Capítulo 23

959 Palavras

Buzeira Narrando… Tinha entrado no quarto devagar, no sapatinho. O pequeno tava lá, dormindo, com aquele rostinho sereno que desmontava qualquer maldade que eu já carreguei. Encostei o cotovelo no joelho, sentei na beira da cama e fiquei só olhando. Meu filho. A cada respiração dele, parecia que o mundo fazia mais sentido. Só que mermo ali, eu não tava em paz. Porque pra tá em paz, eu precisava dela. Quando ouvi sua voz, olhei na sua direção, quase esqueci de respirar. Ela, minha ruiva, saiu enrolada na toalha, o cabelo preso num coque, as gotas d’água escorrendo pelo pescoço até o ombro nu. E, porrä… juro, naquela hora eu quis esquecer tudo. As desconfianças, os falatórios, a distância. Eu só queria atravessar aquele quarto e pegar ela no colo, e lembrar ela que o seu corpo ainda era

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