Meu bebê

1604 Palavras
— A Hanna é minha filha, Baekhyun. É assim que eu conheço o Kyunggie, e temos tanta i********e, apesar de eu morar no Japão, nós somos casados. — Eu não sei se estou conseguindo entender. — disse confuso, era muito informação para a minha cabeça, eu era tio? Jongin o filho perfeito não era perfeito? Quando tudo começou a parecer uma montanha russa cheia de Loops? — Quando eu tinha 17 anos eu conheci o Kyunggie, ele já cursava faculdade na época, mas ainda morava com os pais. — A gente namorou por um tempo. — disse Kyungsoo — E uma noite a gente estava eufórico demais para pensar em fazer as coisas direito, foi então que eu engravidei e meus pais não aceitaram isso, por isso eu acabei vindo morar aqui. A minha sorte era ter algumas economias dos estágio que fiz na faculdade. — No começo foi muito difícil para nós dois, mas quando eu recebi a proposta de ir para o Japão, tudo pareceu desmoronar ainda mais, sabe. Porque era o meu sonho, mas eu também amo demais a minha filha, não queria deixar ela nem o Kyunggie, então nós nos casamos. Fizemos a promessa de esperar um ao outro e acabou que isso foi o melhor, assim eu pude ajudá-los muito mais do que se eu tivesse ficado. Eu estava completa perdido, eu não acredito que no fim das contas meu irmão mais velho foi o primeiro a ter um filho, ainda assim eu era o ovelha n***a da família. Afinal eu não tinha uma família escondida, mas também não tinha economias, alguém que me fizesse promessas, não tinha economias e muito menos sabia o que eu queria da vida. — Por que você nunca contou nada para o papai? — perguntei e Jongin suspirou. — Nós estamos nos virando bem sem ele, não queria que houvesse brigas. Eu trabalho no Japão e mando o dinheiro para o Kyungsoo, assim ele pode manter a escolinha da Nana sem problema e trabalhar. Está tudo bem. — Exceto que eu não aguento mais esperar você voltar pra casa, poxa. — Kyungsoo disse com um bico e Jongin sorriu antes de dar um selinho na boca do... Marido. — eu demoraria a me acostumar com aquilo. — Logo eu vou voltar. Só mais um pouquinho. — sussurrou e sorriu, beijando-o novamente. — Ahn, eu acho melhor a gente já ir dormir. — disse constrangido e Kyungsoo riu. — Vou buscar lençóis limpos e arrumar a cama pra você. Eu sei que o sofá não é o mais confortável, mas vamos fazer o melhor para você. — disse e subiu as escadas. ••• Em poucos minutos o sofá cama estava arrumado e Kyungsoo e Jongin foram para o quarto entre risos e beijos. E isso era muito fofinho da parte deles. Eu ainda tentei ligar para Chanyeol mais algumas vezes, mas ele não me atendeu, nem mesmo uma mensagem perguntando se eu estava bem ou se o bebê estava bem. {•••} Acordei e a primeira coisa que vi foi uma pequena curiosa. Hanna estava sentada no sofá cama me olhando dormir. — Bom dia, tio. Papai chamou você pro café da manhã. — disse de forma meiga e levantou. A primeira coisa que fiz foi olhar meu celular e constatar que não, Chanyeol não tinha nem mandado mensagem. A segunda foi levantar e arrumar a minha "cama". ••• — Está se sentindo bem? — Kyungsoo perguntou enquanto tomávamos café, bem, eu tomava um suco, já que isso era o melhor para gestantes. — Tirando uma cólica horrível, estou. Hoje vou estudar para as provas finais. Pelo menos eu vou perder só o último ano. — Você não vai perder nada, eu tive a Nana e consegui fazer a faculdade normalmente. — Kyungsoo me consolou. — Bom dia, meu amores! — Jongin desceu feliz e Hanna logo foi correndo até ele, pedindo colo. — Nem me chamaram para comer, é. — Você parecia cansado. — disse Kyungsoo dando um selinho em Jongin. — Eu nem tô comendo. Desculpa mesmo gente, mas eu posso ficar deitado Soo? — não queria ser o tipo de hospede que fica atravancando a vida deles, mas eu não tinha muita escolha. O que eu queria era deitar em posição fetal e chorar, mas fingiremos que sou maduro o suficiente para ter me colocado naquela situação e apenas fui para o sofá, deitando e ficando em silêncio. — Claro, vai lá. {•••} O fim de semana passou rápido demais. Jongin infelizmente tinha voltado para o Japão deixando o Kyungsoo triste e uma menina emburrada para trás. — Baek, precisamos nos arrumar mais cedo para a escola. — disse Kyungsoo me acordando devagarinho. — Eu ainda deixo