedindo pra ir de arrasta, sem papo. Rafaella pode gritar, espernear, me chamar de tudo quanto é nome, mas eu sei a verdade pô, ninguém consegue me enganar não, ela ainda sente. E eu vou falar a real, mano... essa porrä me deixou mais louco ainda. Porque agora virou questão de honra. Não só de orgulho, mas de sentimento também. Eu não quero ela por capricho, eu não quero ela só pra føder. Eu quero ela porque é a única que me faz querer ser um pouco melhor, mermo eu não sabendo como. Só que eu não vou ficar pagando de bonzinho, não. Quem me conhece sabe, eu sou bruto, sou linha de frente. Se for pra reconquistar, vai ser do meu jeito. Se tiver que botar geral de escanteio, eu boto. Se tiver que arrastar ela de volta, eu arrasto. Porque papo reto, a Rafaella pode correr pra onde for, pode tentar se enganar, pode arrumar trinta caras diferentes... mas nenhum vai ser eu. Nenhum vai dar o que eu dou, nenhum vai entrar na mente dela como eu entro. Ela pode nëgar, mas eu já vi a verdade nos olhos dela. E isso é suficiente pra eu continuar insistindo. Eu não sei se no final ela vai me amar de novo ou vai me matar, mas uma coisa eu tenho certeza pô, ela nunca vai esquecer de mim. E se eu tiver que ser o terror da vida dela até o fim, que seja. Porque pior que me odiar, é me apagar da memória. E isso, eu nunca vou deixar acontecer. A Rafaella é minha cicatriz e meu combustível. Minha dor e minha força. Eu posso ter perdido ela uma vez, mas não vou perder de novo sem briga. Anota o que eu tô falando, essa história ainda não acabou. Nem fodendø. Contínua...
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