a Nana na creche. Desculpe. — Não se desculpe. Eu que invadi a sua casa. — disse rindo e Kyungsoo levantou do sofá com um sorriso nos lábios. — Não invadiu não, somos família. Agora vamos. — sorriu, acariciando minha perna e voltando a correr para terminar de arrumar a pequena. {•••} Em poucos minutos já tínhamos deixado a Nana na escolinha e estamos indo para a minha escola, onde Kyungsoo era professor. — Passou a cólica? — perguntou, puxado assunto. — Ela vem e vai, eu não entendo o que é isso. — Hmm, vamos marcar uma consulta para ver isso. Podem ser gases como algo mais forte. — Não, acho que está tudo bem. Deve ser o estresse, só isso. — De qualquer forma vamos marcar, precisamos fazer certinho o pré-natal do bebê. — concordei, eu tinha esquecido completamente daquilo.  O restante do caminho se seguiu em silêncio, em poucos minutos estávamos na escola. {•••} — Baekhyun, porque não está falando comigo? — perguntou Chanyeol me encurralando no banheiro na hora do intervalo. — Agora já não adianta mais né. Você me ignorou o fim de semana inteiro. Sabe o que aconteceu? Eu fui expulso de casa e precisava da sua ajuda, mas você não estava lá. — Eu estava ocupado. Além do mais, eu ia ajudar em quê? Não tem como você ficar lá em casa. — disse como se fosse óbvio. — Eu não sei porquê eu ainda me deixo levar por você. Some da minha vida. Você não liga para o bebê e muito menos para mim, só pro seus desejos fúteis. — disse já sentindo as lágrimas em meus olhos. — Não é verdade! — É claro que é, Chanyeol. Eu te falei o que aconteceu depois de sair da sua casa e olha como você reage. — ele tentou se aproximar e eu recuei. — Mas eu gosto de você, Baekhyun. — Isso não é suficiente, Chanyeol, não mais. — Saí daquele banheiro quase correndo em direção a sala dos professores. — Você não pode entrar aqui Baekhyun. — disse Kyungsoo um tanto atônito e assustado, aquela não era a melhor de aparecer como seu cunhado e nem o lugar certo para que eu lhe desse mais problemas. — Me ajuda, por favor, minha barriga tá doendo muito. — disse segurando minha barriga antes de ver tudo escurecer. {•••} Acordei me sentindo um pouco zonzo. Minha visão estava um pouco embaçada e eu só via uma luz forte no quarto branco. — Sh, fica calmo, não se esforce. — disse Kyungsoo fazendo carinho nos meus cabelos. — O-o que eu estou fazendo aqui? O que aconteceu? — Você desmaiou na escola e eu te trouxe para o hospital. Vai ficar tudo bem. — ele sorriu, mas a sua voz parecia tão estranha, eu estava me sentindo estranho. — Meu bebê... Meu bebê está bem? — Você se estressou muito nesses últimos dias e isso gerou as cólicas e... — Ele está bem, Soo? — já sentia as lágrimas quentes rolarem por minhas bochechas. — Está, mas você ver ter que tomar muito cuidado, porque ele está fraco Baek. Você está fraco. — Você está dizendo que... — Você quase perdeu o bebê hoje. Você teve um sangramento muito sério, precisa se cuidar mais e ficar de repouso. TRÊS MESES DEPOIS — Eu nem acredito que o Jongin vai finalmente voltar pra casa. — disse Kyungsoo andando de um lado para o outro — Eu nem consigo comer nada de tão nervoso. Esse moleque me paga. — Calma, Soo. — disse rindo. Jongin infelizmente demorou um mês a mais para conseguir sair definitivamente do Japão, mas pelos menos ele já tinha um emprego garantido aqui em Seul. Com os cuidados de Kyungsoo eu consegui ganhar peso e, apesar de não poder fazer esforços, eu consegui pelo menos terminar esse ano letivo, o que me deixava mais tranquilo e aquilo era bom tanto para mim quanto para meu bebê. — Papai tem que vir rápido mesmo, eu não quero mais ficar longe dele. — disse Hanna ao meu lado. A pequena estava com a cabeça deitada em minha barriga sentindo meu bebê mexer. — Dói quando ele fez isso, tio? — Um pouco, mas é muito bom também, saber que meu bebê tá bem aqui, comigo. A verdade era que por mais que tudo parecesse estar desmoronando eu amava demais aquele bebê e teria sofrido demais se tivesse o perdido. Kyungsoo riu apreciando a cena e logo ouvimos a campainha. — Até que enfim... Achei que tinha parado pra fabricar as estradas... — disse abrindo a portar com um sorriso no rosto que logo se desfez — Eu disse que não quero te ver de novo!
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